sexta-feira, setembro 17, 2010

começa hoje!! FIMP 2010 no Porto


Programa do Festival Internacional de Marionetas do Porto 2010
ÓPERA DOS CINCO € - AKA - TRANS GUETO EXPRESS
TEATRO DE FERRO + RADAR 360° + TEATRO DO FRIO
Mosteiro São Bento da Vitória, 17 de Setembro, 21h30
Mosteiro São Bento da Vitória, 24 de Setembro, 21h30
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Imaginemos um espaço que fizesse lembrar ao mesmo tempo um posto fronteiriço, um campo de retenção em outsourcing, um check point, um salão de baile, uma quermesse, um circo [ - novo - pelintra (ex-novo-rico)], um teatro de feira, uma feira da ladra e da contrafacção... foi destas Imagens de que partimos e são elas que configuram a relação deste objecto teatral com o evento espectacular/performativo.
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PEQUENAS CERIMÓNIAS
JOÃO CALIXTO E TIAGO VIEGAS
Arquivo Distrital do Porto, 17 de Setembro, 23h00
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A trágica saga duma noite de café curto e com cheirinho. Servida pelos próprios e suas marionetas. O melhor menú de sempre até hoje nesta casa. Sopa, prato, pão, vinho, café, sobremesa e apetitoso bailado. (serviço à mesa incluído no menú).
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O TRONO SAIU À RUA
LIMITE ZERO
Arquivo Distrital do Porto, 18 de Setembro, 11h30
Arquivo Distrital do Porto, 18 de Setembro, 15h30
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A Limite Zero convida-nos, com esta peça, a acompanhar as peripécias de Márcia e Leonel – a “Trupe Marcel” – ao longo de quase 20 anos; encontramo-los no Porto, logo depois do “escândalo” do mapa¬ cor-de-rosa e do ultimato inglês; nesta cidade vêem-se inopinadamente envolvidos numa revolta republicana (a do 31 de Janeiro de 1891) que os obriga a cancelar o espectáculo que tinham marcado para essa data.
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DOS JOELHOS PARA BAIXO
MÁRCIA LANÇA
ACE / Teatro do Bolhão, 18 de Setembro, 18h00
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A transformação da matéria, folha de papel, noutras matérias, uma série de acções com homens e mulheres de papel. Estas personagens são expostas a sequências de acontecimentos que determinam o seu fim ou continuação na peça. Uma cidade de papel toma forma lentamente.
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JAKUSCH
UTA GEBERT
Escola Superior de Música, Artes e Espectáculo, 18 de Setembro, 21h30
Balleteatro, 19 de Setembro, 21h30
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Um sótão tenuemente iluminado. Num banco, uma velhinha pequena e bonita, no seu crepúsculo, suspensa por delicados fios. É animada com grande concentração e virtuosismo. Em doze minutos, desliza com os amplos braços estendidos desde as memórias sombrias até ao presente. Esta íntima miniatura fala da velhice e do medo dela, como uma batida do coração, um piscar de olhos, um relógio chegando à hora, ou como um abraço.
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MIRONESCÓPIO
A TARUMBA
Ateneu Comercial do Porto, 18 de Setembro, 21h00, 22h15, 23h30
Coreto do Jardim da Cordoaria, 25 de Setembro, 21h00, 23h15, 00h30
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A Tarumba – Teatro de Marionetas apresenta Mironescópio: A Máquina do Amor. Os grandes especialistas da arte erótica, Dr. Erotikone, Madame Gigi e Madame Mimi, entre outros convidados, actuam pela primeira vez no Porto e trazem consigo os seus valiosos Mironescópios, que estarão à sua espera! No interior de cada um decorrem efeitos visuais, imagens em movimento, sombras… que irão criar emoções nunca antes sentidas. Um espectáculo intimista, pedagógico, relaxante e… erótico… numa soirée yé-yé. Traga o seu par e os seus amigos!
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GOBO.DIGITAL GLOSSARY
AKHE THEATRE
Teatro Helena Sá e Costa, 18 de Setembro, 22h00
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A peça-laboratório “Gobo. Glossário Digital” é uma colecção de instalações ou mini-performances numa só. Organizadas numa estrutura clara, criam no espectador a sua representação acerca do Gobo (Herói inexistente) de modo a que o público o veja como é – inocente e ferido. Patético e desesperado. Sentimental e impetuoso.
Para ver o Gobo mais claramente, precisamos de olhá-lo através dos objectos tediosamente escolhidos.
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PETITES HISTOIRES SANS PAROLES
BRICE COUPEY / CIE L'ALINÉA
Jardim da Cordoaria, 19 de Setembro, 11h30
Jardim da Cordoaria, 19 de Setembro, 12h30
Jardim da Cordoaria, 19 de Setembro, 16h30
Jardim da Cordoaria, 19 de Setembro, 17h30
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- O Saco
Três marionetas encontram um saco voraz, tema clássico e sempre eficaz.
- A mão
Uma marioneta um pouco lunar é confrontada com a mão do manipulador que a constitui.
- Essor
E se a água de amanhã tomasse o mesmo rumo que o petróleo de ontem?...
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MORNING SUN
MÁRCIA LANÇA E JOÃO CALIXTO
Balleteatro, 19 de Setembro, 22h00
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1800 Pregos, 30 tábuas, 38 sarrafos, compressor, pistola de pregos, 2 turquesas.
Morning Sun coloca em cena a construção de espaços em potência, cenários protagonistas onde as acções fazem, quase sempre, o papel secundário. É deixado ao espectador o tempo e o espaço de ler, de criar e completar as histórias que são enunciadas. Neste trabalho, duas pessoas habitam e constroem espaços, objectos e lugares. Traçam esboços de narrativas delineando histórias sem nunca as contar.
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O MELHOR MUNDO POSSÍVEL
GUSTAVO SUMPTA
Mosteiro São Bento da Vitória, 23 de Setembro, 20h00
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Quanto dura uma única acção que se repete? E quais as consequências narrativas deste tipo de relação?
Em termos performativos, o que nos une para lá da língua que falamos? Tentemos uma aproximação através da produção e transformação de uma figura bidimensional (desenho) numa figura tridimensional (escultura).
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LA TIMIDEZZA DELLE OSSA
PATHOSFORMEL
Sala de Ensaios do Teatro de Ferro, 24 de Setembro, 19h00
Sala de Ensaios do Teatro de Ferro, 25 de Setembro, 19h00
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Uma experiência de “teatro de sombras em alto-relevo” que se situa entre a dança, a marioneta, a escultura e a arqueologia
Uma tela branca, emoldurada, divide inteiramente o espaço. Da superfície branca, aparecem os restos mortais de uma civilização enterrada; fragmentos em relevo, desabrochando da matéria leitosa, criando um baixo-relevo flutuante

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COCOON
UTA GEBERT
ACE/Teatro do Bolhão, 24 de Setembro, 23h00
ACE/Teatro do Bolhão, 25 de Setembro, 23h00
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Serei aquilo que sou? – É a questão que este acto de criação em várias partes, que este trabalho de mãos invisíveis parece colocar.
Casulos, mundos minúsculos, imagens de sonhos. Cocoon - uma peça sem palavras – fala do ciclo da morte e da transformação, de não ter para onde ir, da necessidade de protecção e da busca do conhecimento.
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MAKE LOVE NOT WAR
TEATRO DE MARIONETAS DO PORTO
Praça da Cadeia da Relação, 25 de Setembro, 22h00
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O Teatro de Marionetas do Porto regressa ao festival com Make Love Not War. É a oportunidade de a cidade assistir à nova criação desta importante companhia da cidade, a primeira concebida para a rua. Partindo da Lisístrata de Aristófanes, o TMP lança a todos os cidadãos, um apelo à paz, ao amor e à lucidez, feito numa festa de poderosas máquinas de cena.
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BA BA
PICCOLI PRINCIPI
Arquivo Distrital do Porto, 25 de Setembro, 16h30
Arquivo Distrital do Porto, 26 de Setembro, 11h30
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Ba Ba é uma ode ao surpreendente, à habilidade que todos os seres humanos, e as crianças em particular, têm de ser surpreendidas pelas pequenas coisas. Estranhos reflexos de luz numa parede, o estranho som de uma pinga de água a cair.
Inspirado pelo trabalho do artista visual Giorgio Brogi, o espectáculo conta a história das ligações existentes entre formas, cores, linhas, superfícies e materiais.
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BAILE DOS GORDOS
COLECÇÃO B
Baile Mandado Tradicional com os MOSCA TOSCA
Jardim da Cordoaria, 26 de Setembro, 16h00
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Gordura é formosura é um dito popular. De antanho, pois claro. Um regresso ao baile tradicional e ao jogo carnavalesco da máscara. Um baile mandado ao som dos Mosca Tosca, no qual participa apenas quem envergar um fato especial, de entre o conjunto de figurinos de volumes generosos, concebidos para serem multiusados!
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ENCONTRO
RECITAL DE POEMAS E CANÇÕES DA OBRA DE PEDRO BRANCO
Café Concerto da ESMAE, 18 de Setembro, 23h00
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O Poeta e o Músico encontram-se. No corpo. No olhar. Na voz. No silêncio. Nas palavras que de dentro vão desaguar nos corações. Um rio em leito de sonhar e em leito de correr. Até ao mar. Nas mãos que procuram o abraço.


