sexta-feira, julho 16, 2010

COMUNICADO DA PLATAFORMA DAS ARTES


COMUNICADO DA PLATAFORMA DAS ARTES
Na sequência das conclusões da Reunião Geral das Artes de 5 de Julho de 2010, que teve lugar no Teatro Maria Matos, onde estiveram presentes mais de 600 profissionais de todos os sectores, e na sequência das reuniões posteriores que a Plataforma das Artes teve, consubstanciaram-se um conjunto de reivindicações da Plataforma das Artes num documento que foi apresentado à Senhora Ministra da Cultura em audiência que teve lugar no Palácio da Ajuda, ontem, dia 12 de Julho. Esse documento continha as reivindicações gerais e comuns a todos os sectores das Artes e do Cinema, que a seguir se expressam:

1. Exigimos que o Estado Português assuma de forma clara o Direito à Cultura e ao investimento na Cultura e nas Artes.
2. Exigimos que se acabe de uma vez por todas com o discurso dos subsídio-dependentes e que se promova - no discurso e na prática - o respeito pelos criadores, artistas e demais profissionais que trabalham nas artes e na cultura em Portugal e pelas pessoas a quem se destina todo esse trabalho, o público em geral.
3. Assim, exigimos a revogação imediata do artigo 49º do Decreto-Lei nº 72-A/2010, ou a anulação dos seus efeitos práticos, a descativação total das verbas do PIDDAC para as actividades apoiadas pela DGArtes e a descativação total das receitas próprias do ICA.

Da audiência que tivemos com a Senhora Ministra, foi-nos comunicado que para o ano de 2010, as disposições do nº 1 do artigo 49º do Decreto de execução orçamental não vão produzir qualquer efeito. De facto, a Senhora Ministra informou-nos clara e inequivocamente que as reduções de 10% nos pagamentos efectuados e a efectuar durante o ano de 2010 não serão executadas. Informou-nos também que a cativação de 20% das verbas do PIDDAC a que o Ministério da Cultura estava sujeito, designadamente as que estavam afectas às actividades de apoio financeiro às Artes, passam para 12,5%. Informou-nos ainda que a cativação de 20% das receitas próprias do ICA passava para 10%, garantindo-nos que tal permite manter intacto o Plano de Apoios Financeiros em vigor, isto é, nenhum concurso previsto para 2010 será afectado.
Com estas medidas, a Plataforma das Artes congratula-se.
Relativamente às outras reivindicações gerais, relacionadas com a nossa exigência de uma mudança de discurso sobre o nosso papel enquanto criadores e agentes de Cultura, congratulamo-nos por se terem lançado as bases para de uma vez por todas se desmistificar a ideia dos subsídio-dependentes. A Senhora Ministra foi bem clara no reconhecimento da importância da nossa actividade, bem como na intenção de isso considerar tanto no discurso como na prática. Ficaram, pois, criadas as condições para se estabelecer um diálogo continuado e construtivo sobre as matérias que dizem respeito à definição e execução da Política Cultural para o país.
Foi ainda frisado de uma forma muito clara, pela Plataforma das Artes, que a atribuição de apoios por parte dos dois institutos deveria sempre reger-se pelo princípio dos concursos públicos, salvaguardando desta forma a qualidade e a renovação do tecido criativo bem como a transparência dos procedimentos.
Das exigências específicas do nosso “caderno reivindicativo”, destacaram-se para as artes apoiadas pela DGARTES e para o Cinema, respectivamente os seguintes pontos:
Reivindicações específicas das Artes apoiadas pela DGArtes
4. Regularização imediata do funcionamento da Direcção-Geral das Artes.
5. Contratualização imediata e fixação de novos prazos de concretização dos pontuais do 1º semestre de 2010.
6. Divulgação imediata dos resultados prévios dos concursos anuais de 2010 com fixação de novos prazos de concretização.
7. Abertura imediata dos concursos pontuais do segundo semestre de 2010.
8. Abertura dos concursos anuais e bienais para 2011 e 2011/12.
9. Revisão dos prazos legalmente previstos para abertura dos procedimentos concursais.

Das reivindicações específicas apresentadas para o sector das Artes, a Senhora Ministra da Cultura informou-nos o seguinte:
- A nomeação consumada de um novo Director-Geral das Artes e a sua entrada em funções ainda durante esta semana;
- Como prioridade máxima para o novo Director-Geral, a contratualização, o mais breve possível, dos Apoios Pontuais do primeiro semestre de 2010, bem como a revisão dos seus prazos de execução;
- Também como prioridade máxima para o novo Director-Geral, a divulgação dos resultados do Concurso dos Apoios Anuais de 2010, que serão os definitivos já que, evocando o “interesse público” se prescindirá da audiência de interessados, com respectiva fixação de novos prazos de concretização;
- A não realização dos concursos pontuais do 2º semestre de 2010, uma vez que o concurso do primeiro semestre foi aberto com a dotação total do ano (800.000 euros), pelo que tal inviabiliza a pretensão da Plataforma das Artes;
- A abertura, já em Setembro, dos concursos anuais para 2011 e dos bienais 2011/12.
- Revisão da regulamentação no sentido de fixar prazos de abertura mais adequados para todos os procedimentos concursais

A Plataforma considerou globalmente satisfeitas as suas reivindicações nesta matéria específica, congratulando-se com estas medidas.

Das reivindicações específicas para o Cinema, sublinhamos à Senhora Ministra no nosso documento as seguintes:
“(...)Reivindicações específicas do Cinema
10. Promover de imediato à assinatura dos contratos de produção relativos a todas as decisões de atribuição de apoio financeiro referentes a 2009, bem como a homologação dos concursos ainda pendentes.
11. Iniciar de imediato a discussão pública do projecto de nova legislação para o Cinema, por forma a garantir que o processo de aprovação, regulamentação e entrada em vigor se dê até ao final de Outubro de 2010, com efeitos práticos a partir de 1 de Janeiro de 2011.”

Foi-nos comunicado pela Senhora Ministra que com a resolução dos impasses relacionados com o artigo 49º e com as cativações de receitas próprias do Instituto, estão agora reunidas as condições para com a maior brevidade possível se dar andamento a todas as situações pendentes.
Foi-nos comunicado também pela Senhora Ministra que a nova legislação para o cinema já está compilada num primeiro Draft , que após uma fase de análise estará em condições de seguir para Conselho de Ministros no início de Setembro. A Senhora Ministra disse-nos também que era sua intenção colocar o documento à discussão pública o mais brevemente possível.

Assim, a Plataforma das Artes gostaria de afirmar o seguinte:

1. Estão globalmente satisfeitas as nossas reivindicações e preocupações;
2. Existe vontade de ambas as partes, Ministério e Plataforma das Artes, em dialogar construtivamente sobre todas as matérias pendentes e as relacionadas com a Política Cultural;
3. Cremos agora que o movimento unificado que criamos como reacção às medidas de austeridade que agora vemos significativamente atenuadas, foi um exemplo único de civilidade e de eficácia no seu trabalho e, agora, dada a sua enorme representatividade, está em condições de manter entre os diferentes sectores uma regularidade de contactos e encontros com vista a: a) acompanhar a aplicação destas novas medidas anunciadas pela Senhora Ministra; b) estabelecer-se como interlocutor privilegiado do Ministério da Cultura em matérias que digam respeito à definição e execução de Política Cultural de incentivo à criação e ao Cinema.
4. Apesar de todo o ambiente crispado que caracterizou os últimos dias, notamos que, ainda assim, foi possível fazer sobressair um elevado nível de civilidade na forma e no conteúdo que pautou o processo de negociação, bem como no papel desempenhado pela Senhora Ministra nestas matérias específicas.
5. Por último, cumpre-nos agradecer a todos os que estiveram presentes nas Reuniões de 28 de Junho e 5 de Julho, respectivamente no São Jorge e Teatro Maria Matos, bem como a todos os que se associaram a nós neste “combate” pela defesa deste sector, que, apesar de viver em precariedade crónica, demonstrou uma imensa vitalidade.


A PLATAFORMA DAS ARTES

entrevista a Hoichi Okamoto



um interessante testemunho de alguém americano que o entrevistou em Nagano

http://people.umass.edu/mromero/sabbatical/japan_04.html

enviado por Ildeberto Gama

quinta-feira, julho 15, 2010

International Summer Courses 2010 - Institut International de la Marionnette de Charleville Mézières

International Summer Courses 2010
Institut International de la Marionnette de Charleville Mézières

On the theatrical vocation of shadow theatre
Course directed by Fabrizio Montecchi (Teatro Gioco Vita, Italy)
From July 13 to 30
&
The actor and the object
Course directed by Agnès Limbos (Company Gare Centrale, Belgium)
From August 23 to September 8

Programme and registration form on request at for.institut@marionnette.com and available on http://www.marionnette.com

Institut International de la Marionnette
7 Place Winston Churchill
08000 Charleville Mézières - France
Tel: + 33 (0)324 33 72 50

Hoichi Okamoto - faleceu aos 62 anos



a 6 de Julho de 2010 faleceu um dos mais respeitados marionetistas do Japão. As suas actuações ficaram famosas pela sua beleza de movimentos, e a ausência da palavra, num palco partilhado, somente por ele e as suas marionetas.

http://www.youtube.com/watch?v=LkY8VDQmEjU

terça-feira, julho 13, 2010

Carlos Paredes: O Fantoche

a companhia "A Tarumba" tem o site com nova imagem e mais informação!!


a companhia "A Tarumba" tem o site com nova imagem e mais informação!!

http://www.tarumba.org/

visite o site de Alexandre Pring !!!!!!



http://alexandrepring.blogspot.com/

Question of Love - The Gift (video produzido por The Gift e S.A.Marionetas)

este video dos the Gift venceu o Prémio de "Melhor produção de video clips nacionais" em 2001 e as marionetas foram produzidas e manipuladas pela companhia S.A.Marionetas de Alcobaça

segunda-feira, julho 12, 2010

Ultima Hora!!!Ministra da Cultura recua na intenção de cortar 10% para o sector das artes!!!!!!


Ministra da Cultura recua na intenção de cortar 10% para o sector das artes
A ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, está ainda reunida com artistas de todos os sectores, integrados na Plataforma das Artes para procurar uma solução que não passe pelo anunciado corte das verbas. Canavilhas anunciou para já que o Governo irá recuar na intenção de cortar em 10% as verbas para o sector.
in sic on line

Novo director-geral das Artes quer avançar de imediato com apoios anuais


João Aidos foi nomeado esta segunda-feira o responsável máximo da Direção-Geral das Artes (DGA) substituindo no cargo Jorge Barreto Xavier, que se demitiu na sexta feira por divergências com a tutela.

