segunda-feira, setembro 08, 2008

Teatro de Marionetas do Porto - MACBETH -Teatro Carlos Alberto de 24 a 28 de Setembro


Teatro de Marionetas do Porto

Programação especial 2008







MACBETH



Macbeth foi escrito por William Shakespeare provalmente em 1606, num período particular da sua vida que veria nascer as suas grandes tragédias – Júlio César, Hamlet, Lear, Otelo, Timon de Atenas.

Para o enredo dramático de MACBETH, Shakespeare encontra inspiração nas crónicas de Holinshed sobre factos ocorridos na Escócia dos séc. X e XI. E, de uma forma genial, cruza na acção da peça dois factos históricos reais: o assassínio do rei Duff por Donwald (967) e o assassínio de Duncan por Macbeth e o seu posterior reinado (1040/1057).

Ao fim de cerca dois milénios e meio de história do Teatro e, com a devida veneração pelas grandes tragédias gregas, Macbeth é ainda a grande obra trágica universal que, de uma forma essencial, do ponto de vista narrativo, nos expõe e faz reflectir sobre o amor e o poder como impulsionadores dos destinos do Homem.

A saga implacável do herói trágico Macbeth, tem ressonâncias inquietantes com o tempo que vivemos. É essa dimensão política da obra, que a torna ainda mais intemporal.

Macbeth mata por amor, por ânsia de poder e por crença no sobrenatural.

E assim Shakespeare celebra nesta obra uma poética da morte e do amor, conduzindo-nos inexoravelmente pelos labirintos interiores do ser humano através de uma linguagem intensamente poética.





Esta foi a primeira vez que o Teatro de Marionetas do Porto se “aventurou” num texto da grande dramaturgia universal, através de uma encenação que procura, à luz da contemporaneidade, uma transposição do universo de Shakespeare para a linguagem poética das marionetas.

Neste espectáculo a música adquire uma especial importância dramatúrgica ao constituir um elemento estruturante do texto; a partir de uma pré-composição de texturas musicais, o som é operado “em directo”, actuando sobre o texto ou sobre a sua ausência.





Encenação e cenografia João Paulo Seara Cardoso

Texto William Shakespeare

Marionetas e figurinos Júlio Vanzeler

Música Roberto Neulichedl

Desenho de luz Jorge Costa

Produção Sofia Carvalho

Interpretação Edgard Fernandes

João Paulo Seara Cardoso

Marta Nunes

Sérgio Rolo

Teatro Carlos Alberto

De 12 a 21 de Setembro

terça a sábado às 21h30, domingo às 16h00

Maiores de 12 anos

Dur: 80 min.



Reservas e informações: 800 108 675



Próximo espectáculo:

Nada ou o Silêncio de Beckett

Teatro Carlos Alberto

24 a 28 de Setembro

Marionetas da Feira Vencem Prémio do Público do Festival Nacional de Animação de Rua na Póvoa do Varzim


Rui Sousa, fundador da companhia de Marionetas da Feira, foi o artista mais
votado pelo muito público que assistiu à 3ª edição do Festival Nacional de
Animação de Rua, que decorreu na Rua da Junqueira e Adjacentes ao longo do
dia de sábado.

O marionetista era o único participante que tinha estado presente nas duas
primeiras edições do Festival e nunca tinha ganho qualquer prémio. Este ano,
o público decidiu premiar a originalidade, a qualidade e a interacção que
este jovem, mas experiente, artista de Santa Maria da Feira propunha com o
seu espectáculo denominado "Puppetologia", e que consistia na manipulação
habilidosa de várias personagens (marionetas), muitas das vezes ao ritmo da
música, e com a própria assistência a colaborar na manipulação dos bonecos.

O troféu atribuído pela Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, uma miniatura
da "Lancha Poveira", foi entregue pelo Dr. Afonso Oliveira, vereador com o
pelouro de desenvolvimento socio-económico e do turismo, presente no jantar
de encerramento.

Dos 749 votos válidos contabilizados, 123 foram para o vencedor e 48 para o
artista menos votado, o que confirma várias opiniões ouvidas ao longo do dia
de que as exibições dos nove artistas convidados eram todas de elevada
qualidade, o que dificultou a escolha do público.

O Festival Nacional de Animação de Rua foi organizado pela Associação
Comércio Ao Ar Livre e contou com o apoio da Câmara Municipal da Póvoa de
Varzim e o patrocínio do empreendimento "Oceanus Park", comercializado pela
imobiliária Azemedi. O sucesso alcançado pelo evento confirmou a notoriedade
que o mesmo já detém junto do público e a credibilidade reconhecida pelos
artistas de rua de todo o país.

Para o próximo ano, a Comércio Ao Ar Livre pretende manter a qualidade do
Festival, mas aumentar o número de palcos e / ou a duração do evento, com a
introdução de uma sessão nocturna.

sexta-feira, setembro 05, 2008

Novo Festival de Marionetas em Portugal ( e mais 4 quase a começar)


em Sintra, no mês de Novembro de 2008, vai se realizar o 1º Festival Internacional de Marionetas de Sintra, por agora só sabemos isto,brevemente sairá toda a programação, ficamos a aguardar.entretanto o festival Internacinal de marionetas do Porto irá começar para a semana, o "Marionetas na Cidade" em Alcobaça em Outubro de 9 a 12,em Penela o Festival Marionetas ao Centro e o FESTaFIFE em Viana do Castelo em Novembro.

quinta-feira, setembro 04, 2008

Bonecos de Santo Aleixo na SIC

já tem um tempinho,mas vale sempre a pena ver os bonecos de santo aleixo

www.valdevinos.net


site da companhia Valdevinos com nova imagem visitem !!!www.valdevinos.net

"Ban the Banana" companhia Marimbondo



aqui ficam algumas imagens este espectáculo da companhia Marimbondo. mais informações em www.marimbondo.org

quarta-feira, setembro 03, 2008

Agenda de Ângela Ribeiro - Setembro / Dezembro 2008


OLÁ A TODOS!

Espero que as férias tenham sido boas e agora eis-nos de volta ao trabalho!

Podem consultar a AGENDA de SETEMBRO-DEZEMBRO, já disponível no link habitual

www.angela-ribeiro.blogspot.com



Brevemente haverá mais novidades...
Apoiem, divulgando!

Um abraço,
Ângela Ribeiro

quinta-feira, agosto 28, 2008

Marionetas da Feira "Anibal"

aqui fica um video do Rui Sousa da companhia Marionetas da Feira sobre o seu "Anibal" Divirtam-se!!!!!

Marionetas da Feira no Há Volta, da RTP1


O ST Culterra - Festival Multicultural de Sto. Tirso, no passado dia 21 de Agosto, foi ao Há Volta (programa televisivo da RTP 1 acerca da 70.º Volta a Portugal em bicicleta). Foi uma maneira muito "directa" de promover o festival. Os organizadores levaram consigo as Marionetas da Feira, um dos grupos de animação do festival, que se apresentarão às 14h30 do dia 7 de Setembro no Parque da Rabada em Burgães, Sto. Tirso, o espectáculo "Puppetologia".

As Marionetas da Feira agradecem ao Sérgio Neto e ao António Sousa "Rio", o facto de terem acolhido as MF em Sto. Tirso e ajudado à promoção da companhia junto dos espectadores do programa que estão no país bem como nos que se encontram no estrangeiro.

Muito obrigado à organização do ST Culterra e à produção da RTP.

TEATRO DE MARIONETAS DO PORTO ACTUA EM BRASÍLIA



Os espectáculos CABARET MOLOTOV E MISÉRIA serão apresentados pelo Teatro de Marionetas do Porto na nona edição do CENA CONTEMPORÂNEA – FESTIVAL INTERNACIONAL DE TEATRO DE BRASÍLIA.



As actuações da companhia portuense decorrem de 26 a 29 de Agosto no Teatro Goldoni e no Teatro do Centro Cultural do Banco do Brasil, num total de cinco representações.



O Festival CENA CONTEMPORÂNEA é o mais importante evento teatral do Brasil, realizando-se desde 1995 e contando com o patrocínio da Petrobras.



Sobre o CENA CONTEMPORÂNEA 2008

Chegamos à nona edição do Cena Contemporânea trazendo a Brasília espetáculos de criadores inéditos no Brasil, artistas intrigantes que têm renovado a cena teatral na Europa, Oriente Médio e América do Sul, trabalhos que misturam linguagens e propõem jogos de ilusão ótica.

O Festival acontece de 26/8 a 7/9, ocupando mais de dez dentre as principais salas de espetáculos de Brasília.

A programação internacional é feita de nomes como Angelica Liddell, uma jovem criadora espanhola cuja radicalidade tem conquistado a crítica na Europa; os jovens atores do grupo loscorderos, também da Espanha; os atores da Orto-Da Theatre Group, de Israel; os atores-manipuladores do Teatro de Marionetes do Porto; os italianos do mágico e imperdível Jardim Japonês; a poesia visual feita com o corpo da dançarina e coreógrafa Maria Donata D’Urso; o teatro venezuelano de Gustavo Ott e o grupo peruano Cuatrotablas que nos apresenta a vida do poeta César Valejjo.