WOP – WORKSHOPS

WOP – BOOGIES NA CIDADE
Intervenção marionetística no espaço público
Participantes: Alunos do 2º ano do curso de Dança do Balleteatro Escola Profissional

Um actor/manipulador [marionetista] transporta um saco a tiracolo. Dentro deste saco estão algumas dezenas de pequenas marionetas, os Boogies.
De dentro do saco surge um Boogie (pequena marioneta de espuma), marioneta e marionetista aproximam-se ambos de um espectador e convidam-no a manipular. Depois de exploradas as possibilidades de acção e interacção, o ex-espectador e actual marionetista torna-se companheiro do Boogie que manipulou e é convidado a levá-lo para casa.
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WOP – ASSISTÊNCIA DE PRODUÇÃO EM CONTEXTO DE FESTIVAL
Balleteatro, 13 de Setembro, 14h30
Orientado por: Inês Barbedo Maia
Participantes: Alunos do 3º ano do curso de Teatro do Balleteatro Escola Profissional

A mim disseram-me:
“Olha que isto não é uma ciência oculta!” Estavam a falar de produção e mentiram!
Agora a sério, claro que não é uma ciência e claro que não é reservado a seres com capacidades diferenciadas dos restantes mortais, mas às vezes parece!
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WOP - FIMPALITOS 2010 – Atelier de Construção e Manipulação
Ponto de Encontro FIMP (Praça da Cadeia da Relação), 18 a 25 de Setembro, 15h00
Concepção e organização: FIMP (Raul Constante Pereira e Igor Gandra)
Formadores e oficina de construção: Américo Castanheira – Tudo Faço, Frederico Godinho, Gil Rovisco, Hernâni Miranda, João Loureiro, Júlio Alves, Katarina Falcão, Sofia Marques, entre outros.
Participantes: Todos
Duração: 3 horas
Preço: cada um contribui com o que (se) quiser e puder.

No Ponto de Encontro do FIMP, entre 18 e 25 de Setembro, das 15 às 18 horas estará em funcionamento um atelier de construção e manipulação de marionetas.
A reutilização é a palavra de ordem deste atelier em que todos podem participar. Compete a cada construtor-autor, a partir de materiais criteriosamente recolhidos e seleccionados (tralhas de toda a espécie, portanto), desenvolver e personalizar o seu Fimpalito. Com o apoio da equipa do festival, todos os participantes podem construir e manipular uma marioneta.
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WOP - DOS JOELHOS PARA BAIXO
ACE / Teatro do Bolhão, 18 de Setembro, 19h00
Orientado por: Márcia Lança e Iuri Albarran
Participantes: crianças a partir dos 6 anos de idade (com direito a um acompanhante)
Lotação: 12 crianças
Duração: 1 hora
Preço: 5 €

Este atelier é dividido em duas grandes partes: a primeira, dedicada à construção de uma cidade e seus respectivos habitantes e, a segunda, dedicada à vivência do espaço construído e às interacções entre os habitantes desse espaço.
Cada personagem terá uma personalidade e um nome (definido pelos participantes) e será a partir dessa personalidade que as personagens irão interagir umas com as outras dentro da pequena cidade. 
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WOP - MARIONETA DE LUVA
Jardim da Cordoaria, 20 e 21 de Setembro, 15h00-18h30
Orientado por: Brice Coupey
Participantes: profissionais e pré-profissionais
Lotação: 12 pessoas
Duração: 7 horas
Preço: 50 €

Revisão das bases da manipulação e das noções essenciais de projecção do actor marionetista através do boneco de trabalho.
Postura, dissociação, gramática da marioneta de luva, deslocação e transmissão, fraseamento, especificidades técnicas... liberdade de interpretação.
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WOP - INTRODUÇÃO À ANIMAÇÃO DE MARIONETAS
Palácio das Artes/Fábrica de Talentos, 21 e 22 de Setembro, 10h00-13h00, 15h00-18h00
Orientado por: Uta Gebert
Participantes: profissionais e pré-profissionais
Lotação: 12 pessoas
Duração: 12 horas
Preço: 75 €
O primeiro dia é dedicado à construção de uma marioneta a partir de papel ou tecido. A ideia não é obter uma marioneta perfeita, mas construir uma personagem.
No segundo dia iremos explorar a marioneta e dar-lhe vida. Como respira? Como se move? Como descobre o espaço envolvente e as restantes marionetas e objectos? Em improvisação também descobriremos como interagir com a marioneta.

WIP – WORK IN PROGRESS
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WIP “Morning Sun”
Balleteatro, 19 de Setembro, 23h00
Márcia Lança e João Calixto
Duração: 1 hora
Nº Participantes: 40 pessoas

Este WIP é uma conversa sobre a linguagem (in)comum desenvolvida por um cenógrafo-marionetista (João Calixto) e uma bailarina-performer (Márcia Lança). Recomenda-se que assistam aos três espectáculos: Pequenas Cerimónias, Dos Joelhos Para Baixo e Morning Sun.
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WIP “Ópera dos Cinco € - aka – Trans Gueto Express”
Mosteiro São Bento da Vitória, 20 de Setembro, 18h45

Teatro de Ferro + Radar 360º + Teatro do Frio
Duração: 1 hora
Nº Participantes: 40 pessoas

O WIP da Ópera dos cinco € é, sobretudo, um encontro com os artistas e uma discussão a partir das leituras possíveis do espectáculo sobre as questões estéticas, políticas e poéticas que a peça levanta.
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WIP “Ctrl+Alt+Delete “
Mosteiro São Bento da Vitória, 21 de Setembro, 18h45
José Pedro Ferraz e JAS
Duração: 1 hora
Nº Participantes: 40 pessoas

Ctrl+Alt+Delete nasce do trabalho sobre quadros do artista plástico JAS, intitulados “Prisões dos céus”.

Um actor e um artista plástico propõem uma reflexão sobre a sociedade contemporânea e a forma como esta se auto-regula, onde a disciplina e a rotina se impõem como uma norma. Um circuito fechado de vídeo, vigia e impõe disciplina, um controle cerrado, onde se reinicia ou se apaga o sujeito.
O que se pretende apresentar é a visão de um espectáculo em fase embrionária. Estão presentes também influências de textos da obra “Vigiar e punir” de Michel Foucault.
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WIP “O Sombro”
Mosteiro São Bento da Vitória, 23 de Setembro, 18h45
Katarina Falcão
Duração: 1 hora
Nº Participantes: 40 pessoas

Um personagem só e autista deambula pela paisagem urbana.
Fruto de uma existência solitária, é irreal e patético ao mesmo tempo.
Confronta-se com os seus próprios medos num monólogo sensível, poético.  
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WIP “Artífices do Arco-íris”
Mosteiro São Bento da Vitória, 22 de Setembro, 18h45
Prisma
Duração: 1 hora
Nº Participantes: 40 pessoas

“Artífices do Arco-íris” é um espectáculo em construção que privilegia a experiência sensorial.
Máquinas de cena suportam a matéria necessária à experiência.
Visando o exercício plástico, procuram-se potencialidades expressivas das matérias, água e luz, que manipuladas e combinadas montam composições visuais, livres de prévias atribuições metafóricas.

mais informações em: fimp2010.wordpress.com

quinta-feira, setembro 16, 2010

fotografia no Parque Mayer 1929 "teatro de fantoches"


Esta manhã encontrei uma bela imagem de um antigo teatro de fantoches, onde o povo se deliciava com esta arte popular no Parque Mayer, em 1929.
Não existe qualquer menção à companhia possuidora da estrtura cénica que podemos ver na imagem, com o nome 'Teatro dos Fantoches'.
Apenas é referida a localização e o ano, Parque Mayer, 1929.
É de louvar esta tradição recordada nos fascículos desta nova coleção do JN, intitulada 'As Estórias Nunca Contadas Pela História - 100 Anos da República', grátis neste jornal diário.
A foto em anexo foi publicada hoje, dia 15 de Setembro de 2010, com a legenda 'Espectadores do Teatro dos Fantoches, no Parque Mayer, Lisboa. 1929.'.
Os fascículos desta coleção estão recheados além das belas imagens, de notícias públicadas nas décadas relatadas, no DN e no JN, o que nos leva a pensar que as fotos devem constar dos mesmos arquivos de imprensa.
A coleção já vai no 8.º número e desconheço se já terão sido publicadas outras imagens do género.

Pela tradição e pela alegria do povo,
Rui Sousa.

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Nota: Acerca do Parque Mayer e das suas atrações
in www.jf-sjose.pt
Parque Mayer: história dos 80 anos da Broadway portuguesa

"Criado no início dos «loucos anos 20» com a ambição de ser um pólo teatral, o Parque Mayer impôs-se como centro do teatro de revista e feira popular moderna, sobreviveu à censura de Salazar e Caetano, à rádio e ao cinema, ao futebol, à partidarite da revolução, à televisão e às telenovelas. ..."
"...Entre as diversões que passaram no Parque Mayer destacam-se as «barracas de tiros», os bailes (de fim-de-semana, ou do Carnaval), os circos Royal, El Dorado e Luftman, as «barracas» do «Pôrto em Lisboa» (miniatura animada da Ribeira) ou de «fenómenos» como a «mulher transparente» e a «mulher-sereia» e as pulgas amestradas, o labirinto e a roleta diabólica, a laranjinha, as «variedades», o jogo do quino, o jogo clandestino (para os mais aventureiros), os carrosséis e os fantoches, o Pavilhão Infantil, os «carrinhos de choque», a patinagem, os combates de boxe, a luta greco-romana e a luta livre."

quarta-feira, setembro 15, 2010

sexta-feira, setembro 10, 2010

"Pérolas" enviadas por João Paulo Seara Cardoso

Mais uma vez obrigadinho ao Grande Detective que aqui tem publicado vídeos que eu julgava perdidos no pó dos tempos, relativos ao célebre atelier Jim Henson. Nomeadamente aquele que foi o meu trabalho de fim de curso… que coisa preciosa! Este também é engraçado, eu com uma grande barba e cara de mau… Suponho que este é um vídeo individual, ao contrário dos outros que são trabalhos de grupo. O autor é o Patrick – um Grande amigalhaço natural da Ilha da Reunião - e que é conhecido por ser o marionetista mais alto do mundo. Como se tornava impossível fazer trabalhos de grupo com ele, tenho ideia de que o Jim optou por esta hipótese. A foto seguinte é uma prova da desproporção de que falo…



O atelier Jim Henson foi um momento histórico e eu tenho um orgulho enorme em ter participado nele, como é evidente. Eu já fazia programas de televisão de uma forma absolutamente empírica e apenas num mês aprendi tudo o que alguma vez podia sonhar, com uma pessoa por quem tinha uma admiração brutal. Toda a gente investiu tudo neste atelier: o Instituto da Marioneta – foi o curso mais caro alguma vez organizado e o Jim Henson que interrompeu os seus projectos que na altura estavam no auge e veio de Nova Iorque com armas e bagagens e os seus melhores colaboradores, para alem de toda a família. Para mim também foi um grande investimento – na altura cerca de oitocentos contos!...