Em declarações à agência Lusa, João Aidos disse que foi convidado para o cargo no sábado pela ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, mas não sabe quando tomará posse.

"É um desafio que qualquer pessoa deve ponderar aceitar, pensando que possa contribuir de alguma forma para ajudar e dar uma mais valia para o setor", disse.

Como primeira ação na DGA, João Aidos que resolver "uma das preocupações" de Gabriela Canavilhas: "Avançar com processos com urgência para resolver uma série de situações, nomeadamente os apoios anuais às artes, porque os `timings já passaram imenso da sua previsão".

"O calendário deste Ministério é concluir de imediato esses processos para lesar o mínimo possível a atividade artística", defendeu.

Quantos aos cortes orçamentais que irão afetar o setor da cultura, João Aidos admitiu que as artes do espetáculo são uma área "bastante delicada", mas "as coisas têm que ser bem vistas e bem ponderadas".

"Penso que é essa a vontade da senhora ministra: olhar para o setor o mais possível, perceber caso a caso, como é possível enquadrar da melhor maneira estes cortes orçamentais", reforçou, acrescentando que uma das mais valias da sua escolha é a sensibilidade em conhecer e ouvir os artistas.

De acordo com o Ministério da Cultura, João Aidos tem uma "vasta experiência e reputação no meio cultural português, ligado a inúmeros projetos no âmbito da Rede Nacional de Teatros e Cine-Teatros, gestor, programador, produtor e engenheiro projetista com profunda ligação à rede e tecidos culturais em todo o território nacional".

Licenciado em teatro, João Aidos desempenhava até hoje funções de diretor artístico do Teatro Virgínia, em Torres Novas.

in LUSA

Ministério manifesta "grande satisfação" com a demissão do director geral das Artes

Ministério manifesta "grande satisfação" com a demissão do director geral das Artes
2010-07-10
O Ministério da Cultura manifestou hoje, sábado, "grande satisfação" pelo facto do director geral das Artes ter apresentado a demissão, sublinhando a "ineficácia" e as "dificuldades" de Jorge Barreto Xavier no desempenho do cargo.

O responsável anunciou hoje, sábado, à Lusa que pediu a demissão na sexta feira, alegando a sua "divergência sobre o modo de desenvolvimento das políticas de apoio às artes" com a ministra da Cultura.

"O Ministério da Cultura manifesta a sua grande satisfação por esta decisão, que vem permitir finalmente que a Direcção Geral das Artes se liberte de constrangimentos vários que têm vindo a dificultar a sua ação", afirma o gabinete da ministra Gabriela Canavilhas, num comunicado divulgado hoje à tarde, anunciando que aceitou a demissão.

A tutela considera ainda que "os atrasos nos concursos, a barreira construída entre o Gabinete da Ministra e os agentes culturais e a ineficácia dos procedimentos são factores que se devem às dificuldades demonstradas pelo director geral para o exercício do cargo".

"A sua intervenção tem sido meramente de aplicação de medidas do Governo, muitas das quais com recurso a contratação externa, por ineficácia da sua liderança", acusa o Ministério da Cultura.

A tutela afirma que o director geral das Artes demissionário procurava "outra colocação desde Fevereiro" e que apenas não o substituiu para "manter um mínimo de estabilidade" no sector.

"Face à sua demissão, [o Ministério da Cultura] encontra-se agora, finalmente, em condições de alavancar o sector com outra ambição e responsabilidade", lê-se no comunicado.

O gabinete de Gabriela Canavilhas anuncia que já tem um substituto, a anunciar "em breve", garantindo aos agentes culturais com projectos de financiamento em curso que "não haverá quaisquer consequências, atrasos ou prejuízos de procedimentos" decorrentes da substituição.

A demissão de Jorge Barreto Xavier surge numa altura de grande contestação por parte dos artistas e criadores nacionais de várias áreas, sobretudo do cinema, do teatro, da dança e das artes visuais, devido às restrições orçamentais.

Na sequência dos protestos, esta semana, o Governo anunciou que os cortes nos orçamentos para institutos e direcções gerais do ministério vão baixar de 20 para 12,5 por cento.

Em reacção à demissão, a Associação dos Profissionais de Artes Cénicas considerou-a "preocupante" e a Associação Portuguesa de Realizadores "um ato de solidariedade para com os artistas".

in Jornal de Noticias 12 Julho 2010

Teatro Fórum de Moura – Tomada de Posição-PEC, “Plano Mateus Para a Cultura”, Gabriela Canavilhas e a luta necessária


O Teatro Fórum de Moura foi provavelmente a única estrutura das artes e da cultura a reagir de imediato à primeira (Jornal Público, 24/3/2010) de uma série de entrevistas da Ministra da Cultura Gabriela Canavilhas.
Na altura (24 de Março de 2010) o Teatro Fórum de Moura lançou um comunicado intitulado “Cai a Máscara à Ministra Gabriela” que denunciava o seguinte:
1- que a ministra revelava a verdadeira face da política deste governo para a cultura, num ataque que os trabalhadores das artes e da cultura não ouviam de forma tão agressiva e explícita deste os tempos de Santana Lopes, Secretário da Cultura;
2- que o discurso aparentemente contraditório de Canavilhas tinha como objectivo baralhar uma necessária frente de luta geral dos trabalhadores das artes e da cultura;
3- que conceitos como serviço público, função social das artes e da cultura, direitos dos trabalhadores do sector, arte e cultura como ferramentas de emancipação e transformação social, liberdade de criação, acesso dos trabalhadores das artes e da cultura e de toda a população aos meios de produção e fruição cultural, mereceram da ministra apenas a atenção de um brutal silêncio (que se mantém);
4- que Gabriela Canavilhas ataca o previsto no artigo 78 da Constituição Portuguesa onde se clarifica que é obrigação do Estado “incentivar e assegurar o acesso de todos os cidadãos aos meios e instrumentos de acção cultural, bem como corrigir as assimetrias existentes no país em tal domínio.”;
5- que a ofensa de Gabriela Canavilhas tem destinatários óbvios, isto é, todos os trabalhadores das artes e da cultura que, desde o 25 de Abril, têm criado estruturas, adquirido meios de produção próprios, desenvolvendo um trabalho de serviço público descentralizado, na sua grande maioria substituindo-se ao Estado na responsabilidade de assegurar uma política cultural em todo o território nacional;
6- finalmente, que este ataque é também direccionado a todos os jovens trabalhadores das artes e da cultura que pretendam criar novos colectivos de criação e produção, pois, segundo a Ministra, os apoios do Estado “não podem ser um espaço permanentemente aberto”.

No mesmo comunicado afirmámos também que:
“Como solução para o falso problema, a Ministra propõe reduzir o número de apoios do Estado, incentivar o mercado, apoiar as pequenas e médias empresas do sector cultural (e aqui cabe tudo, até empresas produtoras de toques para telemóvel), apostar na qualidade dos produtos nacionais com a justificação de que temos de aproveitar o mercado internacional.
Esta política de empurrar as artes e a cultura para a mercantilização, para a produção de meras mercadorias «competitivas» que combatem entre si por um espaço no selvagem mercado de produção capitalista, representa para todos os trabalhadores das artes e da cultura e para as populações um retrocesso histórico.
Como complemento a esta política mercantilista e anti-social a Ministra afirma que ao Estado cabe apenas estar «onde os bens meritórios não funcionem com a lógica do mercado».
Ou seja, Estado que se preze tem de garantir uns quantos produtos culturais de «mérito» para decorar a lapela do blazer de alguns.
Não é esta a necessária política para as artes e cultura.
Pelo contrário, a necessária política para as artes e cultura tem de passar obrigatoriamente pelo reforço dos insuficientes apoios actuais.”

Lembramos que a entrevista da Ministra que suscitou o nosso comunicado foi dada ao Público tendo como pretexto a apresentação do estudo da empresa Augusto Mateus & Associados sobre “O Sector Cultural e Criativo em Portugal” liderado por Augusto Mateus, famigerado Ministro da Economia do PS.
O Teatro Fórum de Moura considera este estudo um engodo disfarçado de científico, que utiliza argumentos especulativos para justificar políticas de neoliberalização das artes e da cultura.
Todos os trabalhadores das artes e da cultura devem ver e analisar este estudo, o “Plano Mateus Para a Cultura”, não como uma valorização do nosso sector, mas antes como uma “banha da cobra” para justificar a desresponsabilização do Estado.
Os dados estatísticos fidedignos que o estudo apresenta são, inclusive, contrários às conclusões que deles se retira.
Em Março, o indigno PEC posto à prática pelo PS em conluio com o PSD ainda não havia sido apresentado. Estávamos longe de saber dos recentes e brutais cortes no orçamento da cultura que o Governo prepara.
Estas medidas são de facto muito graves.
Mas lembramos:
Estas medidas inserem-se num plano mais vasto de redução da autonomia relativa dos trabalhadores das artes e da cultura, de asfixia ideológica e artística de todos os colectivos de produção artística e cultural pelo seu abandono ao “deserto do mercado”.
Além dos recentes cortes a reboque do PEC, consideramos que toda a panaceia argumentativa à volta das indústrias culturais e criativas, que o constante incumprimento dos prazos dos Concursos de Apoios às Artes da Dgartes (veja-se, por exemplo, o aviltante atraso do concurso aos apoios anuais ainda a decorrer), que a discriminação de regiões como o Alentejo e Algarve no acesso aos apoios do Estado, assim como as constantes ameaças (pré e pós PEC) de cortes nos apoios às artes e à cultura por parte da Ministra Gabriela, são as principais formas com que actualmente este ataque a todos os trabalhadores das artes e da cultura, assim como às populações que deste trabalho usufruem, se concretiza.
O Teatro Fórum de Moura congratula-se por verificar que cada vez mais trabalhadores das artes e da cultura estão dispostos a lutar contra esta política e apoia activamente uma luta abrangente por uma política alternativa, que corresponda às necessidades dos trabalhadores do sector, das populações e do país.