A programação se completa com a participação de alguns dos mais importantes espetáculos e grupos do Brasil e de Brasília, além de oferecer à cidade uma mostra para as crianças, mostra de cinema, dezenas de atividades de formação e especialização, com ênfase na dramaturgia e um seminário que discutirá as relações entre Política e Cultura.

Nas noites quentes do Planalto Central o ponto de encontro entre artistas e o público será na Praça do Museu da República, onde teremos espaços para diversão, arte e entretenimento.

Outra novidade é a parceria com a I Bienal de Poesia de Brasília que, de 3 a 7/9, estará compartilhando connosco os palcos e espaços do Festival.

Durante os 13 anos que nos separam da primeira edição do Cena Contemporânea, em 1995, mais de uma centena de grupos se apresentaram em Brasília para uma platéia que tem lotado todos os espaços, demonstrando, a cada ano, sua inteligência e compromisso com a construção de uma cidade melhor.

É para este público, inteligente e interessado, que dedicamos esta nona edição.

(texto extraído do site oficial do Festival http://www.cenacontemporanea.com.br/festival.html)





Sobre MISÉRIA:



Espectáculo baseado num conto popular.

Miséria, um pobre ferreiro, engana a Morte e é assim condenado à eternidade.

“Falou então a Morte do alto da nogueira e fez com o velhinho um contrato: poupar-lhe a vida enquanto o mundo fosse mundo.

O velhinho consentiu e a Morte desceu. Por isso, enquanto o mundo for mundo a Miséria existirá sobre a Terra.”

(conto popular)

Encenação e interpretação – João Paulo Seara Cardoso

Cenografia e Marionetas – Rosa Ramos

Texto – Álvaro Magalhães

Música – João Loio





CRÍTICAS

A INQUIETANTE ETERNIDADE
(...)

Podemos dizer que a magia indiscritível deste trabalho no Teatro de Belomonte, assenta na amantíssima manipulação (cerimonial) dos vários elementos (amuletos) cénicos: bonecos, objectos, fogo, explosões, o uso da voz e da música.

E João Paulo Seara Cardoso afirma-se como um xamane, há muito iniciado, e na posse completa de todos os encantamentos necessários para o êxito da realização ritual.

(...)

José Caldas

in Jornal de Notícias, 18-06-1992

Miséria para sempre
(...)

um espectáculo perfeito no seu género: bem estruturado, plasticamente elaborado, atravessado pela magia, repassado de humor.

Manuel João Gomes

in Público, 18-10-1992

A perfeição das coisas
(...)

O que há de espantoso neste espectáculo é o jogo entre o que pertence às marionetas e o que pertence ao actor em carne e osso, ao mesmo tempo manipulador e intérprete .

(...)

Não há muito a dizer de um espectáculo como este. Obra-prima do teatro de marionetas, obra-prima do teatro simplesmente. Veja-o quem possa, espero vê-lo ainda mais vezes.

Carlos Porto

in Jornal de Letras, 3-11-1992

(...)

...um pequeno milagre que se desenrola diante dos meus olhos, certamente o mais belo espectáculo de marionetas que me foi dado ver nos últimos anos.

As únicas palavras que me vieram ao espírito, foram aquelas que Robert Shumann empregou após ter assistido pela primeira vez a um concerto de Frédéric Chopin: “Chapeau bas, Monsieur. Voilá du génie.”

Marissimo Shuster

in Ave Marionnette, 1992

Uma festa cénica dos sentidos
(...)

Belíssima, encantadora, mágica, um primor. Fica difícil falar de Miséria sem usar adjectivos. A partir desse enredo, extraído de um conto popular português, o TMP realiza uma verdadeira comunhão com o público. Questões essenciais da condição humana são tratadas com beleza, elegância e muita competência. O tempo, que passa, a necessidade da morte, as tentações da vida são abordados com muita sabedoria. Miséria uma obra tocante.

(...)

Ivana Moura

in Diário de Pernambuco, 30-03-1993

(...)

Miséria é uma experiência encantatória, uma celebração das raízes mais populares do teatro (...) de rigor interpretativo absoluto.

In The Jerusalem Post, 13-08-1993





Sobre CABARET MOLOTOV:



O circo e as marionetas aproximam-se na poética do voo, as marionetas sem se sujeitarem às leis da gravidade, os artistas de circo desafiando-a. Uma vida aérea intermitente une a marioneta e o trapezista.



Cabaret Molotov é um espectáculo que resulta de um trabalho de experimentação em que tentamos levar o nosso modo de fazer teatro ao encontro de uma certa poética associada ao circo.



Também está presente nesta criação uma aproximação ao teatro musical com marionetas, que teve grande expressão na Europa nos meados do século passado.



É pois um cabaret melancólico que se inspira nas nossas memórias, mas iluminado pela nossa visão contemporânea do teatro e do mundo.



Em Cabaret Molotov, deambulam coristas apaixonadas, trapezistas, clowns absurdos, músicos de sete instrumentos, homens-coelho, homens-bala, ursos ciclistas, caniches cantores, dançarinos e bailarinas que dançam ao som de valsas, tangos, polkas, tarantelas e velhas canções de Kurt Weil.



Terá o Cabaret Molotov existido, ou tudo não passará de um lugar inventado por Vladimir, o Russo, para cenário do seu amor à trapezista Matrioska?

Encenação e cenografia - João Paulo Seara Cardoso

Marionetas - Erika Takeda

Figurinos - Pedro Ribeiro

Coordenação coreográfica - Isabel Barros

Música - Gotan Project, Eric Satie, Kurt Weil, Robert Miny, Yann Tiersen

Texto da Corista – Pablo Neruda

Desenho de luz - António Real e Rui Pedro Rodrigues

Produção - Sofia Carvalho

Interpretação - Edgard Fernandes

Sara Henriques

Sérgio Rolo

Shirley Resende (instrumentista)

Operação de luz e som - Rui Pedro Rodrigues

Assistente de encenação - Pedro Ribeiro

Assistente de produção - Pedro Miguel Castro

Técnicos de construção – Inês Coutinho

Filipe Garcia

Pedro Pereira

Construção de estruturas - Américo Castanheira, Tudo-Faço

Confecção de figurinos – Cláudia Ribeiro (coordenação técnica), Celeste Marinho (mestra-costureira), La Salete Oliveira, Maria Glória Sousa Costa, Esperança Sousa, Ana Maria Fernandes, Rosa Pinto, Alice Assal (costureiras), Catarina Barros (aderecista), Patrícia Mota, Joana Caetano (assistentes)

Penteados e maquilhagem – Lea – b, cabeleireiros

Prof.ª danças de salão – Paula Basto

Montagem de luz - Rui Maia

Design gráfico- Daniel Marques

Fotografia de cena- Paulo Barata

Apoio - Orquestra Nacional do Porto





CRÍTICAS



O Circo de pulgas e o cabaré sublime

Se pensava que ao entrar num cabaré de apelido Molotov ia poder fumar à vontade e beber álcool, desengane-se. Não se encontrou tabaco nem cocktails fumegantes, nem pessoas a bailar por entre as mesas, no intervalo das canções e dos números de variedades deste Cabaret Molotov. Obviamente, o propósito do Teatro de Marionetas do Porto é mais do que entreter a plateia. Instalado no Convento de São Bento da Vitória está um cabaré, sim, mas no palco, para ser visto com toda a atenção. Na verdade, mais do que um cabaré fictício, o espectáculo é um cocktail cénico que tem de tudo um pouco: marionetas, dança, teatro, circo, music-hall, juntos numa reunião familiar em que os parentes próximos e afastados viessem das mais longínquas pátrias e tradições das artes cénicas, apresentando os seus números e falando versões macarrónicas de russo, italiano, alemão e espanhol, numa profusão de actos e línguas de palhaço. Há coristas, trapezistas, acrobatas, homens-bala e funâmbulos, ursos e coelhinhas. Esta grande família de artistas é criada por actores e marionetas alternadamente, num circo em miniatura que muda para a escala real sempre que o olhar do espectador é focado nos manipuladores, e regressa a um mundo de sugestão, povoado de profissionais do espectáculo, causado pela manipulação dos objectos. Todos se encontram num lugar de lembrança popular: a área de jogo encimada pelo pano de boca que evoca tanto a arena de circo como os tablados mais escusos. De repente, é como se este fosse o espectáculo ideal para encerrar mais um ano de teatro no Porto, fazendo uma revista sublime de todos os encantamentos teatrais da cidade. Os manipuladores expõem os truques todos, como se na apresentação de um circo de pulgas o amestrador avisasse previamente que não existe pulga alguma, e ao espectador coubesse ver o invisível e fazer vista grossa ao que entra pelos olhos dentro. O público desfia em conjunto com os actores o rol de memórias de atracções de cena que, por magia, ganham corpo. Número após número, a manipulação à vista dos objectos inanimados mostra a relação íntima mantida pelos marionetistas, actores e personagens, com os bonecos e máscaras que se escolhem para efígies e totens.