Bom, especialmente para o BLOG Marionetas Portugal envio uma foto espectacular que duvido que exista mais alguma no mundo. Quem viu o vídeo do meu grupo recorda-se que há uma cena com uma “guest star”, nem mais nem menos do que o sapo Cocas a espreitar pela janela do atelier. Essa cena é protagonizada pelo próprio Jim Henson…



Para acabar, a foto da praxe que selou uma grande amizade entre mim e o Jim, que infelizmente viria a falecer de uma doença estranha três anos depois.




(video publicado a 22 agosto 2010)

domingo, setembro 05, 2010

Newsletter da companhia Mandrágora

Caros amigos e colegas
Estamos em ensaios para a nova criação da Companhia, "Funil" com encenação de Clara Ribeiro.
Com estreia marcada para 8 de Outubro na cidade de Gondomar. Está já disponível online o dossiê do Espectáculo em : http://issuu.com/marionetasmandragora/docs/dossier_funilDia 24 de Setembro em colaboração com a Noite dos Investigadores apresentamos no Porto "esferas", o resultado final de um conjunto de sessões onde cientistas estiveram em contacto com esta forma de fazer Teatro, usando a marioneta como técnica.

robertos por Rui Sousa nas FNAC do Porto


‘O BARBEIRO’
peça do tradicional Teatro D. Roberto

Após a estreia no passado fim-de-semana nas Noites Ritual 2010 da peça ‘O BARBEIRO’, do tradicional Teatro D. Roberto, Rui Sousa, seguindo a tradição de uma quase extinta arte de representação em Portugal, passa a fazer parte de uma reduzida ‘família’ de bonecreiros portugueses.

Assim, e para quem não teve oportunidade de assistir aos espectáculos de estreia, mas também para todos aqueles que pretendam rever esta peça, Rui Sousa irá fazer uma mini digressão pelos auditórios Fnac do grande Porto.

05 Set. – 17h00 – Fnac Mar Shopping
10 Set. – 22h00 – Fnac Norteshopping
12 Set. – 17h00 – Fnac Gaishopping

A não perder!

Sopa de Contos



o site é http://www.sopadecontos.no.comunidades.net/

domingo, agosto 22, 2010

Alexandre Pring 2 - Viana do Castelo

Jim Henson Workshop - The Rehearsal



neste video aparece o João Paulo Seara Cardoso director da Companhia Marionetas do Porto

segunda-feira, agosto 16, 2010

Isabel Alves Costa faleceu há 1 ano!


Isabel Alves Costa (1946-2009)
Um ano de saudade

Morreu cavaleira das artes
Isabel Alves Costa, referência do teatro do Porto, foi vítima de doença súbita, ontem, aos 63 anos
2009-08-16
ANA VITÓRIA - JN
Durante 13 anos, até 2006, foi o rosto mais visível do Teatro Rivoli, no Porto, como directora artística. Mas Isabel Alves Costa, falecida ontem, em Monção, era muito mais do que isso. Era um "espírito empreendedor que contagiava com o seu entusiasmo".

Isabel Alves Costa, uma das mais reputadas figuras culturais do Porto, foi vítima de morte repentina quando se encontrava de férias naquele concelho do Minho.

Actualmente, assumia as funções de directora do Teatro de Marionetas do Porto, promotor de um festival internacional (FIMP), e colaborava com o projecto Comédias do Minho. Em comunicado sobre a morte da sua fundadora, o FIMP afirma ter "mais uma razão para acontecer em Setembro: homenageá-la".

A reputação de Isabel Alves Costa como responsável cultural solidificou-se entre 1993 e 2006, período em que dirigiu o Teatro Rivoli, até Rui Rio, presidente da Câmara Municipal do Porto, entregar a gestão do espaço a uma empresa privada.

A sua reconhecida experiência na promoção e direcção artística levou-a a ser convidada para responsável da programação de artes performativas na Capital Europeia da Cultura Porto 2001.

Nuno Carinhas, actual director do Teatro Nacional de S. João, no Porto, que foi responsável, em 2005, pelo regresso de Isabel Alves Costa aos palcos, de onde se encontrava afastada há mais de 25 anos, realçou, precisamente, "o espírito empreendedor e o entusiasmo contagiante" da actriz, professora e programadora cultural.

"Era uma mulher muito entusiasmada, que partilhava esse entusiasmo com os outros. Punha sempre imenso empenho e alegria naquilo que fazia. E isso era contagiante".

Por este conjunto de razões é que o actual director do Teatro Nacional de S. João decidiu convidá-la para desempenhar um pequeno papel na peça "O tio Vânia", que encenou no Teatro Carlos Alberto (TeCA), também no Porto.

"Na altura, por amizade e por reconhecimento relativamente ao seu pensamento sobre o teatro, resolvi convidá-la para voltar aos palcos. Foi uma experiência fantástica ter partilhado com ela essa criação".

Também Júlio Gago, director do Teatro Experimental do Porto (TEP) e amigo de infância de Isabel Alves Costa, sublinhou o papel que ela desempenhou em prol da cultura portuense. "O seu desempenho à frente do Teatro Rivoli é disso um exemplo. Lamentavalmente, o poder autárquico vigente não soube reconhecer isso".

Júlio Gago não tem dúvidas em dizer que, com a morte de Isabel Alves Costa, "perde-se uma figura essencial do Porto, que foi extremamente molestada pela forma como foi afastada da direcção do Teatro Rivoli".

Isabel Alves Costa nasceu no Porto, em 30 de Julho de 1946. O pai, Henrique Alves Costa, cinéfilo militante e fundador do Cineclube do Porto, passou-lhe o gosto pelas artes do espectáculo.

Já no liceu, fez parte da associação dos liceus e participou intensamente na crise académica de 1962. Um ano mais tarde, rumaria a Paris. Tinha, então, 17 anos. Em França, deitou mãos a vários ofícios.

Mas o espectáculo era, de facto, a sua paixão e, por isso, inscreveu-se numa escola de teatro. Com a revolução de 25 de Abril de 1974, regressou ao Porto. Em 1997, doutorou-se em Estudos Teatrais pela Universidade Sorbonne.

A sua ligação a França é reconhecida pelo Governo daquele país, que, em 2006, a nomeou Cavaleira das Artes e Letras "pelo seu desempenho em prol da cultura". Ironicamente, recebeu o galardão quando já estava de saída da direcção do Rivoli.

Isabel Alves Costa, que tem vários livros publicados, deveria deslocar-se, hoje, a Melgaço, para acompanhar a peça "Inês Negra", pela Comédias do Minho.

quinta-feira, agosto 12, 2010

livro robertices de Luis Dacosta(texto) e Cristina Valadas(ilustrações)


ISBN 972-41-2731-1
editor - ASA editores
depósito legal nº171713/01
2ªedição, Novembro 2001

DGArtes Programa de Apoios Directos - Anuais 2010 - Resultados finais - entidades apoiadas



Programa de Apoios Directos - Anuais 2010
Montante financeiro disponível: 1.628.616,09 Euros
Resultados finais - entidades apoiadas

de 4 candidaturas com marionetas apresentadas para este apoio, 2 projectos de teatro de marionetas foram apoiados

http://www.dgartes.pt/contents.php?month=8&year=2010§ionID=27§ionParentID=&lang=pt

era uma vez na Casa dos Bonecos, Evora

Simone De Oliveira-" Marionette "(Puppet On A String)-Portuguese Music

terça-feira, agosto 10, 2010

Avanteatro 2010 com a presença de 3 companhias de teatro de marionetas

Avanteatro
As artes de Palco na Festa do «Avante!»

A programação do Avanteatro para 2010 é composta, à semelhança dos anos anteriores, por espectáculos de teatro e teatro para a infância, dança, música, incluindo o Jazz, e cinema – documentário. Evocaremos Mário Barradas - Actor, encenador e grande figura do Teatro Português, antifascista e membro do PCP que dedicou toda a sua vida ao Teatro e lutou até aos últimos dias da sua vida por uma cultura ao serviço do povo. A descentralização cultural continua a ter um papel fundamental neste espaço, com a participação de alguns grupos e artistas de algumas regiões do País, tendo este ano também a participação de dois grupos de Espanha, de Teatro (Barcelona) e de Bailado (Sevilha).

No Teatro estarão presentes as peças “Tunning”, pela Companhia de Teatro de Almada, “SAGUÃO”, pelo Grupo ALOES, “O mentiroso“, pelo Grupo Intervalo e “Cabaret Literário”, pelos Projecte Margot.