Teatro Fórum de Moura_ 10|07|2010

FADAS E FIOS - TEATRO DE MARIONETAS


FADAS E FIOS É UM GRUPO AMADOR DE TEATRO DE MARIONETAS e as suas histórias são contadas ao som de música! OS ESPECTÁCULOS RECRIAM UM MUNDO FANTÁSTICO e nesse universo de brincadeira, os bonecos são as personagens principais – Marionetas Artesanais que se movimentam ao ritmo da história e da música – que vivem aventuras onde não pode faltar a magia, o encanto e a alegria, mas também o medo, o risco e a tristeza, como em todos os contos de fadas!

http://fadasefios.blogspot.com/

domingo, julho 11, 2010

a companhia "Era uma Vez" de Évora- em digressão por Itália


a companhia "Era uma Vez" de Évora, vai estar em digressão por terras de Itália de 13 de Julho até 2 de Agosto com o espectáculo "O Mistério da Pedra Encantada"

Sinopse

O Rei Orlando III vivia num castelo com a sua filha, a Princesa Margarida e o Bobo Venceslau. Estava o Venceslau a conversar com o público quando chegou furiosa, a Bruxa Alexandrina e o quis transformar em sapo porque ele lhe tinha roubado a sua Pedra Encantada. O Venceslau disse-lhe que não tinha sido ele e Alexandrina explicou-lhe como fez a Pedra Encantada e foi-se embora.
Todos estão contentes com a chegada do Príncipe Miguel que vem pedir a mão da Princesa. O Príncipe traz uma enorme pedra que pensam ser a prenda de noivado, mas o Venceslau cedo descobre que se trata da Pedra Encantada da Bruxa Alexandrina e que o Príncipe a tinha trazido pensando que esta não tinha dono. Prontifica-se este a devolver a Pedra quando de repente se ouve um grande ruído e, um a um, vão tendo a desagradável surpresa de se encontrarem com um enorme Dragão. A Princesa, corajosa, enfrenta-o mas tem de fugir. A Pedra começa a mexer-se...
A história não termina sem o Venceslau esclarecer tudo com a sua amiga, Bruxa Alexandrina.

Ficha Técnica
Texto - José Carlos Alegria
Bonecos - Vasco Fernando
Cenários - António Canelas
Guarda-Roupa - Ana Meira e Né Meira
Manipulação - José Carlos Alegria e Carlos Miguel Meira Alegria

Director da DGArtes DEMITE-SE!!!


Venho comunicar que, por razões relativas à minha divergência sobre o modo de desenvolvimento das políticas de apoio às artes do Ministério da Cultura, nos termos actualmente prosseguidos, apresentei a minha demissão à Senhora Ministra da Cultura, esta sexta-feira, dia 9 de Julho de 2010.
Com os melhores cumprimentos,
Jorge Barreto Xavier
Director-Geral



Av. da Liberdade, 144 – 4º andar, 1250-146 Lisboa
Tel.: 211 507 010
E-mail: geral@dgartes.pt
www.dgartes.pt

Companhia Lua Cheia - Julho 2010


Agakuke e a Princesa Putri Telur
5 Julho - segunda-feira 11h00
TAVIRA – Biblioteca Municipal Álvaro de Campos
6º Festival Internacional de Teatro e Artes na Rua

Agakuke e a Filha do Sol
6 Julho - terça-feira 11h00
TAVIRA – Biblioteca Municipal Álvaro de Campos
6º Festival Internacional de Teatro e Artes na Rua

Um Estranho Barulho de Asas – conto
9 Julho - sexta-feira 21h30
TORRES VEDRAS – Biblioteca de Praia de Stª Cruz

A Princesa Putri Telur – conto
10 Julho – sábado 14h00
COIMBRA – Mercado Quebra Costas

A Filha do Sol – conto
10 Julho – sábado 18
COIMBRA – Mercado Quebra Costas

CENA ABERTA – Estórias, Estorietas e outras Conversetas!
11 Julho – domingo 17h00
LISBOA – Bº Padre Cruz – ESPAÇO LUA CHEIA

A Menina do Mar leitura encenada
17 Julho – sábado 11h00
GRÂNDOLA – Jardim 1º Maio

As Pequenas Cerimónias de João Calixto e Tiago Viegas


http://aspequenascerimonias.blogspot.com/

terça-feira, julho 06, 2010

Petição Plataforma Geral da Cultura - Teatro Maria Matos (Lisboa) - 5 de Julho de 2010


Petição Plataforma Geral da Cultura - Teatro Maria Matos (Lisboa) - 5 de Julho de 2010
Para:Primeiro-Ministro; Ministra da Cultura; Ministro das Finanças
O sector da Cultura – as actividades culturais e a criação artística em geral – tem vindo a sofrer ao longo dos últimos dez anos, um sistemático desinvestimento por parte do Estado Português.
A situação atingiu uma tal degradação, que o próprio Primeiro-Ministro o reconheceu na última campanha eleitoral, comprometendo-se a que na actual legislatura o sector da Cultura seria prioritário e veria o investimento do Estado consideravelmente aumentado: é isso que diz o Programa do Governo.
E no entanto, desde o passado dia 18 de Junho, com a publicação do Decreto-Lei nº 72-A/2010 e as medidas que aí são impostas ao Ministério da Cultura - uma cativação geral de 20% e a retenção de 10% nos contratos celebrados e a celebrar - a situação abeira-se da catástrofe.
Por isso queremos hoje e aqui reafirmar:
1. Estamos conscientes da crise que o país atravessa, mas há dez anos que o sector da Cultura vive com sucessivos cortes orçamentais, com verbas cada vez mais reduzidas: para a Cultura, a austeridade não está a começar agora, começou há já muitos anos.
2. Os profissionais das actividades culturais e artísticas há muito que fazem sacrifícios para manter a sua actividade e a sua profissão: trabalham com orçamentos cada vez mais escassos, trabalham com contrapartidas cada vez mais reduzidas.
3. Ao contrário do que diz a Senhora Ministra da Cultura, são os próprios profissionais e criadores, que vivem nesta situação, que em larga medida financiam eles próprios a actividade cultural em Portugal.
4. A criação cultural contemporânea portuguesa é uma das actividades que mais projecção internacional tem dado ao país. E internamente, como foi reconhecido num estudo independente, as indústrias culturais têm um peso cada vez mais significativo na economia portuguesa.
5. Os cortes que o Governo agora pretende fazer terão consequências dramáticas para os projectos actualmente em curso, com a sua paralisação e consequente fecho de empresas, estruturas, desemprego entre os trabalhadores sem protecção social, desencorajamento entre os criadores.
6. A falta de comunicação e de informação clara por parte do Ministério da Cultura e das suas Direcções-Gerais sobre a situação agora criada gerou um clima de inquietação e insegurança absolutamente inaceitável.
Por isso não podemos hoje deixar de exigir:
1. A revogação imediata do artigo 49º do Decreto-Lei nº 72-A/2010, e da cativação de 20% das verbas do Ministério da Cultura, para a qual é suficiente a vontade política do Primeiro-Ministro.
2. Com a consequente revogação da redução em 10% sobre os contratos em curso ou a realizar durante o corrente ano, bem como do orçamento de Direcções-Gerais e Institutos do Ministério da Cultura directamente relacionados com os apoios à criação.
3. Mas exigimos sobretudo que o Estado Português assuma de forma clara o Direito à Cultura e o investimento na Cultura e nas Artes.
4. E que os profissionais da Cultura sejam encarados e tratados com o respeito que o seu trabalho merece, que se acabe de uma vez por todas com o discurso dos subsídio-dependentes, que se respeitem os criadores e os artistas portugueses.

Ada Pereira - PLATEIA – Associação de Profissionais das Artes Cénicas
Luís Urbano - Plataforma do Cinema
Pedro Borges - Plataforma do Cinema
Rui Horta - REDE – Associação de Estruturas para a Dança Contemporânea
Tiago Rodrigues - Plataforma do Teatro

Os signatários

http://www.peticaopublica.com/?pi=DL72A

domingo, julho 04, 2010

Comunicado da Unima Portugal sobre a cativação de 10% dos apoios do M.C.


Comunicado da Unima Portugal sobre a cativação de 10% dos apoios do M.C.
Estando a Unima ciente da gravidade da situação que a Sr. Ministra propõe em relação à cativação proposta para o sector cultural e estando de uma forma geral em acordo com os diversos comunicados e cartas abertas lançados a público, acrescentando que esta medida poderá desencadear a mesma atitude por parte de outras entidades com quem as distintas estruturas culturais possuem vínculos e contratos. A Unima Portugal está solidária com todos os agentes culturais e em particular com as entidades e artistas ligados ao teatro de marionetas. A Unima Portugal, está espectante na resolução desta situação mostrando o seu apoio e solidariedade com este movimento de contestação geral.

A Direcção

Unima Portugal
União da Marioneta Portuguesa, Centro português da Unima

sexta-feira, julho 02, 2010

CONVOCATÓRIA - Todos ao TEATRO MARIA MATOS, 2ª feira dia 5 de Julho às 18h!

CONVOCATÓRIA

A decisão, recentemente comunicada, de reduzir em 10% todos os apoios financeiros atribuídos pelo Ministério da Cultura em 2010 e a cativação de 20% das verbas aos Institutos, que já se encontram há muito fragilizados, terá, para a produção artística e para o sector cultural efeitos devastadores.

Convocamos todos os criadores, trabalhadores e agentes das áreas artísticas e culturais para encontrar soluções que impeçam a aplicação destas medidas que atirarão a arte e a cultura do nosso país para uma crise sem precedentes.

Todos ao TEATRO MARIA MATOS, 2ª feira dia 5 de Julho às 18h!

DIVULGUEM A TODOS!

O Blog Marionetas em portugal APOIA este evento!!!!

Carta Aberta da Plateia à Ministra da Cultura


As notícias vindas a público na imprensa, o DL 72-A, a Carta que dirigiu a estruturas com protocolos em vigor, ou candidatas a programas de financiamento, com a DGArtes, e a Nota à Comunicação Social de hoje, merecem-nos algumas reflexões.

Como nota prévia manifestamos a nossa disponibilidade para em conjunto estudarmos com a tutela as formas de contenção financeira possíveis e justas para solidariamente sermos parte activa no controle das contas públicas que esta crise nacional, europeia e mundial impõe ao Estado Português.

Os profissionais das artes cénicas são cidadãos e não é escamoteável que como tal contribuímos já para esta contenção pagando sobretaxas de IRS, sendo penalizados nos abonos de família, pagando o aumento de IVA no consumo e todas as demais medidas.

Não pretendemos um tratamento de excepção. Mas não podemos ser excepção pela negativa.

A solidariedade da Cultura para com o todo nacional em tempo de crise foi já exigida aquando da elaboração do Orçamento de Estado. Disse o Senhor Primeiro Ministro, em campanha eleitoral, - pensamento que Vossa Excelência parece reiterar na missiva que nos enviou – reconhecer ter errado no seu anterior mandato ao desinvestir na Cultura. Não se viu disso reflexo no magro orçamento que inicialmente lhe foi atribuído.