As marionetas somos nós, parece, manietados pela projecção das figuras que nos calham. As referências escondidas ao cinema e as piscadelas de olho ao público mais cúmplice coabitam com o humor físico e farsesco. A expressão dos universos dos criadores e intérpretes parece ressoar e repercutir no imaginário do espectador. O espectáculo é tanto sobre o circo e o cabaret, e sobre essas memórias, como sobre o romance de Vladimir e Matrioska, como sobre o próprio acto da manipulação, numa síntese bem feita entre arte e entretimento. Manipulando ícones do nosso imaginário, o Cabaret Molotov reproduz e materializa os sonhos pessoais dos autores, partilhando-os com o espectador mais ou menos anónimo. Nos claustros de um velho convento, convertido em sala de concerto, a memória do teatro encerra com um último olhar sobre o espectáculo da decadência de fim de noite no cabaré; e a manipulação dos objectos, representando continuamente a ilusão da arte e o fracasso do quotidiano, parece perguntar, mesmo quando nos rimos: o que fiz do meu sonho?

De Jorge Louraço Figueira

In Público de 23 de Dezembro de 2006

E se o convento se transformasse num cabaret?

O aviso no início do es­pectáculo é bem explí­cito: "Tapem os ouvi­dos!". Todavia, quem in­sistir em contrariar o apelo dará por si num inebriante cabaret onde os sentidos podem vaguear ao ritmo do tango. O segredo é não fa­zer a mente acompanhar com nexo a ritmada sucessão de números -e são muitos -, mas sim degustar os seus efeitos. Tudo acontece em "Cabaret Molotov", …



"Cabaret Molotov" chegará a surpreender o público com o seu encontro entre formas de expres­são pouco convencionais, "ape­nas com alguns elementos que fossem reconhecidos como o ita­liano e o russo".

Depois, há todo um excelente trabalho em que os actores - Edgard Fernandes, Sara Henriques. e Sérgio Rolo - intercalam a in­terpretação com a manipulação de marionetas….



"Cabaret Molotov" torna-se ainda num espectáculo maior por ser acompanhado pela ins­trumentista Shirley Resende, que vagueia por Gotan Project, Eric Satie, Robert Miny e Yann Tiersen.

O resto, o que não é perceptível à vista desarmada, deve ficar a de­ver-se à mística do espaço "gran­de e espiritual". …

De Marta Neves

In Jornal de Notícias de 7 de Dezembro de 2006



Vladimir ama Matrioska no cabaré do Teatro de Marionetas do Porto



Os caniches cantam Mack the Knife no original alemão de Brecht e Weill, os sapatos de salto alto dan­çam um tango dos Gotan Project, o coelho guarda a noiva na mala e ele, Vladimir Molotov, bebe vodka, por ele e por Matrioska. Poderia ser tudo cintilante e maravilhoso no Cabaret Molotov que o Teatro de Marionetas do Porto monta, a partir desta noite, no Convento de S. Bento da Vitória. Mas Vladimir ama Matrioska, a trapezista, e ela já não é deste mundo - porque este mundo, o mundo dos grandes circos soviéticos e dos míticos cabarés berlinenses, também não.



Apesar de replicar a estrutura de um espectáculo de circo, na sua divi­são em números, há vida em Cabaret Molotov para além das variedades que os actores Edgard Fernandes, Sara Henriques e Sérgio Rolo e a instrumentista Shirley Resende executam nos claustros do conven­to. …



De Inês Nadais

In Público de 7 de Dezembro de 2006

As marionetas também vão ao circo



…E a época na­talícia acaba por adequar-se a um espectáculo que tem poten­cial para agradar a um público dos oito aos 80 anos e que, ao mesmo tempo, representa uma visão alternativa do circo.

Cabaret Molotov organiza--se numa sequência de polaróides que se vão sobrepondo como números de circo, alter­nando entre ambiências circenses e de cabaré…



Para lá da força da expressividade das marionetas e dos actores, a quase ausência de linguagem verbal é uma das grandes apostas da peça, tornando-a acessível a pú­blicos diversificados.

De João Pedro Barros



In Sol de 8 de Dezembro de 2006



Cabaré Seara Cardoso



É uma visita ao imaginário dos cabarés berlinenses dos anos 30 e dos grandes circos soviéticos, mas é sobretudo uma visita ao imaginário de João Paulo Seara Cardo­so, o director do Teatro de Marionetas do Porto (TMP). Cabaret Molotov, a nova pro­dução da companhia, é uma mistura assim explosiva: um cruzamento entre coisas que nunca se tinham cruzado no historial do TMP mas que se atravessam há décadas na cabeça de Seara Cardoso.



De Inês Nadais



In Público de 12 de Dezembro de 2006



Das trincheiras ao cabaret



Com imaginação e engenho, João Paulo Seara Cardoso reinventa o teatro de marioneta no ambiente sombrio de um cabaret onde a dança e o circo se cruzam em coreografias desvairadas, nostálgicas, mas sempre atravessadas por uma leve ironia. Marionetas de luva, de vara e de tamanho humano ganham vida nas mãos de três performers (Edgard Fernandes, Sara Henriques, Sérgio Rolo), que criam os mais alucinantes números de music-hall, alternando a irrealidade poética, o nonsense e o grotesco.

Acompanhados pela música de uma instrumentista extraordinária (Shirley Resende), cujos volumosos cabelos espetados se erguem em direcção ao tecto, os trapezistas voam em câmara lenta, há caniches a ladrar o refrão de Mack the knifei; bailarinas inumanas rodopiam pelo ar ao som de valsas, uma for faz equilibrismo suspensa entre duas bocas. Para ver e ouvir com um sorriso nos lábios.

A fusão de técnicas e linguagens está bem patente nestes dois espectáculos, que integram um festival capaz de estabelecer confrontos no interior da diversidade, impulsionando, assim, a liberdade artística na criação contemporânea.

De Rita Martins

In Público de 7 de Junho de 2007

Um teatro poético e popular



Numa entrevista publicada no 4.° número da Sinais de cena, João Paulo Seara Cardoso partilhava uma das mais centrais premissas de muitos dos espectáculos do Teatro de Marionetas do Porto, a companhia que há largos anos dirige e que é um dos casos de maior felicidade criativa da nossa paisagem teatral contemporânea:

A nossa forma de fazer teatro assenta fundamentalmente na ideia de expor aos olhos do público a marioneta e o actor em relação íntima com os outros elementos cénicos, e explorar a dialéctica que daí advém. Neste contexto seria altamente restritivo usar só as marionetas, porque a marioneta não pode existir teatralmente sem o actor, elemento essencial da teatralidade. E o que é belo e ao mesmo tempo brutal nisto tudo é o confronto entre os actores e as marionetas: tanto um actor que manipula uma marioneta, como um actor que contracena com uma marioneta ou como os actores que vivem no mesmo universo, quase onírico, das marionetas. É todo este jogo, muito sedutor, toda esta dialéctica, de vida e de morte, de existência efémera, que pode provocar um estado especial em quem assiste a um espectáculo. (Cardoso 2005: 61-62).

Esta síntese exacta, então esboçada para recuperar o conjunto de processos cénicos que vinham orientando o percurso daquela companhia, serve ainda para caracterizar um dos mais recentes e mais conseguidos espectáculos de João Paulo Seara Cardoso. Apresentado como o resultado de um continuo "trabalho de experimentação", Cabaret Molotov leva um pouco mais longe o assumido investimento na manipulação à vista, isto é, na exploração performativa da indissociável articulação entre o intérprete e a marioneta ou, como o criador prefere, o "objecto cinético" - expressão mais justa, na realidade, para designar a multiplicidade de objectos animados pelos manipuladores, desde o boneco mais antropomórfico até à simples bola vermelha ou ao mais elementar bocado de madeira, sem qualquer expressão antes daquela que lhe emprestarão o corpo e a voz dos actores.

O criador cruza neste seu espectáculo a linguagem das marionetas com o imaginário e alguns dos recursos do circo, do cabaré e do music-hall, tirando o máximo partido da maleabilidade dessas formas populares de teatro. Historicamente anteriores à sistematização teórica e às experiências concretas de um "teatro popular" de ambições democráticas, proletárias e politicamente progressistas, estas tradições performativas tinham tradicionalmente o entretenimento como ambição dominante e caracterizavam-se por uma ostensiva despretensão artística e intelectual. Tal facto não impediu que tivessem servido, e continuem a servir, de estímulo para as pesquisas artísticas de alguns dos mais ousados criadores teatrais contemporâneos, que nelas vislumbraram um enorme potencial transgressivo e uma peculiar permeabilidade às mais variadas operações de adaptação, reinterpretação e reconfiguração cénica (cf. Schechter 2003).

Dado o manifesto interesse de João Paulo Seara Cardoso pelo cruzamento de disciplinas ou universos artísticos e pela exploração das suas mais imprevistas fertilizações, não deverá surpreender esta convocação do circo e do cabaré. A estratégia surge, apoiada numa forte presença musical, que se traduz na utilização de uma vasta panóplia de instrumentos, tais como o piano, a bateria ou o acordeão. Essa ampla dominância da música fica, aliás, claramente enunciada desde a entrada dos espectadores no espaço de representação, através da presentificação quase transparente de muitos dos recursos com que se realiza o espectáculo: os abundantes instrumentos musicais surgem concentrados sobre uma pequena plataforma, colocada à direita, na qual se instalará a instrumentista; ao centro, mais ao fundo, uma cortina vermelha ou pano de boca, apoiado numa estrutura metálica, sugere a possibilidade de multiplicação das áreas de jogo; de um lado e do outro do espaço de representação, diversos cabides e outros adereços completam a paisagem de um espectáculo cuja magia resultará da vida emprestada pêlos intérpretes aos objectos e às marionetas inicialmente inertes.