No Teatro para a Infância vamos ter marionetas, com “SA Marionetas”, “A Tarumba”, “MACAPI”, uma oficina de Marionetas e, pela primeira vez na nossa Festa, um espectáculo de dança para o público jovem, pela Companhia de Dança de Almada.

No Teatro de Rua contamos com a participação do Grupo “O Bando”, com “Nós matámos o cão tinhoso!” e o Grupo “Este – Estação Teatral” (do Fundão).

No Cinema Documental apresentaremos o filme “Na esteira do Arsenal” que trata a história do Arsenal do Alfeite e do seu operariado.

Na dança, a Companhia de Clara Andermatt apresenta o seu espectáculo de dança contemporânea “Void”, para além de contarmos com o Grupo de Música e Bailado “Alma Flamenga” que fará um espectáculo de bailado em homenagem a Federico Garcia Lorca.

A música do Bar do Avanteatro conta com a participação de três grupos que se vêm afirmando no panorama musical e que já estiveram em festas anteriores - “O menino é Lindo”, “Os roncos do Diabo” e os “MELECHK MECHAIA”.

10.8.2010
O Gabinete de Imprensa da Festa do «Avante!»

3 Parte. Museu da Marioneta de Lisboa.

2 Parte. Museu da Marioneta de Lisboa.

1 Parte. Museu da Marioneta de Lisboa

BRAGA - "MARIONETAS MUSICAIS" - JUNHO 2010.wmv

Festival Internacional de Marionetas na Ribeira Grande.mp4

Marionetas de Mandrágora na Républica Eslovaca

segunda-feira, agosto 02, 2010

Projecto Pumba


O Projecto...
O Projecto Pumba nasce de um conjunto de ideias animadas que tem como objectivo a apresentação de espectáculos de marionetas e formas animadas.

O projecto é constituído por Alexandre Guaraci, licenciado em Tecnologias de Comunicação, conhecedor de áreas como audiovisuais, teatro, artes plásticas e design e Diogo Bastos, licenciado em Teatro, com experiência em campos como a animação de rua, música e teatro de formas animadas.

(na foto - Castro, o palhaço (foi atropelado por um camião de facas, mas safou-se!)

mais informações em http://projectopumba.blogspot.com/

"é sempre bom descobrir novos projectos de marionetas!"blog marionetas em portugal

F.I.M.Porto 2010 de 17 a 26 de Setembro


mais informações em http://fimp2010.wordpress.com/

quarta-feira, julho 28, 2010

S.A.Marionetas - estreia mundial "PORTUCALE" de Natacha Costa Pereira, José Gil e Sofia Vinagre


Portucale
s.a.marionetas-teatro & bonecos

A Companhia S.A.Marionetas – Teatro & Bonecos, apresenta em estreia mundial, a sua mais recente produção “PORTUCALE” de Natacha Costa Pereira, José Gil e Sofia Vinagre, dia 30 de Julho pelas 19.00 horas em Santa Maria da Feira, dentro do recinto da Viagem Medieval.

A nova produção intitulada “Portucale” recria o período desde o casamento de D. Henrique com D. Teresa até à batalha de Ourique onde D. Afonso Henriques é aclamado de “Rei” pelos seus soldados entusiasmados pela vitória.

Utilizam-se marionetas de mesa e varão que trabalham numa estrutura móvel. As actuações realizam-se em cima da estrutura, mas quando transportada pelos três elementos da trupe, esta, tem uma cobertura de pano e é decorada por duas gárgulas recriando um animal de duas cabeças. Utiliza-se assim um símbolo bastante popular usado na época, ficando todo o palco disfarçado de carroça/animal.

Através da pesquisa em iluminuras e textos da época reproduzimos duas das possíveis técnicas de manipulação que eram utilizadas. A técnica de “marionetas de varão” e “marionetas de mesa”. Desta forma criámos as marionetas utilizando madeira e ferro, recriando também as roupas e a forma da trabalhar a madeira da época para que o resultado final seja o mais aproximado. Os marionetistas também receberam a mesma atenção pois estão há vista do público. A iluminação do espaço cénico também foi pensada da mesma maneira utilizando velas de pavio grosso. A narrativa foi criada com rigor no que respeita aos acontecimentos, mas claro com alguns ”toques” de humor com é usual nas produções da companhia, utilizado para isso algumas vezes a interacção entre os próprios marionetistas que estão há vista do público, bem como a relação entre as marionetas – público e marionetista.

Ficha Artística
Texto Original: José Gil, Sofia Vinagre, Natacha Costa Pereira
Construção das Marionetas: Natacha Costa Pereira, José Gil
Marionetistas: Sofia Vinagre, Natacha Costa Pereira, José Gil
Cenografia: Natacha Costa Pereira e José Gil
Figurinos das Marionetas: Sofia Vinagre
Figurinos dos Marionetistas: Sofia Vinagre
Pesquisa: José Gil, Sofia Vinagre, Natacha Costa Pereira
Pintura das Marionetas: José Gil
Estruturas: José Gil
Fotografia: Sofia Vinagre
Produção: S.A.Marionetas - Teatro & Bonecos

( Este espectáculo irá estar em cena de 29 de Julho a 8 de Agosto de 2010, na Viagem Medieval de Santa Maria da Feira, dentro do recinto do evento, 5 sessões por dia, entre as 17.00 h. e as 24.00h.)

Mais informações em www.samarionetas.com

sexta-feira, julho 23, 2010

Museu da Marioneta de Lisboa "aumenta" o seu espólio


Indo de encontro com um dos mais importantes propósitos deste Museu, recolher e salvaguardar os espólios das mais representativas companhias de marionetas portuguesas, sobretudo daquelas que já não se encontram em actividade, refira-se ainda a aquisição da colecção de Isabel Andrea e a colecção de marionetas alemãs, adquiridas em França durante a ocupação alemã, por um médico militar, pai de Christian Armegaud, a quem o Museu adquiriu as peças, em Toulouse.

Exposição | “MARIONETAS… de fora para dentro” - Museu da Marioneta Lisboa


Exposição | “MARIONETAS… de fora para dentro”
A partir de 23 de Julho de 2010
Sala do Claustro | Museu da Marioneta | Terça a Domingo – 10h às13h e das 14h às 18h | Entrada livre

O Museu da Marioneta, ao longo dos seus 9 anos de existência no Convento das Bernardas, tem recebido diversas manifestações de apoio e colaboração que se consubstanciam, entre outras formas, na doação ou cedência de espólio diversificado, de marionetistas e particulares nacionais e estrangeiros, o que representa para nós um motivo de grande satisfação na medida em que espelha a confiança que depositam em nós e no nosso trabalho.
Esta exposição pretende assim partilhar com o público essas novas marionetas que aos poucos, entraram no Museu dando consistência ao seu acervo e permitindo mostrar a diversidade e vitalidade da vida das marionetas.

No que diz respeito às doações que recebemos, refira-se o conjunto de cabeças de Carlos Chagas Ramos criadas para uma peça infantil; do muito saudoso Mestre Filipe (Luis Filipe Baptista); de Delphim Miranda, um apaixonado das marionetas, que há mais de 30 anos as constrói para si e para os outros; do realizador Nuno Bernardo, a personagem da sua 1ª curta-metragem de animação rodada no Museu da Marioneta; ou directamente do Brasil, por

cortesia da SEBRAE “Serviço de apoio às micro e pequenas empresas de Mato Grosso”, as marionetas criadas por Calos Gattass Pessoa, o “Carlão dos Bonecos”.

Exposição | “Os Fios d’A Tarumba” 23 de Julho a 10 de Outubro de 2010


Exposição | “Os Fios d’A Tarumba”
23 de Julho a 10 de Outubro de 2010
Capela | Museu da Marioneta | Terça a Domingo – 10h às13h e das 14h às 18h | Entrada livre
Cai o pano. Ali ficam... as personagens que desfilaram... Agora permanecem quietas e silenciosas. Apenas os seus rostos parecem conservar animação e um sopro de vida. Nos seus olhos parece brilhar uma luzinha de inteligência.
Em que pensarão as marionetas quando ficam sós? Que segredos contarão?
Sebastián Gasch

O Museu da Marioneta apresenta a exposição “Os Fios d’ A Tarumba” abordando os primeiros anos desta companhia, criada em 1993, com uma atenção especial aos espectáculos onde a técnica principal de manipulação utilizada foi a marioneta de fios. Posteriormente, a companhia realizou vários espectáculos, recorrendo a marionetas de mesa ou de sombras, entre outros tipos.

Dezassete anos não se contam apenas pelos fios… mas as marionetas presentes nesta exposição representam os primeiros anos da companhia com momentos únicos vividos por personagens criadas para textos de Christopher Marlowe, William Shakespeare, Federico Garcia Lorca ou Bertolt Brecht: Dr. Faustus, Don Perlimplín, Próspero, Jimmy Mahoney, Belisa, Jenny Smith, Mefistófeles, Begbick, Miranda... Trajectórias de mais de uma década feita de teatro, pessoas, marionetas, viagens, turbulências, sonhos e mistérios… que segredos nos vão revelar estes seres cheios de vida que comoveram e enterneceram plateias nacionais e internacionais?

Tarumba significa atarantar, estontear, atordoar, maravilhar... palavras que exprimem o sentimento geral da companhia em relação à arte das marionetas.