Menos ainda se vê neste tratamento que é oferecido como “igualitário” mas que nada mais é senão demissão de responsabilidade política. Sendo o Orçamento do Ministério da Cultura (MC) 0,4% do Orçamento de Estado (OE), um corte de 20% em tão exíguo montante corresponde a 0,08% do OE o que só com muita demagogia pode considerar-se importante para a redução da despesa da administração central. Igual “poupança” seria atingida com uma cativação de mais uma décima percentual em um ou outro Ministério. E em nenhum outro Ministério estão previstos "cortes" em contratos já assinados. Da política exige-se que analise e conheça a realidade e que sobre ela actue, moldando-a, alterando-a. Tratar de forma igual o que é diferente não é responsável, não é conducente ao equilíbrio, à coesão no desenvolvimento. Foram esquecidos os mais variados estudos europeus e nacionais (um deles, aliás, muito recentemente apresentado e de iniciativa do Vosso Gabinete Ministerial), em que continuamente é reafirmada a importância da Cultura como factor dinamizador do desenvolvimento, da competitividade, do conhecimento e da qualidade de vida dos cidadãos.

De todas as notícias que nos chegam, inclusivamente na Carta de Vossa Excelência, concluímos que houve falhas em inúmeras etapas em todo este processo.

- Não existiu iniciativa de diálogo com o sector (no caso da PLATEIA, não houve resposta aos insistentes pedidos de audiência);

- Não foi promovida, em sede de Conselho de Ministro, uma distribuição ponderada do esforço de contenção financeira em cada Ministério, que tivesse como base a avaliação do histórico de desenvolvimento e do impacte em cada sector;

- Avançou-se para uma cativação “cega”, pelas próprias palavras de Vª Ex.ª, sem critério, sem responsabilidade, igual em todos os sectores e organismos do Ministério da Cultura, sem ter em conta compromissos previamente assumidos ou um diagnóstico consequente da realidade.

As perplexidades sucedem-se. Por que razão não foi tido em conta que o PIDDAC gerido pela DGArtes é sempre executado a 100% (qualquer corte é real) enquanto noutros organismos do MC a sua execução pouco ultrapassa os 80%? Por que razão não foi atendida a aplicação dessas verbas do PIDDAC em cada um dos organismos do MC? Como é do conhecimento de Vª Exª, o PIDDAC da DGArtes – estrutura leve, com um muito baixo orçamento de funcionamento – esgota-se totalmente no financiamento contratualizado com estruturas e projectos de todo o país, e este corte, por incidir nesses contratos que ou já estão em execução ou já deviam estar, é uma quebra da “palavra dada”. Haverá área de investimento mais reprodutivo e mais distribuído pelo todo nacional do que a criação e programação artísticas? E haverá área onde os cortes tenham consequências mais negras?

Interrogamo-nos ainda como será possível atingir a cativação de 20% do PIDDAC retendo apenas 10% dos valores já contratualizados entre os agentes culturais e a DGArtes; se não existe ainda a hipótese de as notícias virem num futuro próximo a ser ainda mais dramáticas.

Não pode à crise responder-se com mais crise; não pode a crise ser argumento para pôr em causa o estado de direito, a boa fé das relações contratuais do estado.

A realidade do sector mostra bem a crueldade social destes cortes: 70 a 80% dos orçamentos das estruturas e projectos destinam-se a recursos humanos. Um corte de 10% a meio do ano corresponde na realidade a 20%: o resto já está executado. São portanto inevitáveis cortes na massa salarial. Espera-nos uma situação de desemprego que, e ainda segundo o estudo de Augusto Mateus & Associados (números de 2006), afectará os 6 mil postos de trabalho directos das artes performativas a que se juntam os inúmeros postos de trabalho indirectos (o carpinteiro, o designer gráfico, a costureira...). E este é um desemprego silencioso e cruel: silencioso porque não constará das estatísticas oficiais, cruel porque os profissionais não têm sequer acesso ao subsídio de desemprego. Como sabe, aguardamos ainda o tão prometido regime laboral e social para o sector.

À crise da paralisação do sector e do desemprego dos profissionais, juntar-se-ão em muitos casos as execuções de dívidas pelos bancos. Como sabe, muitas entidades usam o crédito bancário para ir pagando as actividades até chegarem os fundos contratualizados com o Ministério da Cultura. Em quase todos os casos, ascende a muito perto dos 100% o total da verba já comprometida mesmo que não executada. Há disto casos claros, como o de festivais já realizados: FITEI, Imaginarius (7 sóis 7 luas) e Fazer a Festa (Teatro Art’Imagem), só para referir alguns dos associados da PLATEIA.

As consequências dos cortes agora estabelecidos são imediatas mas também de longo prazo. A fragilização do sector, com diminuição do número e valor das contratações de profissionais e o eventual cancelamento de alguns projectos, provocará uma profunda recessão de que dificilmente se recuperará.

Assim, a PLATEIA

- rejeita liminarmente qualquer corte nos financiamentos às artes em 2010;

- propõe uma alteração urgente do comportamento do Vosso Gabinete, acedendo a dialogar com os profissionais das artes cénicas, beneficiando do facto de estes profissionais estarem actualmente organizados em estruturas associativas representativas do sector.

Reiteramos a disponibilidade da PLATEIA para estudar formas extraordinárias, planificadas e não casuísticas, para a participação dos profissionais e agentes de criação, produção e programação das artes cénicas no controle das contas públicas que o nosso país precisa.

http://plateia-apac.blogspot.com/

quarta-feira, junho 30, 2010

Teatro de Ferro - Ópera dos 5 € aka Trans-gueto-express


Ópera dos 5 € aka Trans-gueto-express | sinopse
Nesta mistura de festa com ensaio de banda-de-garagem experimental e ópera de arte total low cost, migrantes, nómadas, artistas de rua e outros, também de casa às costas, co-habitam com o nosso estimado público.
Ópera dos 5 € – also known as – Trans-Gueto-Express acontece num dispositivo instalado no exterior. Posto fronteiriço, campo de retenção em outsourcing, check point, salão de baile, quermesse, circo novo - pelintra (ex-novo-rico), teatro de feira, feira da ladra e da contrafacção... imagens de que partimos e que configuram a relação deste objecto cenográfico com o evento espectacular/performativo. Também aqui continuamos a trabalhar sobre uma ideia de transversalidade estrutural, que cruza elementos oriundos de linguagens da cena distintas como o circo ou a marioneta. Nos corpos e na voz dos actores, procuramos espaços comuns a estas linguagens. A apropriação do espaço nas suas diversas escalas, dos objectos manipulados, do olhar e do escutar dos outros - espectadores é o caminho que nos importa agora percorrer.
Esta criação, congrega três estruturas / grupos / companhias: Teatro de Ferro, Radar 360, Teatro do Frio. Com esta associação procuramos experimentar formas alternativas de produção e as suas relações com os processos criativos.
Igor Gandra

[ ficha técnica ]
texto, dramaturgia e canções, REGINA GUIMARÃES | encenação e cenografia, IGOR GANDRA | figurinos, DIANA REGAL | marionetas, JÚLIO ALVES | movimento, CARLA VELOSO | desenho de luz, TdF | interpretação, ANTÓNIO OLIVEIRA; IGOR GANDRA; JOSÉ PEDRO FERRAZ; JULIETA RODRIGUES; RODRIGO MALVAR; ROSÁRIO COSTA e participação especial de CARLOTA e MATILDE | fotografia de cena, SUSANA NEVES | design gráfico CATO | direcção de montagem, VIRGÍNIA MOREIRA | oficina de construção, GIL ROVISCO; VIRGÍNIA MOREIRA; NUNO BESSA e AMÉRICO CASTANHEIRA-TUDO FAÇO

produção | TEATRO de FERRO
co-produção | TEATRO de FERRO; TEATRO DO FRIO; RADAR 360; FESTIVAL ESCRITA NA PAISAGEM; FIMP - FESTIVAL INTERNACIONAL DE MARIONETAS DO PORTO e TEATRO NACIONAL SÃO JOÃO
Classificação etária - M/12 anos
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Texto de apresentação Julho de 2009

(quem tem 5€ não pode afirmar não tem dinheiro, também não pode dizer que tem)

Sobre o desejo de ter e não poder. Sobre o desejo de poder e sobre não o ter. Sobre as lojas chinesas. Sobre as novas oportunidades. Sobre cheiro a podre do medo. Sobre a pobreza digna e a indigna. Sobre a lumpenburguesia. Sobre os pretos e os ciganos. Sobre a pobreza contemporânea. Sobre os ukras, os zucas e os monhés. Sobre as boas intenções. Sobre o inferno são os outros. Sobre a subsidiodependência. Sobre os supranumerários. Sobre o precariado. Sobre o tuning e os híbridos. Sobre as virtudes e o virtual. Sobre os vícios e os círculos viciosos. Sobre o lumpenproletariado. Sobre a dificuldade de suportar o cheiro do outro. Sobre as drogas leves e o vinho barato. Sobre a taxa moderadora. Sobre a moderação. Sobre o excesso. Sobre a polícia, a farda e o paisana. Sobre a videovigilância. Sobre a flexibilidade e a flexissegurança. Sobre a auto-regulação do mercado. Sobre a culpa é do macaco. Sobre os macacos de imitação. Sobre as imitações de baixo custo. Sobre a ilusão na horizontal. Sobre a esquerda moderna. Sobre a culpa e a desculpa. Sobre os fantasmas do Gulag. Sobre as guerras clínicas e as acções humanitárias. Sobre as acções de formação. Sobre a corrupção. Sobre a masculinidade. Sobre os automóveis queimados. Sobre a questão judaica. Sobre as refeições congeladas. Sobre a lavagem de dinheiro. Sobre o acesso à cultura. Sobre a arte popular. Sobre os populistas. Sobre a força bruta. Sobre o teatro de marionetas. Sobre o barro social e bairro social. Sobre ir ou ficar. Sobre os cafés com sport tv. Sobre fazer muito com pouco e mais com menos. Sobre não fazer nada. Sobre a prosa e a poesia. Sobre a canção e o falar. Sobre a possibilidade. Sobre a hipótese. Sobre a impossibilidade. Sobre a as redes e os sem rede. Sobre o que fazer... Não necessariamente nesta ordem.