Apoiando-se na lógica de funcionamento do espectáculo de variedades, comum tanto ao circo como ao cabaré, Cabaret Molotov organiza-se em quadros, que se sucedem quase sempre interligados através das mais variadas soluções de continuidade. Depois de uma espécie de prólogo circense, em que um homem-bala é disparado de um canhão contra as cortinas, o primeiro quadro surge dominado pela figura, imediatamente cativante, de Vladimir, uma marioneta de pesado sobretudo castanho, a que o seu principal manipulador empresta um reconhecível, mas globalmente incompreensível, linguarejar russo. Estabelecido o diálogo de Vladimir com a trapezista Matrioska, representada por uma mais pequena marioneta com os braços agarrados a um trapézio, assiste-se à enunciação daquela que será a principal marca deste espectáculo e que o seu encenador apresenta como uma "poética do voo": liberto das leis da gravidade pela acção dos seus manipuladores, Vladimir facilmente descola do solo, entregando-se a uma liberdade de movimentos mais ilimitada do que a experimentada pela sua amada Matrioska. O mesmo, aliás, acontecerá com a generalidade dos mais variados "objectos cinéticos" convocados e manipulados durante todo o espectáculo, numa espécie de repetida coreografia aérea que reforça o delírio imaginativo em que aposta CabaretMolotov.

Vladimir regressará, mais tarde, embora desta vez seja a sua voz que se ouve primeiro, no escuro, chamando por Kristina - aparentemente o nome emprestado à intérprete musical de farto cabelo ruivo e saia de muitas camadas de tutu vermelho. Vladimir prolonga a sua ambição aérea, saltando agora numa cama elástica. Por mais de uma vez, cai, tosse, e sobre o solo, no meio do seu contínuo linguarejar, ouve-se algo que parece querer significar "maldita vodka". Alguém haverá de o pendurar num cabide, facto que não o impedirá de continuar a falar, acompanhando a intérprete musical numa melancólica canção francesa. No final, caberá também a Vladimir - uma vez recuperado do seu cabide, mas agora duplicado na figura de corpo inteiro do seu manipulador, equipado com um megafone e um candelabro - encerrar o espectáculo. Numa eloquente figuração da já referida dialéctica entre a marioneta e o seu manipulador, este último Vladimir dará de beber ao primeiro, beijá-lo-á, para depois voltar a fazê-lo desaparecer de cena.

Entre estes três momentos, sucedem-se outros números, nos quais se misturam - como no circo, como no cabaré, mas também como num deliberado, embora não necessariamente explosivo, cocktail cénico - as mais diversas criaturas e processos de lhes dar vida: três cabeças de caniche, que não são mais do que marionetas de mão manipuladas pêlos três intérpretes vestidos com fatos de palhaços ricos, interpretam Mack the knife, de Kurt Weill e Bertolt Brecht, ao som de diferentes latidos; três narizes redondos, ou três bolas vermelhas, são animados pelo mesmo conjunto de intérpretes, apostados agora num jogo virtuosístico de sincronização de movimentos e de variações sonoras; dois pequenos bonecos mais antropomórficos, manipulados por uma vara na cabeça, entregam-se a um bailado aéreo sobre uma comprida mesa saída de detrás da cortina; uma bailarina - quase magicamente criada em frente aos olhos dos espectadores, através da imprevista articulação de seis inexpressivos bocados de madeira - executa, sobre a mesma mesa, uma outra espécie de bailado, mais clássico, mas de incomparável elasticidade, desatenta ao perigo constituído pelas chamas de um candelabro colocado na proximidade da sua área de actuação; três pares de sapatos, ainda sobre a mesma mesa, manipulados por intérpretes de marcados chapéus na cabeça, interpretam um breve episódio de ciúme e desafio, ao som de um tango dos Gotan Project; um mais delirante homem-coelho reclama, num linguarejar italiano mais reconhecível que o russo de Vladimir, um beijo da mulher-coelha que retira da sua mala branca; três marionetas de corpo inteiro executam uma frenética valsa de salão, servida pelos movimentos rápidos, circulares e aéreos dos seus pares humanos; dois palhaços ricos entregam-se às mais cruéis e divertidas tropelias; uma rapariga de meias, ligas brancas e tiras de cor vermelha é manipulada, qual marioneta, por outro dos intérpretes. Mas ainda há o número executado pela actriz que traz consigo, como se fosse uma extensão do seu corpo, um pequeno teatrinho, de cujo palco vão desaparecendo uma casa e o seu habitante, um cão e uma vaca, à medida que um avião vai largando bombas sobre aquele minúsculo cenário; animado por um exigente jogo de manipulação e sonorização, este quadro introduz no espectáculo uma nota de mais tópica e perturbadora actualidade.

Cabaret Molotov é uma fascinante proposta cénica, dominada por jogos de alternância de escalas entre os intérpretes e os objectos e servida por demonstrações aparentemente inesgotáveis de humor e de imaginação. A extrema coerência do espectáculo só parece vacilar quando a opção figurativa cede a uma forma mais literal de poesia ou a uma espécie de inesperado mimetismo, uma alternativa aparentemente inaceitável neste universo onírico - como acontece num dos números finais, quando, depois de lhe terem despejado uma garrafa de champanhe sobre o corpo, uma mulher de lingerie preta recita um poema em espanhol. Se, como no circo ou nas variedades, a sequência de cada um destes números nem sempre é servida por uma mais elaborada lógica de motivação, tal fragilidade dramatúrgica é largamente compensada pelo imparável carrossel de figuras, pela hábil alternância de protagonismo entre a marioneta e os seus manipuladores e, sobretudo, pela contagiante invenção que acompanha a arrebatadora e encantatória execução de todos esses quadros. Edgard Fernandes, Sara Henriques e Sérgio Rolo demonstram ser, simultaneamente, actores, bailarinos, cantores e manipuladores, revelando uma versatilidade e uma energia interpretativas só possíveis pela consequência do trabalho desenvolvido no âmbito de uma tão coerente estética cénica. A instrumentista Shirley Resende completa o quarteto de magníficos intérpretes de um espectáculo que recupera fórmulas e convenções de comprovado apelo comunicativo para as injectar com um renovado fôlego poético e imaginativo.



De Paulo Eduardo Carvalho

In Sinais de Cena de 7 de Junho de 2007



CABARET MOLOTOV - Uma Vida Aérea Intermitente Une a Marioneta e o Trapezista

Começa por uma explosão; e é de uma explosão do que trata esta obra. Uma explosão de bom humor, de sátira, de música, de "nonsense" com sentido, de boa arte em geral. É algo a que João Pau­lo Seara Cardoso - director do Teatro de Marionetas do Porto - nos tem habitua­do desde sempre (não nos podemos es­quecer do magnífico "TrêsPorquinhos”!). Desde espectáculos para miúdos e graú­dos, sempre deixando um matiz picante no paladar. E disso também precisamos! Especialmente numa época tão difícil para as artes cénicas no Porto, esta com­panhia demonstra que esta cidade sabe fazer bom teatro, para toda a classe de públicos e que vale a pena apostar nele.

E como vivemos numa" época tão difícil a nível político, eis que reaparece o Cabaret com forma de circo: sátira sobre a guerra, erotismo em toda a parte, muita vodka ("cur­va vodka", não é Vladimir?), dança e boa música (Gotan Project, Eric Satie, Kurt Weil, Robert Miny e Yann Tirsen, que mais podemos pedir?). Com marionetas e intérpre­tes que se fundem - frequentemente não sabemos onde é que acaba a marioneta e começa o intérprete - manipu­lado magistralmente. Momentos inesquecíveis: paus que se transformam numa linda bailarina; um teatro dentro do teatro no qual observamos a guerra da maneira mais inocente possível, cães cantando, uma luta entre sapatos, dois clones competindo, palhaços a brincarem com os seus narizes... E não queria deixar de comentar o grande trabalho de Shirley Resende, uma mulher-orquestra que nos oferece alguns dos momentos mais doces do espec­táculo. Também aproveito para destacar o apresentador, Vladimir, um bêbado que resulta delirante, assim como a genial ideia de inventar e adaptar línguas que terminam percebendo-se, já que a única linguagem que tem sentido é a do poema "Me gusta cuando callas" de Pablo Neruda. Tudo o conjunto, sem tirar nem pôr, resulta num espectáculo que dura pouco mais de uma hora, que nunca nos aborrece e que nos mantém atentos do princípio ao fim, deixando-nos com vontade de mais quando a "cortina" (embora aqui não existam cortinas) desce.

De Sónia Estéban

In Revista Elegy 2007

sexta-feira, agosto 15, 2008

3 boas noticias da companhia TFA - Teatro de Formas Animadas




O TFA TRIUNFA NO FESTIVAL DE OLITE

O TFA – Teatro de Formas Animadas de Vila do Conde foi recebido com entusiasmo pelos espectadores espanhóis nesta última deslocação ao nosso país vizinho, em que apresentou a peça Teatro de Papel/Convidado de Pedra no prestigiado Festival de Teatro Clássico de Olite - Navarra.
Instalado no impressionante castelo medieval desta cidade do país basco, o espectáculo teve sempre casa cheia, e o público respondeu muito favoravelmente à inusitada versão que esta companhia teatral faz a partir do mito de Dom Juan.