A Tarumba desenvolve ainda vários projectos de formação, para além da produção e programação anual do Festival Internacional de Marionetas e Formas Animadas - FIMFA Lx, que celebrou recentemente dez anos. A sua actividade desenvolve-se no CAMa - Centro de Artes da Marionetas, espaço de residência e de desenvolvimento de projectos, onde se encontra também o seu espólio material e bibliográfico.

domingo, julho 18, 2010

Rui Sousa - estreia "D.Roberto" a 27 de Agosto no Porto



Rui Sousa irá estrear "O Barbeiro", peça do tradicional Teatro D. Roberto, a 27 e 28 de Agosto de 2010, nos Jardins do Palácio de Cristal, no âmbito do festival Noites Ritual.
Entretanto lançaremos os horários das apresentações.

Seguindo a tradição de uma quase extinta arte de representação em Portugal, Rui Sousa, sob a influência e mestria de José Gil, reproduz o Teatro D. Roberto.
As fantochadas presentes nestas representações são um legado vivo, que passam de bonecreiro para bonecreiro, a fim de prevalecer uma das mais antigas artes cénicas portuguesas.

“O Barbeiro” é uma das histórias desta vertente do teatro de marionetas tradicional português. D. Roberto, o herói popular, vai ao barbeiro no dia do seu casamento para que este lhe faça a barba. Em reacção ao montante a pagar, visto ser caro, D. Roberto protesta e recusa-se a pagar, resultando desta uma “pancadaria” sem fim onde todos os personagens são vencidos pelo herói. O barbeiro, o polícia, o padre, a morte e até mesmo o diabo contracenam com o nosso herói em cenas de humor e de justiça popular.

Argumento: popular português
Técnica: teatro de fantoches (bonecos de luva)
Estrutura cénica: Lino Sousa, Manuela Pedroso da Silva, Rui Sousa
Escultura e pintura das marionetas: Rui Sousa
Figurinos das marionetas: Telma Pedroso

sexta-feira, julho 16, 2010

COMUNICADO DA PLATAFORMA DAS ARTES


COMUNICADO DA PLATAFORMA DAS ARTES
Na sequência das conclusões da Reunião Geral das Artes de 5 de Julho de 2010, que teve lugar no Teatro Maria Matos, onde estiveram presentes mais de 600 profissionais de todos os sectores, e na sequência das reuniões posteriores que a Plataforma das Artes teve, consubstanciaram-se um conjunto de reivindicações da Plataforma das Artes num documento que foi apresentado à Senhora Ministra da Cultura em audiência que teve lugar no Palácio da Ajuda, ontem, dia 12 de Julho. Esse documento continha as reivindicações gerais e comuns a todos os sectores das Artes e do Cinema, que a seguir se expressam:

1. Exigimos que o Estado Português assuma de forma clara o Direito à Cultura e ao investimento na Cultura e nas Artes.
2. Exigimos que se acabe de uma vez por todas com o discurso dos subsídio-dependentes e que se promova - no discurso e na prática - o respeito pelos criadores, artistas e demais profissionais que trabalham nas artes e na cultura em Portugal e pelas pessoas a quem se destina todo esse trabalho, o público em geral.
3. Assim, exigimos a revogação imediata do artigo 49º do Decreto-Lei nº 72-A/2010, ou a anulação dos seus efeitos práticos, a descativação total das verbas do PIDDAC para as actividades apoiadas pela DGArtes e a descativação total das receitas próprias do ICA.

Da audiência que tivemos com a Senhora Ministra, foi-nos comunicado que para o ano de 2010, as disposições do nº 1 do artigo 49º do Decreto de execução orçamental não vão produzir qualquer efeito. De facto, a Senhora Ministra informou-nos clara e inequivocamente que as reduções de 10% nos pagamentos efectuados e a efectuar durante o ano de 2010 não serão executadas. Informou-nos também que a cativação de 20% das verbas do PIDDAC a que o Ministério da Cultura estava sujeito, designadamente as que estavam afectas às actividades de apoio financeiro às Artes, passam para 12,5%. Informou-nos ainda que a cativação de 20% das receitas próprias do ICA passava para 10%, garantindo-nos que tal permite manter intacto o Plano de Apoios Financeiros em vigor, isto é, nenhum concurso previsto para 2010 será afectado.
Com estas medidas, a Plataforma das Artes congratula-se.
Relativamente às outras reivindicações gerais, relacionadas com a nossa exigência de uma mudança de discurso sobre o nosso papel enquanto criadores e agentes de Cultura, congratulamo-nos por se terem lançado as bases para de uma vez por todas se desmistificar a ideia dos subsídio-dependentes. A Senhora Ministra foi bem clara no reconhecimento da importância da nossa actividade, bem como na intenção de isso considerar tanto no discurso como na prática. Ficaram, pois, criadas as condições para se estabelecer um diálogo continuado e construtivo sobre as matérias que dizem respeito à definição e execução da Política Cultural para o país.
Foi ainda frisado de uma forma muito clara, pela Plataforma das Artes, que a atribuição de apoios por parte dos dois institutos deveria sempre reger-se pelo princípio dos concursos públicos, salvaguardando desta forma a qualidade e a renovação do tecido criativo bem como a transparência dos procedimentos.
Das exigências específicas do nosso “caderno reivindicativo”, destacaram-se para as artes apoiadas pela DGARTES e para o Cinema, respectivamente os seguintes pontos:
Reivindicações específicas das Artes apoiadas pela DGArtes
4. Regularização imediata do funcionamento da Direcção-Geral das Artes.
5. Contratualização imediata e fixação de novos prazos de concretização dos pontuais do 1º semestre de 2010.
6. Divulgação imediata dos resultados prévios dos concursos anuais de 2010 com fixação de novos prazos de concretização.
7. Abertura imediata dos concursos pontuais do segundo semestre de 2010.
8. Abertura dos concursos anuais e bienais para 2011 e 2011/12.
9. Revisão dos prazos legalmente previstos para abertura dos procedimentos concursais.

Das reivindicações específicas apresentadas para o sector das Artes, a Senhora Ministra da Cultura informou-nos o seguinte:
- A nomeação consumada de um novo Director-Geral das Artes e a sua entrada em funções ainda durante esta semana;
- Como prioridade máxima para o novo Director-Geral, a contratualização, o mais breve possível, dos Apoios Pontuais do primeiro semestre de 2010, bem como a revisão dos seus prazos de execução;
- Também como prioridade máxima para o novo Director-Geral, a divulgação dos resultados do Concurso dos Apoios Anuais de 2010, que serão os definitivos já que, evocando o “interesse público” se prescindirá da audiência de interessados, com respectiva fixação de novos prazos de concretização;
- A não realização dos concursos pontuais do 2º semestre de 2010, uma vez que o concurso do primeiro semestre foi aberto com a dotação total do ano (800.000 euros), pelo que tal inviabiliza a pretensão da Plataforma das Artes;
- A abertura, já em Setembro, dos concursos anuais para 2011 e dos bienais 2011/12.
- Revisão da regulamentação no sentido de fixar prazos de abertura mais adequados para todos os procedimentos concursais

A Plataforma considerou globalmente satisfeitas as suas reivindicações nesta matéria específica, congratulando-se com estas medidas.

Das reivindicações específicas para o Cinema, sublinhamos à Senhora Ministra no nosso documento as seguintes:
“(...)Reivindicações específicas do Cinema
10. Promover de imediato à assinatura dos contratos de produção relativos a todas as decisões de atribuição de apoio financeiro referentes a 2009, bem como a homologação dos concursos ainda pendentes.
11. Iniciar de imediato a discussão pública do projecto de nova legislação para o Cinema, por forma a garantir que o processo de aprovação, regulamentação e entrada em vigor se dê até ao final de Outubro de 2010, com efeitos práticos a partir de 1 de Janeiro de 2011.”

Foi-nos comunicado pela Senhora Ministra que com a resolução dos impasses relacionados com o artigo 49º e com as cativações de receitas próprias do Instituto, estão agora reunidas as condições para com a maior brevidade possível se dar andamento a todas as situações pendentes.
Foi-nos comunicado também pela Senhora Ministra que a nova legislação para o cinema já está compilada num primeiro Draft , que após uma fase de análise estará em condições de seguir para Conselho de Ministros no início de Setembro. A Senhora Ministra disse-nos também que era sua intenção colocar o documento à discussão pública o mais brevemente possível.

Assim, a Plataforma das Artes gostaria de afirmar o seguinte:

1. Estão globalmente satisfeitas as nossas reivindicações e preocupações;
2. Existe vontade de ambas as partes, Ministério e Plataforma das Artes, em dialogar construtivamente sobre todas as matérias pendentes e as relacionadas com a Política Cultural;
3. Cremos agora que o movimento unificado que criamos como reacção às medidas de austeridade que agora vemos significativamente atenuadas, foi um exemplo único de civilidade e de eficácia no seu trabalho e, agora, dada a sua enorme representatividade, está em condições de manter entre os diferentes sectores uma regularidade de contactos e encontros com vista a: a) acompanhar a aplicação destas novas medidas anunciadas pela Senhora Ministra; b) estabelecer-se como interlocutor privilegiado do Ministério da Cultura em matérias que digam respeito à definição e execução de Política Cultural de incentivo à criação e ao Cinema.
4. Apesar de todo o ambiente crispado que caracterizou os últimos dias, notamos que, ainda assim, foi possível fazer sobressair um elevado nível de civilidade na forma e no conteúdo que pautou o processo de negociação, bem como no papel desempenhado pela Senhora Ministra nestas matérias específicas.
5. Por último, cumpre-nos agradecer a todos os que estiveram presentes nas Reuniões de 28 de Junho e 5 de Julho, respectivamente no São Jorge e Teatro Maria Matos, bem como a todos os que se associaram a nós neste “combate” pela defesa deste sector, que, apesar de viver em precariedade crónica, demonstrou uma imensa vitalidade.