Imaginemos uma pequena praça ao entardecer. Uma trupe de saltimbancos chega e instala-se. São românticos os nómadas não são? Repara como parecem livres e felizes. Os miúdos, à solta, correm de um lado para o outro. Os adultos, meios aciganados, continuam a tirar coisas das carrinhas e cantam enquanto o fazem. Brecht rap e techno weill. Alguns sabem fazer habilidades bem giras – enfim, as tradicionais melhoradas. Fartam-se de bulir, têm bichos carpinteiros e, no entanto, movem-se num tempo fora do carril de Saturno. Esse seu tempo outro - o de um mundo ambulante, de um mundo gema dentro de um ovo de Colombo, de um mundo em trânsito - servirá de molde e máscara ao nosso espectáculo.

«A ópera dos cinco € – aka - trans gueto express» será um espectáculo de teatro com uma forte componente musical.

Nele participarão intérpretes que põem ao serviço da cena a sua força de trabalho (braçal e criativo), mas também os seus pertences, os seus meios de produção, concretamente: os seus automóveis, as suas roupas, as suas ferramentas e equipamentos. A sua prole também poderá entrar em cena.

Procuraremos relações entre a palavra dita e a cantada. Entre a canção e a dança ou o movimento. Exploraremos lógicas de criação e construção que reflictam a tensão entre (um)a disciplina, um desejo de transdisciplinariedade. «A ópera dos cinco € – aka - trans gueto express» tenta tirar da gaiola dos especialistas e das especialidades alguns temores, inquietudes e fechamentos que nos tocam a todos, privilegiando a dissonância, mas procurando acertos de cadência e de palavra que façam do tempo espectacular um laboratório de outras formas de estar com

mais informações em http://www.myspace.com/teatrodeferro

segunda-feira, junho 28, 2010

Marionetas de Jorge Cerqueira em exposição


Em Junho exponho as minhas marionetas na Fábrica.

Aqui fica o link para consultar a programação da F.B.P. do mês de Junho.

http//www.bracodeprata.com/programacao.shtml

Museu da Marioneta - Oficinas de Verão - COMO FAZER TEATRO?


Oficinas de Verão
COMO FAZER TEATRO?
31 de Agosto a 3 de Setembro 2010
Público-alvo: dos 6 aos 14 anos
Duração: 4 manhãs
Horário: 10h00m às 13h00m (3ª a 6ª feira)
Preço: 40€
Nº Máximo de participantes: 15
Marcação Prévia

Já imaginaste que fazias teatro? E se fosse com marionetas? Como será pertencer a uma companhia de marionetas?
Para comemorar o décimo sétimo aniversário d’ A Tarumba — Teatro de Marionetas convidamos-te a visitar a exposição onde poderás conhecer as peças que esta companhia produziu. De seguida, também tu irás criar o teu próprio espectáculo de marionetas… Há muitos passos a dar: desde a criação da história, à construção das marionetas, o envio de convites e à apresentação do espectáculo!
Prepara-te para uma semana de intenso trabalho e criatividade!

Museu da Marioneta - Ateliers de Família - Manhãs Criativas - ESPECIAL AVÓS E NETOS


Ateliers de Família - Manhãs Criativas - ESPECIAL AVÓS E NETOS
DOM ROBERTO E COMPANHIA
25 DE JULHO 2010
Público-alvo: 1 adulto + 1 criança com idade superior a 6 anos
Duração: 2 horas
Preço: 7,5€
Horário: das 10h30m às 12h30m
Marcação Prévia
NOTA: Participe em 3 MANHÃS CRIATIVAS e ganhe a 4ª!

Nesta manhã de Domingo, o Museu da Marioneta convida avós e netos a participar numa animada oficina sobre marionetas tradicionais portuguesas!
Numa breve visita ao museu, vamos reviver o passado do D. Roberto para depois criarmos uma marioneta inspirada nas histórias deste célebre herói popular!

Oficinas de Verão no museu da Marioneta em Lisboa


Oficinas de Verão
DA ABSTRACÇÃO À ACÇÃO
29 de Junho a 2 de Julho 2010
Público-alvo: dos 6 aos 14 anos
Duração: 4 manhãs
Horário: 10h00m às 13h00m (3ª a 6ª feira)
Preço: 40€
Nº Máximo de participantes: 15
Marcação Prévia

Quase todas as marionetas servem para representar a figura humana ou animais, mas nem todas da forma mais óbvia… Um marionetista chamado Leslie Trowbridge criou marionetas para ópera que são construídas com formas abstractas. Para além disso, tudo se pode desmontar para, com a mesma base, voltar a surgir uma personagem totalmente diferente. A única regra é que têm de ser bastante coloridas e criativas! E tu? És capaz de aceitar o desafio de criar uma destas personagens?

PROJECTO FUNICULAR no CAMa-Centro de Artes da Marioneta


O Actor face ao Objecto | The Actor and the Object
Coordenação | Directed by: Agnès Limbos - Cie Gare Centrale (BE)
20 a 24 de Setembro de 2010 | From 20th to 24th September 2010
Data limite de inscrição | Deadline for applications: 10 de Setembro de 2010 | 10th September 2010

A inscrição em cada workshop é realizada através do preenchimento da ficha de inscrição, à qual deverá ser anexado um currículo vitae actualizado e detalhado, acompanhado de carta de motivação. Pode enviar a documentação necessária via e-mail, para ruteribeiro@tarumba.org ou raquelmonteiro@tarumba.org, ou para o seguinte endereço | The inscription in each workshop is made by the dully filled application form and by enclosing a detailed and updated curriculum vitae and a motivation letter. You can send all the documentation by e-mail for ruteribeiro@tarumba.org or raquelmonteiro@tarumba.org or to the following address:
CAMa-Centro de Artes da Marioneta | A Tarumba-Teatro de Marionetas
Convento das Bernardas – R. da Esperança, 152
1200-660 Lisboa Portugal
Se desejar mais informações | If you need any further information contact: +351 212 427 621

domingo, junho 27, 2010

UNIMA Portugal presente em congresso mundial na Holanda



O centro nacional da UNIMA esteve presente no congresso mundial da UNIão Internacional da MArioneta na Holanda na cidade de Dordrecht que decorreu de 21 a 24 de Junho de 2010. A delegação de Portugal fez-se representar por dois delegados, José Gil (Presidente da Direcção) e Nuno Pinto (Presidente da Mesa da Assembleia Geral) ambos com direito a voto no congresso.
Durante 4 dias mais de 100 delegados de 90 paises estiveram a trabalhar juntos sobre vários assuntos relacionados com a arte da marioneta.
O centro nacional da UNIMA foi apresentado ao congresso no primeiro dia de trabalhos pelo presidente da UNIMA Internacional o Sr. Dadi Pudumjee da India e pelo Secretário - Geral o Sr. Jaques Trudeau do Canada, no ultimo dia juntamente com os outros novos centros a nossa delegação fez perante o congresso a apresentação da UNIMA Portugal explicando o seu trabalho no passado no presente e projectos para o futuro, sendo bastante aplaudida e apoiada por vários centros nacionais presentes no congresso. o proximo congresso mundial da UNIMA é na China em 2012 na cidade de Chengdu.
Brevemente irá ser publicado o relatório detalhado da presença no congresso da UNIMA Portugal na página web www.unimaportugal.com

o que é a UNIMA? http://www.unimaportugal.com/o-que-e-a-unima/historia/UNIMA Portugal? http://www.unimaportugal.com/unima-portugal-2

mais informação sobre o congresso em www.poppentheaterfestival.nl

José Gil
(Presidente da Direcção)

na foto de esquerda para a direita José Gil (Presidente da UNIMA Portugal), Dadi Pudumjee (Presidente da UNIMA Internacional), Jaques Trudeau (Secretário-Geral UNIMA Internacional), Nuno Pinto (Presidente da Assembleia Geral - UNIMA Portugal)

sábado, junho 26, 2010

DG Artes Notícias - do gabinete da ministra da cultura de Portugal


O Ministério da Cultura está ciente do papel e da importância dos apoios do Estado na promoção da democratização da cultura, incentivando e assegurando o acesso dos cidadãos à fruição e criação cultural, tal como estabelece a Constituição Portuguesa.

Este papel essencial na actividade cultural tem que ser desenvolvido no quadro de uma gestão responsável dos recursos existentes, das verbas disponíveis e atento ao cenário económico nacional e internacional.

No quadro da actual conjuntura económica-financeira de contenção orçamental nacional, foram decididas várias medidas extraordinárias em múltiplas áreas de actividade da sociedade portuguesa para garantir a consolidação das finanças públicas, num esforço solidário nacional que se impõe a todos os portugueses, no qual a cultura obviamente se insere.

A aplicação de uma cativação de 20% em todos os PIDDACs (Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central) de todos os Ministérios é uma destas medidas. Aliás, a natureza e o impacto destas medidas não se restringe ao plano nacional, foram tomadas medidas similares na maioria dos outros países da Europa dos 27.

O empenho para a consolidação das finanças públicas é pedido a todos os cidadãos, sem excepção, e necessariamente, ao sector cultural também é solicitado um esforço suplementar, muito embora reconheça as dificuldades endémicas associadas a esta área, situação que neste início de legislatura nos preparávamos para consolidar.

Ciente das consequências deste esforço para os agentes culturais independentes, o Ministério da Cultura está a proceder a um redireccionamento de verbas de outros projectos, para minorar o impacto destas medidas de contenção na actividade cultural independente.

A redução de 10% em compromissos já assumidos, a gestão flexível dos serviços e organismos do Ministério e o redireccionamento de verbas, irão contribuir para reduzir o impacto da actual conjuntura económica-financeira no sector cultural, no seu todo, evitando penalizações casuísticas e impondo um esforço comum e solidário entre pares.

A aplicação de uma redução de 10%, em vez dos 20% cativos, permite, não escamoteando as inúmeras dificuldades que certamente coloca, não inviabilizar a realização das actividades em curso, apenas as pode reduzir nesta percentagem. Obrigará, no entanto, que as entidades culturais procurem executar os seus orçamentos e as suas programações em conformidade e coerência com a situação económica actual.

Especificamente, sobre o atraso na distribuição dos apoios, este deve-se ao facto de o ano de 2010 ser atípico por motivos de calendário legislativo inultrapassáveis, que levaram à aprovação do Orçamento do Estado vários meses mais tarde do que o habitual. A DGARTES, em concreto, tem estado impedida de contratualizar os apoios, aguardando pela entrada em vigor do Decreto-lei de Execução Orçamental, que
entretanto foi publicado na passada 6.ª feira. Este serviço está agora em condições de dar seguimento aos resultados dos concursos.