Pedro Zabalza, jornalista do Diário de Notícias de Navarra, escreve a seguinte crítica sobre o Teatro de Papel:

A versão do grupo conserva toda a peripécia do burlador sevilhano, desde o seu engano inicial em Nápoles, até a sua desaparição sobrenatural. No inicio da peça, dois manipuladores abrem as grandes portas que deixam ver este teatro em miniatura. Pela solenidade, mais parece que abrem os portões do panteão de Dom Gonçalo, o próprio Convidado de Pedra. Depois, tudo é animação, para além dos toques de humor que a companhia acrescenta ao texto original – uma concessão permitida numa representação destas características.
O TFA realizou um meritório esforço para superar as limitações da bidimensionalidade, criando uma sensação de dinamismo que ajuda muito a resolver as cenas do espectáculo. Por toda a obra há tentativas de fazer que este brinquedo ganhe em sofisticação e atractivo visual: com as mudanças constantes de cenário, por exemplo, e com um divertido modo de sugerir perspectiva, diminuindo o tamanho das figuras conforme se distanciam do primeiro plano do palco, ou aumentando-o desproporcionadamente em outra cena que se situa em um grande plano, fictício. Até a iluminação está cuidada neste espectáculo, que só é teatro em miniatura pelo tamanho das suas personagens.

O TFA continua assim a apresentar o nome e a cultura de Portugal no estrangeiro, prosseguindo com uma carreira internacional que não dá sinais de fraqueza. Depois dos Festivais de Segóvia, Almagro e Olite, seguem-se Feria Internacional de Teatro de Ciudad Rodrigo, Festival de Alicante e Feria de Zaragoça. Viva o teatro de marionetas!


TFA no Festival de Teatro Clássico de Almagro
Nos finais de Junho, o TFA – Teatro de Formas Animadas de Vila do Conde representou Portugal no mais prestigiado festival internacional dedicado ao teatro clássico da Europa: o Festival de Almagro, na Espanha, com a peça Teatro de Papel/Convidado de Pedra, baseada no texto de Tirso de Molina, numa co-produção com o Teatro Nacional São João.
Este certame tem sido, ao longo dos seus 20 anos de existência, um lugar de encontro para os especialistas em teatro clássico espanhol (professores, investigadores, críticos), profissionais de teatro (criadores e técnicos) e cerca de 60000 espectadores de todo o mundo, que anualmente dirigem-se a esta pitoresca capital histórica de La Mancha, una pequena cidade com pouco mais de oito mil habitantes.
Para além de utilizar os teatros convencionais, o festival espalha espectáculos por toda a cidade de Almagro, através de uma rede com cerca de vinte espaços alternativos para representação, entre os quais estão hospitais, universidades, pátios, igrejas, claustros, praças, museus, etc. O espectáculo do TFA foi apresentado na Igreja das Bernardas, um magnífico edifício do século XVIII, que proporcionou um envolvência perfeita para as aventuras amorosas do nosso Don Juan.
O diário espanhol El País, na sua crítica especializada sobre o Festival, destaca a nossa versão para teatro de papel do Convidado de Piedra, chamando-a de “pequeña joya escénica del Teatro Nacional de São João de Oporto”.

TFA seleccionado para Feira em Castilla y LeóO TFA – Teatro de Formas Animadas de Vila do Conde foi seleccionado e vai participar na XI Feria de Teatro de Castilla y León, que acontece na amuralhada e fronteiriça Ciudad Rodrigo entre 26 e 30 de Agosto de 2008.

Este encontro teve em 2008 um total de 2.507 candidaturas de companhias teatrais de Espanha e Portugal, das quais 149 foram seleccionadas para participar no evento. Presentes na feira estarão 1.525 profissionais de 477 entidades e instituições diferentes, centenas de espectáculos, performances e acções de animação, 610 alunos em frequência nos 20 cursos organizados sobre temas ligados às artes cénicas. Mais de quarenta órgãos da comunicação social irão cobrir o evento. A ocupação hoteleira em toda a zona é de 100% durante a Feira, e o público lotou todos os lugares disponíveis nos teatros, em venda por antecipação.

Todas estas cifras dão uma ideia do que é a “Feria de Teatro de Castilla y León”: um verdadeiro “mercado livre”, ponto de encontro entre a produção e a contratação, irradiando cultura, turismo e economia. No certame têm actualmente lugar as últimas produções teatrais em destaque na Península Ibérica, com todas as formas possíveis de expressão cénica, unidas no entorno privilegiado de Ciudad Rodrigo, encruzilhada de caminhos que vem da Europa para Portugal e que vão de norte a sul da fronteira mais ocidental da Europa.

O Comité Artístico de Selecção da XI Feira, composto por elementos da Direcção de Programação da Fundación Siglo, da Equipa de Gestão e Coordenação da Feira, e a Equipa de Assessoria Teatral e Cultural da Caja Duero, conta com variados profissionais do mais reconhecido prestigio e experiencia no âmbito teatral. Este comité avaliou e escolheu as propostas que primaram pela sua qualidade, inovação, criatividade e exploração de novas potencialidades cénicas.

terça-feira, agosto 12, 2008

Theatre of Glass Apresenta "TEMPESTADE" 22 de Agosto ás 19.00 horas no Richardson Hall em Stourbridge - Inglaterra.




O Theatre of Glass e o Festival Internacional do Vidro têm o prazer de anunciar a estreia da nova produção teatral – Tempestade – com teatro de sombras a uma escala cinematográfica, marionetas de vidro e instrumentos musicais de vidro construídos especificamente para o efeito às 19h00 nos dias 22, 23 e 24 de Agosto no Richardson Hall em Stourbridge - Inglaterra.
O Theatre of Glass nasceu da colaboração entre a companhia de teatro de marionetas PuppetLink (West Midlands - Inglaterra) e a S.A.Marionetas (Alcobaça - Portugal).
Ao longo de vários meses, para tornar possível a estreia de Tempestade, as companhias trabalharam nos dois países desenvolvendo novas técnicas de teatro de sombras a uma escala cinematográfica, usando marionetas de vidro, areia e água, projectando as sombras pela movimentação de pontos de luz num ecrã de 7m x 5m.
Em simultâneo, em Portugal, designers e mestres vidreiros da mundialmente conhecida Atlantis Crystal (Cós) e do Crisform (Centro de Formação Profissional para o Sector da Cristalaria – Marinha Grande) criaram as marionetas para Tempestade.
Uma ecléctica instrumentação está a ser utilizada pelos músicos-compositores, Inglês e Português, para criar a música que guia o espectáculo, e que inclui taças de cristal com e sem água, carrilhão e vibrafone de vidro guitarras eléctricas e acústicas, sons manipulados por um “granulador” (programa informático) e saltério – uma espécie de harpa medieval. A maior parte destes instrumentos - em vidro, madeira/cordas e Perspex – foram concebidos de forma a criarem impacto tanto quando projectados bem como quando tocados.
Tempestade é fiel às temáticas abordadas na peça The Tempest de Shakespeare mas é no essencial um espectáculo não verbal. Apesar de apresentar fragmentos de linguagem poética, a história é contada com imagens e sons. Com a mistura de Shakespeare, teatro visual original, teatro de marionetas e de sombras, manipulação de objectos, música tradicional e contemporânea, Tempestade destina-se a um público adulto e jovem (maiores de 9 anos).


Criação
A ideia para o Theatre of Glass surgiu em 2007 pela S.A.Marionetas de Portugal e a PuppetLink do Reino Unido, cujos directores artísticos – José Gil e Clive Chandler – foram inspirados pela possibilidade de criar teatro de sombras pela da projecção de luz através de vidro. Com colaboração dos artistas do Crisform a da Atlantis Crystal em Portugal, esta ideia concretizou-se na inovadora produção de Tempestade.
Da mesma forma que apresenta técnicas experimentais de teatro de sombras, Tempestade, apoia-se na música original para criar a sua história e dinâmica. Os nossos talentosos compositores/músicos estão a criar a música com instrumentos tradicionais, som manipulado informaticamente, assim como com instrumentos criados especificamente para esta produção – taças e carrilhão de cristal, vibrafone de vidro e saltério de duplo cordame.
Um agradecimento especial a Janine Christley do Festival Internacional do Vidro de Stourbridge, pelo encorajamento e incentivo para este trabalho, e a Catarina Carvalho do Museu do Vidro da Marinha Grande.