A PLATAFORMA DAS ARTES

entrevista a Hoichi Okamoto



um interessante testemunho de alguém americano que o entrevistou em Nagano

http://people.umass.edu/mromero/sabbatical/japan_04.html

enviado por Ildeberto Gama

quinta-feira, julho 15, 2010

International Summer Courses 2010 - Institut International de la Marionnette de Charleville Mézières

International Summer Courses 2010
Institut International de la Marionnette de Charleville Mézières

On the theatrical vocation of shadow theatre
Course directed by Fabrizio Montecchi (Teatro Gioco Vita, Italy)
From July 13 to 30
&
The actor and the object
Course directed by Agnès Limbos (Company Gare Centrale, Belgium)
From August 23 to September 8

Programme and registration form on request at for.institut@marionnette.com and available on http://www.marionnette.com

Institut International de la Marionnette
7 Place Winston Churchill
08000 Charleville Mézières - France
Tel: + 33 (0)324 33 72 50

Hoichi Okamoto - faleceu aos 62 anos



a 6 de Julho de 2010 faleceu um dos mais respeitados marionetistas do Japão. As suas actuações ficaram famosas pela sua beleza de movimentos, e a ausência da palavra, num palco partilhado, somente por ele e as suas marionetas.

http://www.youtube.com/watch?v=LkY8VDQmEjU

terça-feira, julho 13, 2010

Carlos Paredes: O Fantoche

a companhia "A Tarumba" tem o site com nova imagem e mais informação!!


a companhia "A Tarumba" tem o site com nova imagem e mais informação!!

http://www.tarumba.org/

visite o site de Alexandre Pring !!!!!!



http://alexandrepring.blogspot.com/

Question of Love - The Gift (video produzido por The Gift e S.A.Marionetas)

este video dos the Gift venceu o Prémio de "Melhor produção de video clips nacionais" em 2001 e as marionetas foram produzidas e manipuladas pela companhia S.A.Marionetas de Alcobaça

segunda-feira, julho 12, 2010

Ultima Hora!!!Ministra da Cultura recua na intenção de cortar 10% para o sector das artes!!!!!!


Ministra da Cultura recua na intenção de cortar 10% para o sector das artes
A ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, está ainda reunida com artistas de todos os sectores, integrados na Plataforma das Artes para procurar uma solução que não passe pelo anunciado corte das verbas. Canavilhas anunciou para já que o Governo irá recuar na intenção de cortar em 10% as verbas para o sector.
in sic on line

Novo director-geral das Artes quer avançar de imediato com apoios anuais


João Aidos foi nomeado esta segunda-feira o responsável máximo da Direção-Geral das Artes (DGA) substituindo no cargo Jorge Barreto Xavier, que se demitiu na sexta feira por divergências com a tutela.

Em declarações à agência Lusa, João Aidos disse que foi convidado para o cargo no sábado pela ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, mas não sabe quando tomará posse.

"É um desafio que qualquer pessoa deve ponderar aceitar, pensando que possa contribuir de alguma forma para ajudar e dar uma mais valia para o setor", disse.

Como primeira ação na DGA, João Aidos que resolver "uma das preocupações" de Gabriela Canavilhas: "Avançar com processos com urgência para resolver uma série de situações, nomeadamente os apoios anuais às artes, porque os `timings já passaram imenso da sua previsão".

"O calendário deste Ministério é concluir de imediato esses processos para lesar o mínimo possível a atividade artística", defendeu.

Quantos aos cortes orçamentais que irão afetar o setor da cultura, João Aidos admitiu que as artes do espetáculo são uma área "bastante delicada", mas "as coisas têm que ser bem vistas e bem ponderadas".

"Penso que é essa a vontade da senhora ministra: olhar para o setor o mais possível, perceber caso a caso, como é possível enquadrar da melhor maneira estes cortes orçamentais", reforçou, acrescentando que uma das mais valias da sua escolha é a sensibilidade em conhecer e ouvir os artistas.

De acordo com o Ministério da Cultura, João Aidos tem uma "vasta experiência e reputação no meio cultural português, ligado a inúmeros projetos no âmbito da Rede Nacional de Teatros e Cine-Teatros, gestor, programador, produtor e engenheiro projetista com profunda ligação à rede e tecidos culturais em todo o território nacional".

Licenciado em teatro, João Aidos desempenhava até hoje funções de diretor artístico do Teatro Virgínia, em Torres Novas.

in LUSA

Ministério manifesta "grande satisfação" com a demissão do director geral das Artes

Ministério manifesta "grande satisfação" com a demissão do director geral das Artes
2010-07-10
O Ministério da Cultura manifestou hoje, sábado, "grande satisfação" pelo facto do director geral das Artes ter apresentado a demissão, sublinhando a "ineficácia" e as "dificuldades" de Jorge Barreto Xavier no desempenho do cargo.

O responsável anunciou hoje, sábado, à Lusa que pediu a demissão na sexta feira, alegando a sua "divergência sobre o modo de desenvolvimento das políticas de apoio às artes" com a ministra da Cultura.

"O Ministério da Cultura manifesta a sua grande satisfação por esta decisão, que vem permitir finalmente que a Direcção Geral das Artes se liberte de constrangimentos vários que têm vindo a dificultar a sua ação", afirma o gabinete da ministra Gabriela Canavilhas, num comunicado divulgado hoje à tarde, anunciando que aceitou a demissão.

A tutela considera ainda que "os atrasos nos concursos, a barreira construída entre o Gabinete da Ministra e os agentes culturais e a ineficácia dos procedimentos são factores que se devem às dificuldades demonstradas pelo director geral para o exercício do cargo".

"A sua intervenção tem sido meramente de aplicação de medidas do Governo, muitas das quais com recurso a contratação externa, por ineficácia da sua liderança", acusa o Ministério da Cultura.

A tutela afirma que o director geral das Artes demissionário procurava "outra colocação desde Fevereiro" e que apenas não o substituiu para "manter um mínimo de estabilidade" no sector.

"Face à sua demissão, [o Ministério da Cultura] encontra-se agora, finalmente, em condições de alavancar o sector com outra ambição e responsabilidade", lê-se no comunicado.

O gabinete de Gabriela Canavilhas anuncia que já tem um substituto, a anunciar "em breve", garantindo aos agentes culturais com projectos de financiamento em curso que "não haverá quaisquer consequências, atrasos ou prejuízos de procedimentos" decorrentes da substituição.

A demissão de Jorge Barreto Xavier surge numa altura de grande contestação por parte dos artistas e criadores nacionais de várias áreas, sobretudo do cinema, do teatro, da dança e das artes visuais, devido às restrições orçamentais.

Na sequência dos protestos, esta semana, o Governo anunciou que os cortes nos orçamentos para institutos e direcções gerais do ministério vão baixar de 20 para 12,5 por cento.

Em reacção à demissão, a Associação dos Profissionais de Artes Cénicas considerou-a "preocupante" e a Associação Portuguesa de Realizadores "um ato de solidariedade para com os artistas".

in Jornal de Noticias 12 Julho 2010

Teatro Fórum de Moura – Tomada de Posição-PEC, “Plano Mateus Para a Cultura”, Gabriela Canavilhas e a luta necessária


O Teatro Fórum de Moura foi provavelmente a única estrutura das artes e da cultura a reagir de imediato à primeira (Jornal Público, 24/3/2010) de uma série de entrevistas da Ministra da Cultura Gabriela Canavilhas.
Na altura (24 de Março de 2010) o Teatro Fórum de Moura lançou um comunicado intitulado “Cai a Máscara à Ministra Gabriela” que denunciava o seguinte:
1- que a ministra revelava a verdadeira face da política deste governo para a cultura, num ataque que os trabalhadores das artes e da cultura não ouviam de forma tão agressiva e explícita deste os tempos de Santana Lopes, Secretário da Cultura;
2- que o discurso aparentemente contraditório de Canavilhas tinha como objectivo baralhar uma necessária frente de luta geral dos trabalhadores das artes e da cultura;
3- que conceitos como serviço público, função social das artes e da cultura, direitos dos trabalhadores do sector, arte e cultura como ferramentas de emancipação e transformação social, liberdade de criação, acesso dos trabalhadores das artes e da cultura e de toda a população aos meios de produção e fruição cultural, mereceram da ministra apenas a atenção de um brutal silêncio (que se mantém);
4- que Gabriela Canavilhas ataca o previsto no artigo 78 da Constituição Portuguesa onde se clarifica que é obrigação do Estado “incentivar e assegurar o acesso de todos os cidadãos aos meios e instrumentos de acção cultural, bem como corrigir as assimetrias existentes no país em tal domínio.”;
5- que a ofensa de Gabriela Canavilhas tem destinatários óbvios, isto é, todos os trabalhadores das artes e da cultura que, desde o 25 de Abril, têm criado estruturas, adquirido meios de produção próprios, desenvolvendo um trabalho de serviço público descentralizado, na sua grande maioria substituindo-se ao Estado na responsabilidade de assegurar uma política cultural em todo o território nacional;
6- finalmente, que este ataque é também direccionado a todos os jovens trabalhadores das artes e da cultura que pretendam criar novos colectivos de criação e produção, pois, segundo a Ministra, os apoios do Estado “não podem ser um espaço permanentemente aberto”.