Para os casos concretos que conduzam à inviabilização de projectos ou extinção de postos de trabalho devido à redução de 10% nos apoios, o Ministério da Cultura manifesta-se disponível, dentro dos recursos existentes, para analisar e procurar soluções, caso a caso.

Há, ainda, que sublinhar, que pode haver descativação de verbas, dependendo do comportamento da economia. Nesse caso, seriam repostos os valores retidos, na proporção das descativações.

Lamentando a situação, e solidarizando-me, quer com o nosso país, quer com os agentes culturais que enriquecem o nosso tecido cultural com a sua actividade,

Com os melhores cumprimentos,

A MINISTRA DA CULTURA

Gabriela Canavilhas

sombras.......

sábado, junho 19, 2010

workshop de Construção de Marionetas de Sombra - Dias 26 de Junho e 3 de Julho - Biblioteca Municipal de Gondomar



Caros Amigos

Estão a decorrer inscrições para o workshop de Construção de Marionetas de Sombra a decorrer na Biblioteca Municipal de Gondomar

Dias 26 de Junho e 3 de Julho

inscrevam-se enviando um email de interesse para este email, ou contactando directamente a Biblioteca
Podem ainda inscrever-se online atraves do endereço
http://spreadsheets.google.com/viewform?hl=en&formkey=dExDRXRVdkYxendDODZJNWVGUFo2S1E6MQ

Designação Sombras
Público Alvo maiores de 12 anos
Duração Aproximada 14 hrs
Custo da actividade 40 euros

Sinopse
Trata-se de uma formação técnica de construção onde serão abordados diversos materiais, profissionais e alternativos, para a execução de marionetas de sombras. Serão explorados mecanismos de articulações complexos e outras soluções práticas possíveis de serem repetidas com crianças.
No final da formação cada participante terá construído um pequeno teatrinho de sombras assim como um grupo de marionetas.

agendados
data local
26 Jun' 10 » 10.00~13.00
Biblioteca Municipal de Gondomar
26 Jun' 10 » 14.30~18.30
Biblioteca Municipal de Gondomar
03 Jul' 10 » 10.00~13.00
Biblioteca Municipal de Gondomar
03 Jul' 10 » 14.30~18.30
Biblioteca Municipal de Gondomar
--
Os melhores cumprimentos
Filipa Alexandre

Teatro e Marionetas de Mandrágora
sede
Rua do Quinéu, 75
4510-122 Jovim Gondomar

Casa das Marionetas de Mandrágora
R. do Pinheiro Manso, 319
S. Cosme, Gondomar

Contactos:
963394153
914514756

Espaço web:

www.marionetasmandragora.com www.marionetasmandragora.blogspot.com www.miudosdasmarionetas.blogspot.com

sexta-feira, junho 18, 2010

26 e 27 Junho - Museu da Marioneta(Lisboa)

Oficina de Verão de 22 a 25 de Junho Museu da Marioneta (Lisboa)


Mua Roi Nuoc: Marionetas de Água
Parece-te estranho? Pois é! Num país chamado Vietname, os camponeses que trabalhavam nas plantações de arroz lembraram-se de inventar umas marionetas que se movimentam dentro de água!
Com complexos mecanismos e estruturas que escondem os manipuladores, estes espectáculos são bem conhecidos por todos os que já visitaram este país.
Mas, neste Verão, nem precisas de ir tão longe. Poderás experimentar construir uma e manipulá-la já aqui, no Museu da Marioneta!
Público Alvo: 6 aos 14 anos
Duração: 4 manhãs
Horário: 10h às 13h (3ª a 6ª feira)
Preço: 40€
N.º Máximo de participantes: 15
Necessária marcação prévia

workshop de construção de marionetas - GRÁTIS!!!


Olá
No dia 20 de Junho vou realizar um workshop de construção de marionetas, inteiramente grátis, com direito a cada um dos intervenientes ficar na posse da sua marioneta. A marioneta sera uma Passarola, como podem ver na imagem em anexo. Eu e as Passarolas esperamos por vocês.

Para isso basta se deslocarem ao fórum da FNAC do Marshopping pelas 11h da manhã, em Leça da Palmeira (ao IKEA).
Até lá.
Rui Sousa
www.ruisousa.pt
www.myspace.com/ruisousa1975

"King Pai" no Museu da Marioneta em Lisboa - 18 e 19 Junho 2010

segunda-feira, junho 14, 2010

S.A.Marionetas recebeu o Prémio Especial do Júri “Preservação e continuidade da tradição da marioneta europeia de rua” com o espectáculo “D. Roberto”.


A companhia S.A.Marionetas participou no 14º World Festival of Puppet Art organizado pela World Association of Puppeteers, que decorreu de 31 de Maio a 5 de Junho, na cidade de Praga na República Checa juntamente com companhias de mais de 30 países, sendo considerado um dos mais importantes festivais de marionetas do mundo.

A S.A.Marionetas recebeu o Prémio Especial do Júri “Preservação e continuidade da tradição da marioneta europeia de rua” com o espectáculo “D. Roberto”. Para além deste prémio, o espectáculo “D. Roberto” foi um dos três nomeados para o “Prémio de Melhor Manipulação” que foi entregue a Hyundai Puppet Theatre from Seoul, Korea.
http://www.wap-prague.org/festivals.php?id=9
http://www.facebook.com/video/video.php?v=128956820466061&ref=mf
A S.A.Marionetas foi ainda convidada, pela organização, a participar na edição do próximo ano.

Na foto da esquerda para a direita:
Mr. Jerry Bickel (EUA – anfitrião do festival), Mr. Robert Waltl (Eslovénia – Director do Teatro Nacional da Eslovénia e Presidente do Júri), José Gil (Portugal – Director Artístico da S.A.Marionetas), Mr. Todor Ristic (República Checa – Presidente da World Association of Puppeteers e Director do World Festival of Puppet Art)

terça-feira, maio 25, 2010

III Encontro de Marionetas de Montemor-o-Novo, 2010



mais informações em :
marionetasmontemornovo.wordpress.com/

Tailor's Kiss no World Festival of Puppet Art – Praga . República Checa

aqui fica o filme de Joana Bartolomeu que está a concurso no festival de Praga onde estão também a participar os S.A.Marionetas de Alcobaça.

mais informações em http://joanabartolomeu.blogspot.com/
World Festival of Puppet Art – Praga . República Checa
http://www.wap-prague.org/festivals.php?id=7

Festival MIMA nos Açores



A cidade da Ribeira Grande vai ser palco, e pela primeira vez nos Açores, de uma grande Mostra Internacional de Marionetas do Atlântico (M.I.M.A), a ter lugar de 27 a 30 de Maio, no Teatro Ribeiragrandense.

O evento é promovido numa co-produção da "1bigo – Artistas" e “Azores Eventos”, e conta com o apoio logístico da Câmara Municipal da Ribeira Grande.

O evento está aberto a todos os interessados (avós, pais e filhos) que gostam de ver e também criar e experimentar, manipular todos os bonecos e marionetas que integram o MIMA.

Sendo a primeira mostra do género realizada nos Açores, onde estarão presentes companhias de Portugal, Reino Unido e Hungria, este certame abrange várias iniciativas. Serão dias de muita animação e riso, mas também de reavivar a tradição dos Robertos, as marionetas populares que se dedicavam à sátira social e política.

O MIMA, e de acordo com informações avançadas pela entidade promotora, vai ter apresentações de Teatro D. Roberto, Teatro de Marionetas de Fios e Teatro de Marionetas de Varão de origem Medieval.

Na categoria de Teatro de Marionetas de Fios, oriundo do Norte de Portugal, e sob direcção artística de Rui Sousa, o público será envolvido em momentos de magia visual com os movimentos dos seus bonecos, rodeado por um clima de música e humor, com o seu espectáculo ‘Puppetologia’.

A S.A. Marionetas, líder na tradição bonecreira, levará o público a recuar no tempo com representações da “Tourada” e de “O Barbeiro” na categoria de Teatro D. Roberto; e com representações medievais das histórias de “Inês de Castro” e de “A Padeira de Aljubarrota” na categoria de Teatro Medieval de Marionetas de Vara.

Do Reino Unido chega The Puppetree Company de Brian e Alison Davey, verdadeiras lendas vivas da tradição inglesa de Teatro de Marionetas, com o espectáculo “Punch and Judy”, parte da tradição folclórica do Reino Unido. “Punch & Judy” são dois fantoches com uma longa história em terras de Sua Majestade, neste caso obras vivas esculpidas por esta dupla de bonecreiros com mais de 30 anos de carreira.

Mikropódium, de András Lénárt, proveniente da Hungria, apresenta a delicadeza, a subtileza e a poesia visual dos espectáculos “Stop” e “Con Anima”. Vindo da família de marionetistas Családi Bábszinház, András Lénárt, traz um espectáculo de alegria e beleza, com a excelência dos movimentos das suas marionetas de manipulação directa.
Como complemento dos espectáculos, os participantes têm a oportunidade de entrar no mundo da marioneta. Para além de uma exposição de marionetas de várias técnicas, Rui Sousa também orientará Oficinas de Construção de Marionetas, onde será possível aos participantes criarem os seus próprios bonecos recorrendo a técnicas bastante simples e acessíveis.

Este evento será marcado também pela conferência “A Tradição da Marioneta” com a presença de marionetistas nacionais e internacionais e na qual estará também o presidente da UNIMA-Portugal (União Internacional de Marioneta – Portugal).

José Garcia
garcia@viaoceanica.com

TEATRO DE MARIONETAS DO PORTO estreia MAKE LOVE NOT WAR festival imaginarius 2010



MAKE LOVE NOT WAR é a nova criação de teatro de rua do Teatro de Marionetas do Porto. O espectáculo baseia-se na comédia grega Lisístrata, escrita em 411 a.C. por Aristófanes, na qual se relata a luta das mulheres atenienses e espartanas que, encerradas na Acrópole, fazem greve de sexo, tentando assim forçar os homens a pôr fim à guerra civil que assolava a Grécia há já 20 anos – a Guerra do Peloponeso.

Lisístrata é uma peça contra a guerra, uma convicta apologia da paz e da concórdia entre todos os homens. Nela se atacam os velhos que governam a nação e gastam em armas o dinheiro necessário para outros fins. As mulheres, sob a direcção de Lisístrata, revoltam-se e conseguem, unidas, pôr fim à guerra civil que opunha Atenienses e Espartanos e trazer para casa os maridos e filhos. Utilizam para isso a arma do sexo: não se deixarão possuir por homem algum enquanto não acabar a guerra e não se fizerem as pazes. Representado em 411 a.C., o texto continua hoje a ser, em muitos aspectos, ousado e actualíssimo.
Manuel João Gomes, prefácio a “Lisístrata”

Para este espectáculo foram construídas grandes Máquinas-Marionetas personificando os diversos intervenientes na acção, que integram um percurso urbano que conduz o publico ao local da representação.