História
Tempestade conta a história de Próspero e da sua filha que foram deixados à deriva num barco há 12 anos. Próspero era o Duque de Milão, mas o seu irmão conspirou com o Rei de Nápoles e usurparam o seu ducado. Próspero e a sua filha de 3 anos, Miranda, sobreviveram à terrível provação chegando a uma Ilha onde habitam desde então. Miranda é agora uma jovem enquanto Próspero envelheceu. A Ilha é um local misterioso cheio de estranhos sons e paisagens. Exceptuando um espírito chamado Ariel, e um ser chamado Caliban, é um local deserto. Caliban é o filho de Sycorax uma bruxa banida para a ilha há muitos anos atrás, que morreu antes ainda da chegada de Próspero e Miranda. No início Ariel era seu servo, e antes da morte de Sycorax, esta aprisionou-o numa árvore onde ficou em agonia durante 12 anos até à chegada de Próspero. Grato pela libertação, Ariel serve agora Próspero mas sonha com a sua liberdade absoluta. Caliban está também sujeito ao poder de Próspero, estando severamente restringido por causa do perigo que representa para Miranda.
Graças à Providência, os perpetradores do golpe palaciano contra Próspero navegam ao largo da Ilha. Próspero é um homem de grandes conhecimentos e utiliza os seus misteriosos poderes para criar uma tempestade que encalha e destrói o navio. Aparentemente todos se afogaram. Na verdade, Próspero e Ariel colocaram o grupo a salvo em diferentes locais na Ilha. O Rei, Alonso, está convencido de que o seu filho Ferdinand se afogou, e este, por sua vez, está convencido que perdeu o pai. Próspero e Ariel trabalham em conjunto de forma a levar o grupo de conspiradores à beira da loucura. Por outro lado, juntam Ferdinand e Miranda, que inevitavelmente se apaixonam. Por fim, os culposos arrependem-se dos seus pecados passados e Próspero perdoa-lhes. O Navio é restituído, Ariel é libertado e todos abandonam a Ilha regressando a Milão onde Próspero recuperará o Ducado. Caliban é deixado na Ilha, que desde o início tinha reclamado como sua por legítimo direito.
Próspero conseguiu emendar o mal de que tinha sido alvo, e talvez mais importante ainda assegurou o futuro da sua filha. Consciente de que tinha usado os poderes sobrenaturais até ao limite, decide deixá-los para sempre.
De uma forma ou de outra todos são libertados.

Teatro de Vidro

Director Artístico: Clive Chandler
Direcção de Manipulação: José Gil
Produtores: Sally Rew e Sofia Vinagre
Músico-compositor: Edward Briggs
Músico: Hugo Trindade
Actores-Manipuladores: Marcus Fernando, José Gil, Tina Hofman, Natacha Costa Pereira, Sofia Vinagre
Design de Ariel: Hugo Amado - Atlantis Crystal
Artistas vidreiros: Nelson Dinis, Rita Barata, Joana Silva - Crisform
Criação de Marionetas: José Gil
Técnico de Iluminação: Jim Duncombe
Técnico: Chris Cuthbert
Vitrais: Rachel Elliott
Ilustrador: John Crane
Saltério: Paul Baker
Vibrafone de vidro: Jim Doble - Elemental Design
Estudantes de música : Michael Hukins, Sarah Price
Fotografia: Marcus Fernando
Co-Produção : S.A.Marionetas e PuppetLink


“Tempestade” tem o apoio de
Arts Council England Lottery - Calouste Gulbenkian Foundation - PRS Foundation - Instituto Camões -
Câmara Municipal de Alcobaça - Câmara Municipal da Marinha Grande - Museu do Vidro da Marinha Grande - Crisform – Altantis Crystal –
TFT . Teleinformática – Ad-Lib Aluguer Som e Luz - William A Cadbury Charitable Trust - The Sir Barry Jackson Trust

Agradecimentos: à Direcção da PuppetLink Ltd; Hagley Catholic High School; Cine-Teatro de Alcobaça; Escola Secundária D. Inês de Castro de Alcobaça.

MAIS INFORMAÇÕES EM www.samarionetas.com

Viagem Medieval com Muitas Marionetas (Medievais)










de 1 a 10 de Agosto decorreu a "Viagem Medieval em terras de Santa Maria da Feira" e Mais uma vez a organização do evento convidou várias companhias a apresentar projectos com bonecos de época, medieval claro!. Assim conseguimos apurar que estiveram pelo recinto deste evento que leva 500 mil pessoas em 10 dias, sim escrevi bem 800 mil pessoas cerca se 50 mil por dia com um acrescimo este ano de 40%, segundo a organização(qual rock in rio). tudo isto para dizer que quatro companhias estiveram a trabalhar com bonecos neste evento, três portuguesas(Marionetas de Mandrágora,S.A.Marionetas e Marionetas da Feira),uma Espanhola(La Finesta Imaginaria)e uma Francesa (Les Farfadets).aqui ficam algumas imagens

Marionetas da Feira - Agenda Agosto / Setembro 2008


1 a 10 de Agosto - (Estreia em conjunto com S.A.Marionetas de Alcobaça) Princesa Lia, Tomo I - Recinto da Viagem Medieval de Santa Maria da Feira - (5 apresentações por dia entre as 17h e as 23h)

15 de Agosto - Vida Fantástico 24h - Puppetologia - Penafiel - 17h

16 de Agosto - Doo Bop - Praia da Baia - Puppetologia - Espinho - 22h

17 de Agosto - Parque do Coteiro - Puppetologia - Mozelos (S.M.Feira) - 22h

29 e 30 de Agosto - Noites Ritual - Puppetologia - Palácio de Cristal - Porto

7 de Setembro - 14h30 - St Culterra - Puppetologia - Festival Multicultural de Sto. Tirso - Parque da Rabada - Burgães - Sto. Tirso

27 de Setembro - Puppetologia - Oliveira de Azeméis - 15h

Para mais informações visite:
www.marionetasdafeira.blogspot.com,
ou contacte o e-mail: supersticioso@gmail.com (Rui Sousa).

segunda-feira, julho 28, 2008

Estreia dia 1 agosto “A Princesa Lia -Tomo I” pelos Bonecreiros da Corte, uma co-produção “S.A.Marionetas” e “Marionetas da Feira”


Já no próximo dia 1 (Sexta-feira) de Agosto de 2008, estreia na “Viagem Medieval” em Santa Maria da Feira, o espectáculo “A Princesa Lia -Tomo I” pelos Bonecreiros da Corte, uma co-produção com a companhia “S.A.Marionetas” e “Marionetas da Feira”, um original de José Gil, Rui Sousa, Natacha Costa Pereira e Sofia Vinagre e fica em cena até dia 10 pelo recinto da Viagem Medieval.


“A Princesa Lia -Tomo I”- Bonecreiros da Corte
Bonecreiros da Corte
O projecto “Bonecreiros da Corte” é uma Co-Produção das companhias S.A.Marionetas -Teatro & Bonecos e Marionetas da Feira, duas companhias profissionais já com experiência anterior na criação de recriações de época em marionetas, a trupe itinerante é constituída por quatro Actores / Marionetistas / Músicos que representam histórias e lendas de Portugal, neste caso “A Princesa Lia - tomo I”. Utilizam-se marionetas de Varão que trabalham num palco montado para cada “função” e desmontado no final, sendo este transportado pelos quatro elementos da “trupe”. Através da pesquisa em iluminuras e textos da época reproduzimos uma das possíveis técnicas de manipulação que por certo era utilizada. A técnica de “marionetas de varão” uma das mais antigas formas de manipulação que chegou aos nossos dias em Portugal. Desta forma criámos as marionetas utilizando madeira e ferro, recriando também as roupas e a forma da trabalhar a madeira da época para que o resultado final seja o mais aproximado. Os marionetistas também receberam a mesma atenção pois estão há vista do público. A iluminação do espaço cénico também foi pensada da mesma maneira utilizando velas de pavio grosso. A narrativa foi criada com rigor no que respeita aos acontecimentos cronologicamente, mas claro com alguns ”toques” de humor com é usual nas produções de ambas as companhias, utilizado para isso algumas vezes a interacção entre os próprios marionetistas que estão há vista do público, bem como a relação entre as marionetas – público e marionetista.

História
A princesa cristã, Lia, e o governador mouro do castelo da Feira, Ben Iussef, casam-se em segredo e regressam a o Castelo da Feira, onde reinava um ambiente da paz entre cristãos e mouros. Mas um dia, ao grande Califado de Córdova chegou o rumor de que Iussef tinha casado com Lia e que tinha deixado de seguir a Lei Islâmica.
O Califa deu então ordem para que Ben Aligula - irmão de Iussef fosse até à Feira e prendesse os dois e os executasse.
Ao dar as ordens, todos se recusaram a fazê-lo já que Iussef e Lia eram muito queridos e respeitados por todos. Aligula furioso, e com medo de ser preso, ataca cobardemente Iussef e mata-o.
Perante o tumulto que se gerou, Lia acalma todos dizendo que teria sido a vontade de Deus. Aligula toma então o posto de governador e manda matar Lia por esta ter afastado o irmão da Lei Islâmica.
Lia é então levada pelos carrascos para o local de execução. No entanto, carrasco e soldados, que tinham por Lia e Iussef grande admiração, não conseguem executar a sentença. Combinam então entre si, e encenam a morte de Lia, para que Aligula ficasse convencido, e escondem-na. O tempo foi passando e Lia foi arquitectando um plano para fazer Aligula pagar pelo mal que tinha feito a todos. Assim, chegada a altura, Lia faz-se passar por uma velha muito velha capaz de ler nas estrelas a sina dos homens, e em conjunto com Jineff foram acertando os pormenores do seu plano – assombrar Aligula com as malvadezas de que era autor, fazendo-o fugir dali para fora com a lição bem aprendida…