No mesmo comunicado afirmámos também que:
“Como solução para o falso problema, a Ministra propõe reduzir o número de apoios do Estado, incentivar o mercado, apoiar as pequenas e médias empresas do sector cultural (e aqui cabe tudo, até empresas produtoras de toques para telemóvel), apostar na qualidade dos produtos nacionais com a justificação de que temos de aproveitar o mercado internacional.
Esta política de empurrar as artes e a cultura para a mercantilização, para a produção de meras mercadorias «competitivas» que combatem entre si por um espaço no selvagem mercado de produção capitalista, representa para todos os trabalhadores das artes e da cultura e para as populações um retrocesso histórico.
Como complemento a esta política mercantilista e anti-social a Ministra afirma que ao Estado cabe apenas estar «onde os bens meritórios não funcionem com a lógica do mercado».
Ou seja, Estado que se preze tem de garantir uns quantos produtos culturais de «mérito» para decorar a lapela do blazer de alguns.
Não é esta a necessária política para as artes e cultura.
Pelo contrário, a necessária política para as artes e cultura tem de passar obrigatoriamente pelo reforço dos insuficientes apoios actuais.”

Lembramos que a entrevista da Ministra que suscitou o nosso comunicado foi dada ao Público tendo como pretexto a apresentação do estudo da empresa Augusto Mateus & Associados sobre “O Sector Cultural e Criativo em Portugal” liderado por Augusto Mateus, famigerado Ministro da Economia do PS.
O Teatro Fórum de Moura considera este estudo um engodo disfarçado de científico, que utiliza argumentos especulativos para justificar políticas de neoliberalização das artes e da cultura.
Todos os trabalhadores das artes e da cultura devem ver e analisar este estudo, o “Plano Mateus Para a Cultura”, não como uma valorização do nosso sector, mas antes como uma “banha da cobra” para justificar a desresponsabilização do Estado.
Os dados estatísticos fidedignos que o estudo apresenta são, inclusive, contrários às conclusões que deles se retira.
Em Março, o indigno PEC posto à prática pelo PS em conluio com o PSD ainda não havia sido apresentado. Estávamos longe de saber dos recentes e brutais cortes no orçamento da cultura que o Governo prepara.
Estas medidas são de facto muito graves.
Mas lembramos:
Estas medidas inserem-se num plano mais vasto de redução da autonomia relativa dos trabalhadores das artes e da cultura, de asfixia ideológica e artística de todos os colectivos de produção artística e cultural pelo seu abandono ao “deserto do mercado”.
Além dos recentes cortes a reboque do PEC, consideramos que toda a panaceia argumentativa à volta das indústrias culturais e criativas, que o constante incumprimento dos prazos dos Concursos de Apoios às Artes da Dgartes (veja-se, por exemplo, o aviltante atraso do concurso aos apoios anuais ainda a decorrer), que a discriminação de regiões como o Alentejo e Algarve no acesso aos apoios do Estado, assim como as constantes ameaças (pré e pós PEC) de cortes nos apoios às artes e à cultura por parte da Ministra Gabriela, são as principais formas com que actualmente este ataque a todos os trabalhadores das artes e da cultura, assim como às populações que deste trabalho usufruem, se concretiza.
O Teatro Fórum de Moura congratula-se por verificar que cada vez mais trabalhadores das artes e da cultura estão dispostos a lutar contra esta política e apoia activamente uma luta abrangente por uma política alternativa, que corresponda às necessidades dos trabalhadores do sector, das populações e do país.

Teatro Fórum de Moura_ 10|07|2010

FADAS E FIOS - TEATRO DE MARIONETAS


FADAS E FIOS É UM GRUPO AMADOR DE TEATRO DE MARIONETAS e as suas histórias são contadas ao som de música! OS ESPECTÁCULOS RECRIAM UM MUNDO FANTÁSTICO e nesse universo de brincadeira, os bonecos são as personagens principais – Marionetas Artesanais que se movimentam ao ritmo da história e da música – que vivem aventuras onde não pode faltar a magia, o encanto e a alegria, mas também o medo, o risco e a tristeza, como em todos os contos de fadas!

http://fadasefios.blogspot.com/

domingo, julho 11, 2010

a companhia "Era uma Vez" de Évora- em digressão por Itália


a companhia "Era uma Vez" de Évora, vai estar em digressão por terras de Itália de 13 de Julho até 2 de Agosto com o espectáculo "O Mistério da Pedra Encantada"

Sinopse

O Rei Orlando III vivia num castelo com a sua filha, a Princesa Margarida e o Bobo Venceslau. Estava o Venceslau a conversar com o público quando chegou furiosa, a Bruxa Alexandrina e o quis transformar em sapo porque ele lhe tinha roubado a sua Pedra Encantada. O Venceslau disse-lhe que não tinha sido ele e Alexandrina explicou-lhe como fez a Pedra Encantada e foi-se embora.
Todos estão contentes com a chegada do Príncipe Miguel que vem pedir a mão da Princesa. O Príncipe traz uma enorme pedra que pensam ser a prenda de noivado, mas o Venceslau cedo descobre que se trata da Pedra Encantada da Bruxa Alexandrina e que o Príncipe a tinha trazido pensando que esta não tinha dono. Prontifica-se este a devolver a Pedra quando de repente se ouve um grande ruído e, um a um, vão tendo a desagradável surpresa de se encontrarem com um enorme Dragão. A Princesa, corajosa, enfrenta-o mas tem de fugir. A Pedra começa a mexer-se...
A história não termina sem o Venceslau esclarecer tudo com a sua amiga, Bruxa Alexandrina.

Ficha Técnica
Texto - José Carlos Alegria
Bonecos - Vasco Fernando
Cenários - António Canelas
Guarda-Roupa - Ana Meira e Né Meira
Manipulação - José Carlos Alegria e Carlos Miguel Meira Alegria

Director da DGArtes DEMITE-SE!!!


Venho comunicar que, por razões relativas à minha divergência sobre o modo de desenvolvimento das políticas de apoio às artes do Ministério da Cultura, nos termos actualmente prosseguidos, apresentei a minha demissão à Senhora Ministra da Cultura, esta sexta-feira, dia 9 de Julho de 2010.
Com os melhores cumprimentos,
Jorge Barreto Xavier
Director-Geral



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Companhia Lua Cheia - Julho 2010


Agakuke e a Princesa Putri Telur
5 Julho - segunda-feira 11h00
TAVIRA – Biblioteca Municipal Álvaro de Campos
6º Festival Internacional de Teatro e Artes na Rua

Agakuke e a Filha do Sol
6 Julho - terça-feira 11h00
TAVIRA – Biblioteca Municipal Álvaro de Campos
6º Festival Internacional de Teatro e Artes na Rua

Um Estranho Barulho de Asas – conto
9 Julho - sexta-feira 21h30
TORRES VEDRAS – Biblioteca de Praia de Stª Cruz

A Princesa Putri Telur – conto
10 Julho – sábado 14h00
COIMBRA – Mercado Quebra Costas

A Filha do Sol – conto
10 Julho – sábado 18
COIMBRA – Mercado Quebra Costas

CENA ABERTA – Estórias, Estorietas e outras Conversetas!
11 Julho – domingo 17h00
LISBOA – Bº Padre Cruz – ESPAÇO LUA CHEIA

A Menina do Mar leitura encenada
17 Julho – sábado 11h00
GRÂNDOLA – Jardim 1º Maio

As Pequenas Cerimónias de João Calixto e Tiago Viegas


http://aspequenascerimonias.blogspot.com/

terça-feira, julho 06, 2010

Petição Plataforma Geral da Cultura - Teatro Maria Matos (Lisboa) - 5 de Julho de 2010


Petição Plataforma Geral da Cultura - Teatro Maria Matos (Lisboa) - 5 de Julho de 2010
Para:Primeiro-Ministro; Ministra da Cultura; Ministro das Finanças
O sector da Cultura – as actividades culturais e a criação artística em geral – tem vindo a sofrer ao longo dos últimos dez anos, um sistemático desinvestimento por parte do Estado Português.
A situação atingiu uma tal degradação, que o próprio Primeiro-Ministro o reconheceu na última campanha eleitoral, comprometendo-se a que na actual legislatura o sector da Cultura seria prioritário e veria o investimento do Estado consideravelmente aumentado: é isso que diz o Programa do Governo.
E no entanto, desde o passado dia 18 de Junho, com a publicação do Decreto-Lei nº 72-A/2010 e as medidas que aí são impostas ao Ministério da Cultura - uma cativação geral de 20% e a retenção de 10% nos contratos celebrados e a celebrar - a situação abeira-se da catástrofe.
Por isso queremos hoje e aqui reafirmar:
1. Estamos conscientes da crise que o país atravessa, mas há dez anos que o sector da Cultura vive com sucessivos cortes orçamentais, com verbas cada vez mais reduzidas: para a Cultura, a austeridade não está a começar agora, começou há já muitos anos.
2. Os profissionais das actividades culturais e artísticas há muito que fazem sacrifícios para manter a sua actividade e a sua profissão: trabalham com orçamentos cada vez mais escassos, trabalham com contrapartidas cada vez mais reduzidas.
3. Ao contrário do que diz a Senhora Ministra da Cultura, são os próprios profissionais e criadores, que vivem nesta situação, que em larga medida financiam eles próprios a actividade cultural em Portugal.
4. A criação cultural contemporânea portuguesa é uma das actividades que mais projecção internacional tem dado ao país. E internamente, como foi reconhecido num estudo independente, as indústrias culturais têm um peso cada vez mais significativo na economia portuguesa.
5. Os cortes que o Governo agora pretende fazer terão consequências dramáticas para os projectos actualmente em curso, com a sua paralisação e consequente fecho de empresas, estruturas, desemprego entre os trabalhadores sem protecção social, desencorajamento entre os criadores.
6. A falta de comunicação e de informação clara por parte do Ministério da Cultura e das suas Direcções-Gerais sobre a situação agora criada gerou um clima de inquietação e insegurança absolutamente inaceitável.
Por isso não podemos hoje deixar de exigir:
1. A revogação imediata do artigo 49º do Decreto-Lei nº 72-A/2010, e da cativação de 20% das verbas do Ministério da Cultura, para a qual é suficiente a vontade política do Primeiro-Ministro.
2. Com a consequente revogação da redução em 10% sobre os contratos em curso ou a realizar durante o corrente ano, bem como do orçamento de Direcções-Gerais e Institutos do Ministério da Cultura directamente relacionados com os apoios à criação.
3. Mas exigimos sobretudo que o Estado Português assuma de forma clara o Direito à Cultura e o investimento na Cultura e nas Artes.
4. E que os profissionais da Cultura sejam encarados e tratados com o respeito que o seu trabalho merece, que se acabe de uma vez por todas com o discurso dos subsídio-dependentes, que se respeitem os criadores e os artistas portugueses.