A Máquina do Velho (representando o Coro dos Velhos), a Máquina da Velha (representando o Coro das Velhas), a Máquina-Lisístrata (uma estrutura/máscara de quatro metros de altura representando as mulheres enclausuradas na Acróplole), a Máquina dos Soldados (representando o exército ateniense) , a Máquina de Guerra (um tanque bélico/fálico) e a Máquina-Orquestra, dez actores e três músicos, são os intervenientes neste espectáculo de cariz marcadamente político em que questões como a guerra e a paz, o exercício do poder, a corrupção, as fraquezas e grandezas de homens e mulheres são veementemente debatidas e expostas à reflexão do público.

As representações realizar-se-ão nos dias 27, 28 e 29 de Maio, pelas 21h30, em Santa Maria da Feira, integradas na programação do Festival Imaginarius 2010.



MAKE LOVE NOT WAR
A partir de LISÍSTRATA, de Aristófanes

Encenação e dramaturgia – João Paulo Seara Cardoso
Música – Jonathan Saldanha
Figurinos – Júlio Vanzeler
Movimento – Isabel Barros
Desenho de luz – António Real/Rui Pedro Rodrigues
Interpretação – Edgard Fernandes
Joana Cruz*
Nelson Luis*
Paulo Freitas*
Rui Queiroz de Matos
Sara Henriques
Sérgio Rolo
Shirley Resende
*estagiários do Curso de Teatro do Balleteatro Escola Profissional
Músicos – André Rocha
Jonathan Saldanha
Tiago Fernandes
Produção – Sofia Carvalho

Máquinas cénicas
Conceito – João Paulo Seara Cardoso
Desenho e escultura – Júlio Vanzeler
Desenvolvimento – Rui Pedro Rodrigues
Construção de estruturas metálicas – Américo Castanheira
estagiário – Mauro Lampreia(Chapitô)
Construção de marionetas – Rui Pedro Rodrigues
Nuno Valdemar Guedes
Pintura – Inês Coutinho
Colaboradores – Luísa Garcia , Victor Cadete, Carlos Machado, Setefan Babiychuc, Raul Constante Pereira

Assistente de Produção – Shirley Resende
Operação de luz – Rui Pedro Rodrigues
Assistente de cena – Nuno Valdemar Guedes
Confecção de figurinos – Carla Pereira
Pirotecnia – Jorge Duarte
Montagem e assistência técnica – Américo Castanheira / Tudo-Faço
Fotografia de cena - Susana Neves
Registo vídeo – Ângelo Peres / Widescreen
Agradecimentos – CACE Cultural do Porto
Co-produção – Teatro de Marionetas do Porto / Festival Imaginarius 2010 / Centro de Criação para o Teatro e Artes de Rua

segunda-feira, maio 24, 2010

S.A.Marionetas Agenda de Maio e Junho 2010


Agenda
Maio / Junho 2010
01 Maio - "Theatrum Puparum" - Revisitar D. Manuel - Torres Novas
02 Maio - "Theatrum Puparum" - Revisitar D. Manuel - Torres Novas
09 Maio - "Theatrum Puparum" - Feira do Livro de Lisboa - Lisboa
14 Maio - "Theatrum Puparum" - Mosteiro - Alcobaça
18 Maio - "Theatrum Puparum" - Mosteiro - Alcobaça
29 Maio – 22.00h. -Theatrum Puparum "Inês de Castro” e “Padeira de Aljubarrota” Mostra Internacional de Marionetas do Atlântico - São Miguel . Açores
30 Maio – 11.00h. - Teatro D. Roberto “O Barbeiro Diabólico” e “A Tourada” Mostra Internacional de Marionetas do Atlântico - São Miguel . Açores
30 Maio – 22.00h. -Theatrum Puparum "Inês de Castro” e “Padeira de Aljubarrota” Mostra Internacional de Marionetas do Atlântico - São Miguel . Açores
04 Junho - 09.00h. - " Theatrum Puparum "Inês de Castro” - World Festival of Puppet Art – Praga . República Checa
04 Junho - 16.00h. - Teatro D. Roberto “O Barbeiro Diabólico” e “A Tourada” - World Festival of Puppet Art – Praga . República Checa
10 Junho – 17.00h. e 22.00h."Génesis - Auto da Criação + Retábulo do Juízo Final” - 3º Encontro de Marionetas - Montemor-o-Novo
13 Junho – 16.30h. - Teatro D. Roberto “O Barbeiro Diabólico” e “A Tourada” – Museu de Arte Popular - Lisboa

Mostra Internacional de Marionetas do Atlântico - São Miguel . Açores
http://www.facebook.com/mima.azores

World Festival of Puppet Art – Praga . República Checa
http://www.wap-prague.org/festivals.php?id=7

3º Encontro de Marionetas - Montemor-o-Novo
http://marionetasmontemornovo.wordpress.com/

2º Festival Internacional de Objectos Vivos - Guarda


O Ovni regressa ao TMG. Marionetas de Sombras, marionetas humanas, marionetas de fios, sombras chinesas e teatro de objectos marcam presença entre 8 de Maio e 12 de Junho no 2º Festival Internacional de Objectos Vivos. Aos espectáculos juntam-se ainda duas oficinas, uma de marionetas de sombras e outra de teatro de objectos.

terça-feira, maio 18, 2010

FiMFA no museu da marioneta em Lisboa



A TARUMBA – TEATRO DE MARIONETAS - Potugal
MIRONESCÓPIO: A MÁQUINA DO AMOR
18 DE MAIO DE 2010 - 21H30 E 22H30 / 19 DE MAIO DE 2010 - 23H30 - CAMa – CENTRO DE ARTES DA MARIONETA

FIMFA LX10

Direcção artística e construção: Luís Vieira e Rute Ribeiro
Actores-manipuladores: Catarina Côdea, Luís Hipólito, Luís Vieira, Miriam Faria, Raquel Monteiro e Rute Ribeiro
Estrutura financiada por: MC/DGArtes

Reservas: CAMa - 212 427 621

Público-alvo: M/16
Duração: 60 min.
Preço único: 5€
Idioma: Português ou Inglês
Técnica: Objectos, sombras e figuras de papel
Lotação Limitada

A Tarumba – Teatro de Marionetas apresenta Mironescópio: A Máquina do Amor. Um espectáculo de pequenas formas inspirado nos antigos Peep Shows e nas primeiras experiências cinematográficas realizadas no século XIX, com a utilização de aparelhos como o Cinetoscópio e o Mutoscópio.

Os grandes especialistas da arte erótica, Dr. Erotikone, Madame Gigi e Madame Mimi, entre outros convidados, trazem consigo os seus valiosos Mironescópios. Aqui não existem barreiras, o amor é livre! Venha descobrir o que aconteceu realmente no Paraíso… entre muitas outras surpresas nunca antes vistas.

Vários Mironescópios estarão à sua espera, no interior de cada um decorrem efeitos visuais, imagens em movimento, sombras… que irão criar emoções nunca antes sentidas. Um espectáculo intimista, pedagógico, relaxante e … erótico… numa soirée yé-yé. Traga o seu par e os seus amigos!

Caixas ópticas e múltiplas variações. No seu interior imagens opacas, coloridas, translúcidas, singulares… venha espreitar um outro universo pelo buraco da fechadura…
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HERMANOS OLIGOR - Espanha
LAS TRIBULACIONES DE VIRGINIA
19, 20, 21 E 22 DE MAIO DE 2010 - 22H00

FIMFA LX10

Ideia, criação e encenação: Hermanos Oligor

Público-alvo: M/12
Duração: 60 min.
Preço: 7€ normal; 5€ crianças e Profissionais de espectáculos
Idioma: Espanhol
Técnica: Teatro de objectos e autómatos
Co-produção: Festival Internacional de Teatre Visual i de Titelles de Barcelona
Lotação limitada

Este espectáculo saiu de uma cave graças à ajuda de Manolo Martín, Juan Loriente, Victor Molina, Anna Alcubierre, Jordi Fondevilla


... um dia alguém que não conheces fixa-se em ti.
Esse dia muda-te a vida.
Virgínia mudou a de Valentino.
Os dois queriam ser bailarinos e quando se conheceram montaram este espectáculo: ela bailava na ponta do seu nariz… não é bonito? … Sabiam fazer outras coisas.
Querem que vos ensine o seu maior número?... A força do amor! O que nos acontece quando nos ferem o coração…

Nesta edição comemorativa do FIMFA, resolvemos voltar a apresentar um dos maiores êxitos e um dos espectáculos que mais tocou o público e a crítica, Las Tribulaciones de Virgínia, dos Hermanos Oligor.

Um espectáculo absolutamente experimental e fascinante. Valentino, através de brinquedos e bonecos mecânicos, conta-nos uma história que reflecte sobre as relações pessoais e o amor. Virgínia ama Valentino, Valentino ama Virgínia, uma história de amor trágica que leva Valentino a criar um universo mágico especial. O espaço cénico, entre a barraca de feira e o ringue do circo, está sujeito à lei da acção e reacção como qualquer outra ligação romântica… Jogos móveis, brinquedos mecânicos e autómatos, accionados por roldanas e pedais. A acção sucede-se por todo o espaço e é acompanhada por música de feira, caixas de música e tango. E tudo é, como não podia deixar de ser, de uma rara beleza. Finalmente um coração encontra o outro.

Os Hermanos Oligor estripam o funcionamento do coração como se este fosse um mecanismo. Um espectáculo que tocará os nossos sentidos, excepcional, surpreendente, sedutor, peculiar... cheio de sentimentos... a não perder!