Ficha Artistica
Original: José Gil, Sofia Vinagre, Natacha Costa Pereira, Rui Sousa / Encenação: Rui Sousa e José Gil / Construção das Marionetas: Rui Sousa, José Gil / Marionetistas: Sofia Vinagre, Natacha Costa Pereira, José Gil, Rui Sousa / Figurinos das Marionetas: Sofia Vinagre / Costureira: Maria Luísa Gil / Pintura das Marionetas: José Gil, Rui Sousa / Músico: Rui Sousa / Estruturas Cénicas: José Gil / Fotografia: Sofia Vinagre / Co-Produção: S.A.Marionetas e Marionetas da Feira

Mais informações em
www.samarionetas.com ou www.marionetasdafeira.blogspot.com
Próximas Estreias S.A.Marionetas
Dia 20 de Agosto 2008 em Stourbridge - Reino Unido, o espectáculo “Tempestade” - Theater of Glass em Co-Produção com S.A.Marionetas e PuppetLink de Birmingham
Dia 11 de Outubro 2008 –“A Ver Navios-D.João VI vs Carlota Joaquina”

sábado, julho 19, 2008

UNIMA - PORTUGAL - " um virar de página"


"ainda este ano a UNIMA - PORTUGAL vai voltar a funcionar vai ser um virar de página", foi o que conseguimos saber esta semana, já existe uma comissão que vai por tudo a funcionar dentro em breve, ainda este ano tudo vai ficar pronto para que esta associação volte a juntar todos os que gostam e trabalham com marionetas, ficamos há espera.

Festival Internacional de Marionetas do Porto 2008


O Festival Internacional de Marionetas do Porto tem sido sempre um lugar onde nos permitimos fazer todas as deambulações através de pessoas, de estéticas, de culturas, oscilando entre as fidelidades e cumplicidades para com determinados grupos e artistas e os riscos e curiosidades perante o desconhecido. Gostamos das franjas, dos rompimentos, das transversalidades, dos desafios... sem perder de vista a nossa razão de existir: as marionetas.

Estamos de regresso à Praça D. João I de 12 a 20 de Setembro.

Nuno Carinhas é o autor do projecto de intervenção plástica na Praça desta edição. Chamou-lhe “Residencial da Praça” e é onde vamos viver o FIMP 2008.
Teremos uma parede de mentira porque tem portas de verdade - que sabem mais abrir do que fechar – e porque uma parede sozinha não fecha, enquadra.
Teremos muitos elementos móveis: floresta ficcional e mutante, grande palco ou pequenas ilhas; zonas de estar, de brincar e de jogar, de ver e de ouvir.
Teremos “hóspedes” que vêm de longe e outros que vêm de bem perto e vão mostrar-nos o quão longe podemos ir.
Teremos “residentes” fiéis – a C.ie La Zouze, o Teatro Praga, o Teatro de Ferro, o Balleteatro e o Movimento Incriativo -, connosco durante todo o festival, que nos mostram o que normalmente se esconde: os ensaios.

O FIMP vai ter um Hino. Composto por Hélder Gonçalves dos Clã, será executado na Praça D. João I por uma Fanfarra, na primeira convocatória deste FIMP 2008. A Fanfarra levar-nos-á depois pelas ruas da baixa do Porto até ao TeCA. Aí será o espectáculo de abertura: MacBeth pelo Teatro de Marionetas do Porto. Associamo-nos assim ao Teatro Nacional de S. João na celebração dos vinte anos de criações e actividade desta companhia. As primeiras palmas desta edição são para eles.
Durante toda a semana, ao fim da tarde, haverá rádio ao vivo com conversas, música, notícias e entrevistas. Os dias de fim-de-semana serão dedicados às famílias, com oficinas e espectáculos para todos. As noites de 12 a 20 de Setembro brindar-nos-ão com propostas de dança, música, circo e, claro, marionetas e objectos, portuguesas mas também belgas, francesas e inglesas.
O Hino do FIMP regressará pelas vozes do Coro do C.P.O., abrindo a festa final, a nossa discoteca ao ar livre, a Disco FIMP.

Sem bilheteiras, de portas abertas.
Vamos viver na Praça. Venha lá morar connosco.

Isabel Alves Costa
Julho de 2008

informações em www.fim.com.pt

21 Festival Internacional de Canela (Brasil) inscrições até 29/08/2008


data limite de postagem(carimbo dos correios):29/08/2008
21 festival internacional bonecos canela - fundação cultural de canela rua danton correa da silva,746 - centro - 95680-000 - canela RS

mais informações em www.bonecoscanela.com.br

quarta-feira, julho 16, 2008

inscrições para o festival mundial de marionetas acabam em 31 de Julho


as inscrições para o festival mundial de marionetas acabam em 31 de Julho mais informações em www.festival-marionnette.com

A farsa prepara-se cuidadosamente...entre marionetas e actores........














Equipa Artística e Técnica
(provisória)

Encenação
Clara Ribeiro
Filipa Alexandre

Cenografia e Marionetas
Migvel Tepes

Texto
autor anónimo
escrito em aprox. 1480

Interpretação
Alexandre Sá, Clara Ribeiro, Filipa Alexandre, Magda Mendes e Rogério Paulo

Apoio á construção
enVide neFelibata

adereços em couro
José Machado

http://josecarlosbarros.blogspot.com/


mais um blog de marionetas desta vez de José Carlos Barros

A DIVA MU - Música e sacos de plástico


No âmbito do 34º Festival Internacional de Música de Espinho / Ao som de uma música improvisada, formas disformes transformam-se e ganham vida. Clones antropomórficos de uma música com duas vidas, os sacos de plástico invadem o espaço. A música, agora personificada, multiplica o seu ser sonoro numa multidão de formas que se metamorfoseiam. Assim nasce, a Diva Mu.
A Diva Mu é um espectáculo de objectos, cuja personagem principal, é a música. Os objectos, simples sacos de plástico e de papel, tornam-se personagens de uma vida. A vida, da Diva Mu.


Para miúdos e graúdos
A partir duma ideia de Etienne Lamaison e Sylvain Peker
Clarinetes Etienne Lamaison
Marionetas Sylvain Peker
Luzes Ricardo Trindade

na Póvoa do Varzim - TEATRO NEGRO WORKSHOPS por Cengiz Özek (Turquia)AGOSTO 2008



Técnicas de Teatro Negro
De 14 a 18 de Agosto
Local: Auditório Municipal da Póvoa de Varzim
Módulo 1 - para Estudantes de Teatro:
9h/13h - 20h/total
Módulo 2 - para profissionais de teatro e outros interessados:
18h30/24h (com pausa de meia hora/jantar) - 25h/total
Máximo de Participantes:
25 (por módulo)
Custo de participação estudantes de teatro - módulo 1: 80?
Custo de Participação - módulo 2: 150?

Desenho e Construção de Marionetas para o Teatro Negro
De 19 a 23 de Agosto
Local: Espaço d?Mente do Varazim Teatro (Póvoa de Varzim) Módulo 3 - para Estudantes de Teatro:
9h/13h - 20h/total
Módulo 4 - para profissionais de teatro e outros interessados:
18h30/24h (com pausa de meia hora/jantar) - 25h/total
Máximo de Participantes:
25 (por módulo)
Custo de participação estudantes de teatro - módulo 3: 80?
Custo de Participação - módulo 4: 150?

Técnicas + Desenho e Construção de marionetas para o Teatro Negro
Custo de participação estudantes de teatro - módulo 1+3: 120?
Custo de Participação - módulo 2+4: 250?

Inscrições:
Envio Postal ou electrónico de:
Ficha de Inscrição
Pagamento ou prova do mesmo
Curriculum resumido


CONTACTOS:
www.varazimteatro.org | 916439009 | 912420129 | vt@varazimteatro.org
www.marionetasemviana.com | 963676174 | marionetas_viana@hotmail.com

Envio de Inscrições:
Varazim Teatro - Rua da Fortaleza, nº20 - 4490-511 Póvoa de Varzim
MAO - Edifício palácio, 3º - Sala 308 - 4900 - 495 Viana do Castelo
O Varazim Teatro e o MAO agradecem a quem puder colaborar na divulgação desta mensagem

segunda-feira, julho 07, 2008

TRULÉ estreou o espectáculo “teatro à la minuta”







No dia 4 de Julho o grupo de marionetas TRULÉ – Investigação de Formas Animadas estreou o novo espectáculo “Teatro à la minuta”. É numa caixa, que acontece a representação com bonecos, cujo aspecto exterior lembra a máquina fotográfica à la minuta que na primeira metade do século passado povoava os jardins, os monumentos e as festas populares do nosso país.

No teatro à la minuta o marionetista utilizando bonecos, num espaço cénico reduzido, realiza a representação de um espectáculo com a duração de poucos minutos para um só espectador.

As personagens Inocência Perpétua e Joaquim Falas Boas preparam-se para tirar um retrato num banco de jardim. O problema é que o fotógrafo se revela muito especial.

A estreia aconteceu na última edição do “Serão em torno da Fotografia” dedicado à fotografia à la minuta, organizado pela Câmara Municipal de Évora/Divisão de Assuntos Culturais, através do Arquivo Fotográfico.