Ada Pereira - PLATEIA – Associação de Profissionais das Artes Cénicas
Luís Urbano - Plataforma do Cinema
Pedro Borges - Plataforma do Cinema
Rui Horta - REDE – Associação de Estruturas para a Dança Contemporânea
Tiago Rodrigues - Plataforma do Teatro

Os signatários

http://www.peticaopublica.com/?pi=DL72A

domingo, julho 04, 2010

Comunicado da Unima Portugal sobre a cativação de 10% dos apoios do M.C.


Comunicado da Unima Portugal sobre a cativação de 10% dos apoios do M.C.
Estando a Unima ciente da gravidade da situação que a Sr. Ministra propõe em relação à cativação proposta para o sector cultural e estando de uma forma geral em acordo com os diversos comunicados e cartas abertas lançados a público, acrescentando que esta medida poderá desencadear a mesma atitude por parte de outras entidades com quem as distintas estruturas culturais possuem vínculos e contratos. A Unima Portugal está solidária com todos os agentes culturais e em particular com as entidades e artistas ligados ao teatro de marionetas. A Unima Portugal, está espectante na resolução desta situação mostrando o seu apoio e solidariedade com este movimento de contestação geral.

A Direcção

Unima Portugal
União da Marioneta Portuguesa, Centro português da Unima

sexta-feira, julho 02, 2010

CONVOCATÓRIA - Todos ao TEATRO MARIA MATOS, 2ª feira dia 5 de Julho às 18h!

CONVOCATÓRIA

A decisão, recentemente comunicada, de reduzir em 10% todos os apoios financeiros atribuídos pelo Ministério da Cultura em 2010 e a cativação de 20% das verbas aos Institutos, que já se encontram há muito fragilizados, terá, para a produção artística e para o sector cultural efeitos devastadores.

Convocamos todos os criadores, trabalhadores e agentes das áreas artísticas e culturais para encontrar soluções que impeçam a aplicação destas medidas que atirarão a arte e a cultura do nosso país para uma crise sem precedentes.

Todos ao TEATRO MARIA MATOS, 2ª feira dia 5 de Julho às 18h!

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Carta Aberta da Plateia à Ministra da Cultura


As notícias vindas a público na imprensa, o DL 72-A, a Carta que dirigiu a estruturas com protocolos em vigor, ou candidatas a programas de financiamento, com a DGArtes, e a Nota à Comunicação Social de hoje, merecem-nos algumas reflexões.

Como nota prévia manifestamos a nossa disponibilidade para em conjunto estudarmos com a tutela as formas de contenção financeira possíveis e justas para solidariamente sermos parte activa no controle das contas públicas que esta crise nacional, europeia e mundial impõe ao Estado Português.

Os profissionais das artes cénicas são cidadãos e não é escamoteável que como tal contribuímos já para esta contenção pagando sobretaxas de IRS, sendo penalizados nos abonos de família, pagando o aumento de IVA no consumo e todas as demais medidas.

Não pretendemos um tratamento de excepção. Mas não podemos ser excepção pela negativa.

A solidariedade da Cultura para com o todo nacional em tempo de crise foi já exigida aquando da elaboração do Orçamento de Estado. Disse o Senhor Primeiro Ministro, em campanha eleitoral, - pensamento que Vossa Excelência parece reiterar na missiva que nos enviou – reconhecer ter errado no seu anterior mandato ao desinvestir na Cultura. Não se viu disso reflexo no magro orçamento que inicialmente lhe foi atribuído.

Menos ainda se vê neste tratamento que é oferecido como “igualitário” mas que nada mais é senão demissão de responsabilidade política. Sendo o Orçamento do Ministério da Cultura (MC) 0,4% do Orçamento de Estado (OE), um corte de 20% em tão exíguo montante corresponde a 0,08% do OE o que só com muita demagogia pode considerar-se importante para a redução da despesa da administração central. Igual “poupança” seria atingida com uma cativação de mais uma décima percentual em um ou outro Ministério. E em nenhum outro Ministério estão previstos "cortes" em contratos já assinados. Da política exige-se que analise e conheça a realidade e que sobre ela actue, moldando-a, alterando-a. Tratar de forma igual o que é diferente não é responsável, não é conducente ao equilíbrio, à coesão no desenvolvimento. Foram esquecidos os mais variados estudos europeus e nacionais (um deles, aliás, muito recentemente apresentado e de iniciativa do Vosso Gabinete Ministerial), em que continuamente é reafirmada a importância da Cultura como factor dinamizador do desenvolvimento, da competitividade, do conhecimento e da qualidade de vida dos cidadãos.

De todas as notícias que nos chegam, inclusivamente na Carta de Vossa Excelência, concluímos que houve falhas em inúmeras etapas em todo este processo.

- Não existiu iniciativa de diálogo com o sector (no caso da PLATEIA, não houve resposta aos insistentes pedidos de audiência);

- Não foi promovida, em sede de Conselho de Ministro, uma distribuição ponderada do esforço de contenção financeira em cada Ministério, que tivesse como base a avaliação do histórico de desenvolvimento e do impacte em cada sector;

- Avançou-se para uma cativação “cega”, pelas próprias palavras de Vª Ex.ª, sem critério, sem responsabilidade, igual em todos os sectores e organismos do Ministério da Cultura, sem ter em conta compromissos previamente assumidos ou um diagnóstico consequente da realidade.

As perplexidades sucedem-se. Por que razão não foi tido em conta que o PIDDAC gerido pela DGArtes é sempre executado a 100% (qualquer corte é real) enquanto noutros organismos do MC a sua execução pouco ultrapassa os 80%? Por que razão não foi atendida a aplicação dessas verbas do PIDDAC em cada um dos organismos do MC? Como é do conhecimento de Vª Exª, o PIDDAC da DGArtes – estrutura leve, com um muito baixo orçamento de funcionamento – esgota-se totalmente no financiamento contratualizado com estruturas e projectos de todo o país, e este corte, por incidir nesses contratos que ou já estão em execução ou já deviam estar, é uma quebra da “palavra dada”. Haverá área de investimento mais reprodutivo e mais distribuído pelo todo nacional do que a criação e programação artísticas? E haverá área onde os cortes tenham consequências mais negras?

Interrogamo-nos ainda como será possível atingir a cativação de 20% do PIDDAC retendo apenas 10% dos valores já contratualizados entre os agentes culturais e a DGArtes; se não existe ainda a hipótese de as notícias virem num futuro próximo a ser ainda mais dramáticas.

Não pode à crise responder-se com mais crise; não pode a crise ser argumento para pôr em causa o estado de direito, a boa fé das relações contratuais do estado.

A realidade do sector mostra bem a crueldade social destes cortes: 70 a 80% dos orçamentos das estruturas e projectos destinam-se a recursos humanos. Um corte de 10% a meio do ano corresponde na realidade a 20%: o resto já está executado. São portanto inevitáveis cortes na massa salarial. Espera-nos uma situação de desemprego que, e ainda segundo o estudo de Augusto Mateus & Associados (números de 2006), afectará os 6 mil postos de trabalho directos das artes performativas a que se juntam os inúmeros postos de trabalho indirectos (o carpinteiro, o designer gráfico, a costureira...). E este é um desemprego silencioso e cruel: silencioso porque não constará das estatísticas oficiais, cruel porque os profissionais não têm sequer acesso ao subsídio de desemprego. Como sabe, aguardamos ainda o tão prometido regime laboral e social para o sector.

À crise da paralisação do sector e do desemprego dos profissionais, juntar-se-ão em muitos casos as execuções de dívidas pelos bancos. Como sabe, muitas entidades usam o crédito bancário para ir pagando as actividades até chegarem os fundos contratualizados com o Ministério da Cultura. Em quase todos os casos, ascende a muito perto dos 100% o total da verba já comprometida mesmo que não executada. Há disto casos claros, como o de festivais já realizados: FITEI, Imaginarius (7 sóis 7 luas) e Fazer a Festa (Teatro Art’Imagem), só para referir alguns dos associados da PLATEIA.

As consequências dos cortes agora estabelecidos são imediatas mas também de longo prazo. A fragilização do sector, com diminuição do número e valor das contratações de profissionais e o eventual cancelamento de alguns projectos, provocará uma profunda recessão de que dificilmente se recuperará.

Assim, a PLATEIA

- rejeita liminarmente qualquer corte nos financiamentos às artes em 2010;

- propõe uma alteração urgente do comportamento do Vosso Gabinete, acedendo a dialogar com os profissionais das artes cénicas, beneficiando do facto de estes profissionais estarem actualmente organizados em estruturas associativas representativas do sector.

Reiteramos a disponibilidade da PLATEIA para estudar formas extraordinárias, planificadas e não casuísticas, para a participação dos profissionais e agentes de criação, produção e programação das artes cénicas no controle das contas públicas que o nosso país precisa.

http://plateia-apac.blogspot.com/