Jomi e Senen são os Hermanos Oligor. Naturais de Tudela (Navarra) estudaram Belas-Artes em Cuenca e invadiram durante meses o atelier do artista Manolo Martín. Depois desta experiência, fecharam-se durante três anos numa velha cave de Valência para criarem um mundo insólito de marionetas e artefactos mecânicos, recorrendo a objectos reciclados. Deste intenso trabalho surgiu um espectáculo único e inovador.
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TAIYUAN PUPPET THEATRE COMPANY - Taiwan
THE WEDDING OF THE MICE
20, 21 E 22 DE MAIO DE 2010 - 21H30 - CLAUSTRO

FIMFA LX10

Direcção Artística e encenação: Robin Ruizendaal
Produção: Paul Lin
Compositor: Li Che Yi
Actriz: Wu Shan Shan
Actores-manipuladores: Lai Shi-na, Massimo Godoli Peli, Chang Sheng-po e Chan Yushu
Músicos: Lee Che-yi, Chang Shi-neng, Cindy Gonçalves e Sandra Martins
Cenografia: Zhan Yu Shu

Público-alvo: M/6
Duração: 45 min.
Preço: 7€ normal; 5€ crianças e Profissionais de espectáculos
Idioma: Mandarim, com subtítulos em português
Técnica: Mista

A companhia Taiyuan Puppet Theatre Company esteve presente na edição do ano passado do FIMFA e maravilhou o público com as marionetas de luva tradicionais de Taiwan, mas desta vez volta com um espectáculo onde são utilizadas diversas técnicas e com música ao vivo, num encontro fascinante entre a cultura ocidental e oriental, com a participação de músicos portugueses.

“The Wedding of the Mice” ou “O Casamento dos Ratos” inspira-se numa antiga lenda de Taiwan, segundo a qual, o terceiro dia das festividades de Ano Novo é o dia em que os ratos se casam. Neste dia, as pessoas devem jantar cedo e espalhar sal, arroz e pedaços de bolo nos cantos das suas casas para festejar os ratos.
Esta história começa com uma velha senhora que recorda a sua maravilhosa infância. Como uma criança encantadora e de bom coração que era, um dia entrou por engano na casa de uns ratinhos e tornou-se amiga de um jovem casal de ratos apaixonados, Ah Lang e Zhen Zhu. Mas o pai de Zhen Zhu, que é também o chefe da aldeia, insiste em seguir as tradições da sua pequena comunidade de ratos, assim, quer escolher um marido para a sua filha atirando uma bola feita de faixas de seda a um grupo de jovens ratos, sendo o escolhido aquele que apanhar a bola. Os dois jovens ratos, que já estavam apaixonados desde a juventude, ficam devastados com a notícia de que podem ter que separar-se para sempre. A generosa rapariga tem pena deles e tenta ajudá-los de todas as formas possíveis. Finalmente é bem-sucedida no seu intento e consegue juntar os dois ratinhos pelo casamento. Toda a história é cantada em verso.

Esta inovativa peça combina as tradicionais marionetas de luva de Taiwan, com uma marioneta de vara e um contador de histórias, introduzindo o público num mundo belo e mágico. A música original, criada para este espectáculo, interpretada em instrumentos ocidentais, juntamente com canções tradicionais de Taiwan, reforça a ligação entre as diferentes culturas.
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JOÃO CALIXTO E TIAGO VIEGAS - Portugal
AS PEQUENAS CERIMÓNIAS
23 DE MAIO DE 2010 - 17H00

FIMFA LX10

Criação e interpretação: João Calixto e Tiago Viegas
Projecto, cenografia e marionetas: João Calixto
Encenação: Pedro Santiago Cal

Público-alvo: M/6
Duração: 50 min.
Preço: 7€ normal; 5€ crianças e Profissionais de espectáculos
Idioma: Sem palavras
Técnica: Mista

Uma atmosfera especial... Sentados à mesa, dois moços repousam, entreolhando-se no vazio de uma pausa para a sesta. Ouve-se o rádio e o Capitão dorme. Clientes que entram, outros que saem. Vêm pela refeição do costume ou simplesmente por um copo de bagaço. Por vezes pode-se observar de perto o cozinheiro, um senhor afrancesado cuja vida inscreve-se num armário que abre portas a um universo de facas e cutelos, tesouras e outras ferramentas de utilidade duvidosa. Mas é mestre na ilusão da cutelaria, transformando as suas pommes de terre em extravagantes e deliciosos gourmets. Outras vezes aparece o patrão, um galo em sotaque alemão, elemento de vertigem na sua apressada rotina de barafustar... Uma noite deliciosa no Museu da Marioneta com João Calixto e Tiago Viegas que voltam ao FIMFA com uma ementa muito interessante…
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STEPHEN MOTTRAM'S ANIMATA - Reino Unido
THE SEED CARRIERS
24 E 25 DE MAIO DE 2010 - 21H30

FIMFA LX10

Autoria e actor-manipulador: Stephen Mottram
Música: Glyn Perrin
Encenação: Melanie Thompson
Cenografia: Jessica Shaw

Público-alvo: M/12
Duração: 50 min.
Preço: 7€ normal; 5€ crianças e Profissionais de espectáculos
Idioma: Sem palavras
Técnica: Marionetas e autómatos

Stephen Mottram, um dos grandes mestres da manipulação e construção de marionetas, volta ao FIMFA, depois de ter maravilhado o público na terceira e quinta edição do festival. Apresenta um espectáculo absolutamente imperdível, que se tornou um clássico do teatro de marionetas, ganhou diversos prémios internacionais e efectuou diversas digressões por dezoito países.

Imaginem uma raça de pequenas criaturas que se assemelham a humanos, mas que na realidade, são mais como insectos ou plantas. São os portadores de sementes: “The Seed Carriers”. Valiosos e vulneráveis, são criados para as sementes desenvolvidas no seu interior. Têm de desenvolver a sua astúcia para sobreviverem ao impiedoso sistema social em que vivem. Por isso, com a ajuda de máquinas fabulosas, disfarçam-se de pássaros, peixes e insectos. Acompanhadas pela música de Glyn Perrin, estas marionetas levam o público para um mundo belo e colorido, que se torna terrífico e obsessivo, conforme a nossa compreensão dos mecanismos que o regem começa a desabrochar.

“The Seed Carriers” desenrola-se dentro de um pequeno palco, de forma elíptica, fechado por cortinas pretas. Trata-se de uma parábola que invoca um mundo futuro, entregue a uma solução natural selvagem. Um espectáculo onde a musica e as artes visuais se unem numa narrativa hipnótica, claustrofóbica e melancólica, com um ambiente sombrio e misterioso.

Num estilo que reflecte influências de fontes tão diversas, como as pinturas de Hieronymus Bosch ou os filmes dos Irmãos Quay, o movimento e o som produzem uma experiência inebriante e emocionante. A música de Glyn Perrin é, por si própria, uma pintura acústica, o que acentua a tensão dramática. “The Seed Carriers” é uma parábola negra sobre um mundo em que a semente é mais valiosa do que a pessoa que a contém e a sociedade apenas existe para manter o processo de selecção natural.

Stephen Mottram’s Animata é uma das companhias de teatro de marionetas para adultos mais conhecida e respeitada internacionalmente, tendo ganho vários prémios com as suas produções. Stephen Mottram é um artista, artesão e marionetista.
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Actividades em Família - Manhãs Criativas
CRIATURAS IMAGINADAS
30 DE MAIO 2010
Público-alvo: 1 adulto + 1 criança com idade superior a 6 anos
Duração: 2 horas
Preço: 7,5€
Horário: das 10h30m às 12h30m
Marcação Prévia
NOTA: Participe em 3 MANHÃS CRIATIVAS e ganhe a 4ª!

No Museu da Marioneta, escondem-se seres fantásticos com poderes extraordinários: uma serpente mágica que se transforma em homem, um cavalo mágico nascido das estrelas…
Vindas de um país longínquo, chamado Myanmar, estas criaturas estão à espera de ser encontradas para poderem desvendar os seus segredos!
Com vários materiais e muitos fios à mistura, pais e filhos vão criar o seu próprio ser imaginário e inventar uma história para ele!
Preparem-se, porque deste Museu, vão sair as mais estranhas criaturas!

quinta-feira, maio 13, 2010

Exposição de marionetas de Delphim Miranda na Escola Superior de Educação de Lisboa


Tenho o prazer de vos anunciar... que as minhas Marionetas...
Mais ou menos 30 anos de trabalho em redor desta temática...
Vão estar expostas na Escola Superior de Educação de Lisboa...
Sala 202... a partir do próximo dia 17 de Maio... até 2 de Junho...
a inauguração, será por volta das 18h e 30m...
Apareçam...
Abraços
Delphim Miranda

quarta-feira, maio 12, 2010

S.A.Marionetas - Theatrum Puparum, “função” número 333


Para comemorar a “função” número 333 deste espectáculo, a companhia S.A.Marionetas apresenta o Theatrum Puparum - Inês de Castro em Alcobaça na Praça 25 de Abril, Junto ao Mosteiro, Sábado, dia 15 de Maio de 2010 pelas 16.00 horas, voltando assim a ”casa” com o espectáculo mais visto da companhia nos últimos 4 anos.

Próximas funções do Theatrum Puparum
14 e 18 Maio - Mosteiro de Alcobaça – 11h15 e 15h45 respectivamente - entrada 3,00 €
28 a 30 Maio – MIMA Festival Internacional de Marionetas dos Açores – São Miguel (Açores)
1 a 6 Junho – World Festival of Puppet Art - Praga (República Checa)

O Theatrum Puparum (teatro de bonecos) conta com cerca de 20 marionetas de vara que trabalham num ambiente medieval.
Bonecos de pau e barro, manipulados por duas donzelas, os bonifrates iluminados a candeias de azeite, relatam a história de “ Inês de Castro” , “Por ordem do senhor destas terras que as funções sejam feitas de acordo com a verdade dos acontecimentos e que os bonecos representem fielmente as damas e os senhores dessas historias. Os animadores dos bonecos durante as funções estão proibidos de fazer graças sobre a pessoa do rei e da rainha, das damas, dos cavaleiros e dos senhores dessas histórias, ou mesmo ao senhor nosso pai, sobe pena de lhes ser retirada a licença para animar bonecos ou receber um castigo maior citado pelo rei ou pelo senhor destas terras.”

FICHA ARTÍSTICA
Original: Sofia Vinagre, José Gil e Natacha Costa Pereira
Encenação: Sofia Vinagre, José Gil e Natacha Costa Pereira
Manipulação: Sofia Vinagre, José Gil e Natacha Costa Pereira
Cenografia: Natacha Costa Pereira
Marionetas: Sofia Vinagre
Figurinos das Marionetas: Sofia Vinagre
Pintura das Marionetas: Natacha Costa Pereira
Costureira: Maria Luísa Valbom Gil
Pesquisa: Sofia Vinagre, José Gil e Natacha Costa Pereira
Estruturas: José Gil
Fotografia: SAM, João Costa
Produção: S.A.Marionetas - Teatro & Bonecos

FIMFA LX10