Com os melhores cumprimentos e agradecimentos,

Manuel Costa Dias

TRULÉ - Investigação de Formas Animadas

www.trulemarionetas.com.sapo.pt

já pode efectuar reservas para os espectáculos do T.M.Porto

Informamos que já pode efectuar reservas para os espectáculos a apresentar no Teatro Carlos Alberto e Mosteiro de São Bento da Vitória durante os meses de Setembro a Novembro. O contacto deverá ser feito directamente com a bilheteira destes espaços através do tel. 800 108 675.



MACBETH

TECA – 12 a 21 de Setembro

terça a sábado às 21h30, domingo às 16h00



NADA OU O SILÊNCIO DE BECKETT

TECA – 24 a 28 de Setembro

quarta a sábado às 21h30, domingo às 16h00



OS ENCANTOS DE MEDEIA

TECA – 1 a 5 de Outubro

quarta a sábado às 21h30, domingo às 16h00



CABARET MOLOTOV

MOSTEIRO S. BENTO DA VITÓRIA – 9 a 19 de Outubro

terça a domingo às 21h30



BOCA DE CENA Teatro-Jantar

MOSTEIRO S. BENTO DA VITÓRIA – 24 de Outubro a 2 de Novembro

terça a domingo às 21h00

noticias da companhia Mandrágora - Julho 2008


Caros Senhores, Colegas e amigos
Enviamos a nossa Newsetter de Julho. Teremos em destaque o espectáculo " Lendas da Minha Floresta", construído em colaboração com o Pelouro do Ambiente da Câmara Municipal de Esposende, a partir dos registos sonoros e memórias das vivências ambientais das gentes mais velhas do Concelho.
A primeira apresentação integra-se nas Festividades locais de Antãs, uma freguesia do Concelho de Esposende, dia 10 de Julho pelas 22h00.
Mas serão variadas as actividades a decorrer ao longo do mês.
Não deixe de visitar o nosso blog diariamente actualizado em:
www.marionetasanorte.blogspot.comE a nossa pagina Web:
www.marionetasmandragora.comOs melhores cumprimentos
Teatro e Marionetas de Mandrágora
Filipa Alexandre

terça-feira, junho 24, 2008

Teatro de Marionetas do Porto Fredo Brilhantinas II 1ª parte

VAI NO BATALHA! do T.M.Porto em DVD

VAI NO BATALHA! é um espectáculo de referência no percurso do Teatro de Marionetas do Porto. Apresentado em 1993, no recém-inaugurado Teatro de Belomonte, excedeu as mais optimistas expectativas de público, mantendo-se em cena cerca de um ano com as lotações esgotadas.



VAI NO BATALHA! era sobre um tempo que agora nos parece distante e passava “em revista” a realidade social, cultural e política do Porto e do país. Estávamos em pleno cavaquismo, havia um príncipe da cultura (Santana Lopes) e o Porto era governado por Fernando Gomes. A CEE era um bicho-de-sete-cabeças para as mentes portuguesas. Tinha início o fenómeno dos arrumadores de automóveis e os belos cafés do Porto davam lugar a agências bancárias. Estes temas e muitos mais constituíam uma sucessão de quadros inspirados na “revista à portuguesa”, com uma forte componente de crítica social e política. E como teatro – obra de reflexão sobre o tempo e o mundo - o espectáculo mostrava a nossa perplexidade perante uma sociedade em mudança que nos prometia desenvolvimento subsidiado e felicidade a custo zero. Era também um palco onde exprimíamos os nossos gostos e desgostos, as nossas alegrias e desilusões. E tendo como mote uma típica expressão do linguajar portuense, “Vai no Batalha” não podia também deixar de expressar o nosso amor às coisas autênticas da cidade, a Ti Ana do Bolhão, o rio Douro a correr no sangue da urbe, a solidão das ruas de granito à noite, os cafés/lugares de encontro, os amores da noite de S. João.



Resolvemos agora, numa altura em que comemoramos os 20 anos do Teatro de Marionetas do Porto e a pedido de vários ilustres amigos e conhecidos, editar em DVD uma gravação histórica do espectáculo efectuada há quinze anos atrás. Os felizardos que na altura estiveram nas sessões alucinantes que se viveram no pequeno Teatro de Belomonte poderão agora rever esses momentos. Os que não viram terão uma oportunidade para saber como era.



Publicidade: o DVD está à venda no Teatro de Marionetas do Porto, bastando que passe pela nossa sede ou que nos solicite o envio por telefone ou e-mail. Trata-se de uma edição em duplo DVD e custa 15 €. A sua venda não tem intuitos comerciais, destinando-se apenas a divulgar a actividade do TMP.



Mas para si, caro (a) amigo (a), que faz parte do grande grupo de fieis seguidores do trabalho do TMP, aqui fica um link http://br.youtube.com/watch?v=tXrzK9Xbzvg para ver, na íntegra (1ª e 2ª parte), aquele que ficou para a história como o mais famoso dos quadros de VAI NO BATALHA!, “Fredo Brilhantinas II”, no qual Fredo conta ao compère a sua epopeia para obter na “cambra municipal do puerto a licença de arrumbador de biaturas ligeiras”.



Advertência: a crítica a este espectáculo, publicada no jornal Público, da autoria de Manuel João Gomes, intitulava-se “Os bonecos mais malcriados do mundo” e dizia entre outras coisas: “Vai no Batalha!” é , acima de tudo, a linguagem forte, com mais obscenidades por minuto do que todas as revistas do Parque Mayer tiveram nos últimos anos.



Por isso, se é susceptível, aconselhamos que não veja.



Fique pois impregnado do espírito de VAI NO BATALHA! (significa literalmente: deixa lá isso/manda para o tecto) e tenha um óptimo S. João.



Põe o teu cheirinho mais selecto

Manda a tristeza para o tecto

Anda para a rua com a maralha





Vem, não fiques armado em murcão

Que hoje é noite de S. João

E a solidão Vai no Batalha!



(excerto de “Marcha de S.João”, letra de José Topa, música de João Loio)
(Podemos dizer com toda a certeza que o teatro de marionetas em portugal nunca mais foi o mesmo depois deste espectáculo! OBRIGADO POR TEREM EDITADO EM DVD ESTE MARCO HISTORICO DAS MARIONETAS PORTUGUESAS!)

domingo, junho 08, 2008

1º encontro de Marionetas de Montemor-o-Novo 13,14 e 15 de Junho 2008

Noticias da companhia "Marionetas da Feira"



está a decorrer uma exposição das marionetas da companhia "Marionetas da Feira" na Biblioteca Municipal de S. M. da Feira até dia 13 de Junho.

(No âmbito de completar a temporada das "Marionetas da Feira" na Biblioteca Municipal de S. M. da Feira, estará patente até ao dia 13 de Junho uma exposição com algumas das marionetas do nosso espólio.
As visitas ao espaço podem ser feitas com ou sem paralelismo às restantes actividades com marionetas na instituição. Aberto diariamente ao público das 10h às 19h.)

DATAS:

De 28 de Maio a 13 de Junho - Exposição de marionetas na Biblioteca Municipal de Sta. Ma. da Feira - 10h às 19h

13 de Junho - Puppetologia - 14h - Biblioteca Municipal de Sta. Ma. da Feira

14 de Junho - Puppetologia - 10h e 17h - Encontro de Marionetas de Montemos-o-Novo

1 a 10 de Agosto - (Estreia em conjunto com S.A.Marionetas de Alcobaça) Princesa Lia, Tomo I - Recinto da Viagem Medieval de Santa Maria da Feira

29 e 30 de Agosto - Puppetologia - Noites Ritual - Palácio de Cristal - Porto

7 de Setembro - 14h30 - Puppetologia - St Culterra - Festival Multicultural de Sto. Tirso - Parque da Rabada - Burgães

um grande abraço!
--
Rui Pedro Sousa
visite:
www.myspace.com/marionetasdafeira
http://marionetasdafeira.blogspot.com

Estreia - "AS VIAGENS DE MALDINO" de José Queiroga dia 11 Junho na Escola Salesiana - Colégio dos Orfãos do Porto

Olá

É com prazer que gostaríamos de contar com a sua presença, para a estreia do espectáculo
de marionetas e pequenos actores, no próximo dia 11 de Junho, pelas 21,30 horas, na Escola
Salesiana - Colégio dos Orfãos do Porto, ao Largo Baltazar Guedes, entrada livre.

A peça chama-se AS VIAGENS DE MALDINO, texto original de José Queiroga, com
encenação e direcção plástica de Alberto Péssimo.

No final será lançado um livro com a obra dramática e ilustrada com desenhos dos alunos.

Esperamos contar com a sua presença.

Alberto Péssimo e José Queiroga.

segunda-feira, junho 02, 2008

Noticias companhia Mandrágora

Muppets - Mahna Mahna

para nós "blog marionetas em portugal", a melhor canção com marionetas alguma vez criada, obrigado Jim Henson e Frank Oz

Tubic "ESGOTA" na Casa da Música

é verdade o espectáculo " TUBIC" da companhia S.A.Marionetas com o Tubista Sérgio Carolino "ESGOTOU" as duas sessões programadas na Casa da Música no Porto. Ficamos sempre muito satisfeitos com noticias destas em relação a espectáculos de marionetas. PARABÉNS!! a todos os artistas e aos bonecos por mais um sucesso.